quarta-feira, 23 de setembro de 2020

The New York Times__The biggest wave surfed this year

 Of course, it could only have happened in Nazare North Canyon

https://www.nytimes.com/2020/09/22/sports/biggest-wave-surfed-nazare-maya-gabeira.html



Estado Português faz pagamentos a uma rica instituição contra decisão do tribunal

O jornal Público abre hoje a sua edição dando conta de como o Estado Português anda a tratar do dinheiro que cobra aos contribuintes Portugueses, pagando a uma rica instituição (que apurou o jornal Público tem quase 8 milhões de euros em depósitos bancários) já depois de um tribunal ter decidido que não necessita de o fazer, preferindo assim engordar a conta bancária dessa instituição, quando deveria antes utilizar esse dinheiro para ajudar a pagar vagas aos idosos que ocupam camas de hospitais. 

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/mais-depressa-morre-um-idoso-do-que-a-seguranca-social-paga-um-lar-6231804.html

Será que é o facto do conhecido socialista e ex-deputado Artur Penedos, antigo Assessor de José Sócrates, que há 15 anos é Presidente da Assembleia Geral dessa Instituição,que permite explicar o aberrante comportamento do Estado Português ?

E será que as instituições de solidariedade social deste país, que queiram ser ajudadas pelo Estado, devem contratar um politico socialista, para poderem continuar a receber essa ajuda monetária mesmo quando os tribunais decidam que não têm direito a ela ? 


Sadismo académico

https://www.publico.pt/2020/09/21/local/noticia/praxar-praxado-universidade-lisboa-vale-processo-disciplinar-1932306

A propósito da recente noticia no link acima e depois de no passado ter "malhado" (leia-se criticado com alguma contundência) o Sr. Reitor da Universidade de Lisboa (vide o conteúdo do post sob o título "A nova "pupila" do Sr. Reitor da Universidade de Lisboaque em 20 de Maio de 2018 coloquei noutra plataforma mas que entretanto por um estranho fenómeno, quiçá de natureza quântica, evaporou-se da mesma (!) mas que abaixo novamente reproduzo), sou, pelo menos desta vez, a dar parabéns ao Reitor da Universidade de Lisboa pela inusitada coragem em proibir de forma bastante veemente o sadismo praxista, o qual faz prova de uma flagrante e absolutamente inequivoca, ausência de requisitos minimos para ingresso numa universidade digna desse nome, sadismo esse que de quando em vez resulta em contas de milhares de euros para serem pagas pelos contribuintesjá para nem falar das mortesque algumas universidades, de forma vergonhosa, se tentam escapar a pagar.



De: F. Pacheco-Torgal
Date: domingo, 20/05/2018 à(s) 21:21
Subject: A nova "pupila" do Sr. Reitor da Universidade de Lisboa

Recebi hoje um email de um colega da ULisboa dando-me conta de um recente discurso do senhor Reitor daquela universidade, onde aquele aproveitou para revelar a sua nova “pupila”, quando disse que pela sua parte tudo fará para acabar com a carreira de investigação, pois segundo o próprio em Harvard não há investigadores mas somente professores, discurso acessível aqui https://www.youtube.com/watch?v=c5jGL6mqwnc

Antes porém de comentar a oportunidade e a substância daquela que é a nova e inusitada “pupila” do Sr. Reitor é pertinente que comente antes disso outro pupilo do Sr. Reitor, comentário esse que serve como comprovativo introdutório sobre a qualidade do referido discurso.

Ao minuto 31 do discurso disse o Sr. Reitor que em 2016 a Universidade de Lisboa estava à frente de todas as Universidades Italianas e Espanholas no ranking Shangai. Este facto porém não corresponde minimamente à verdade e mostra como o Sr. Reitor não se importa de usar factos alternativos em sua defesa, porque no referido ano e no referido ranking a Univ. de Lisboa estava no grupo 150-200, o mesmo grupo onde estavam a Univ. Sapienza e a Univ.Barcelona e nesse grupo a ULisboa até aparece abaixo daquelas e não é por mero acaso. 

Já sobre as pérolas que envolvem a universidade de Harvard é bom saber que o Sr. Reitor têm elevadas ambições para a Universidade de Lisboa, infelizmente parecem ambições na mesma linha daquele conhecido sapo que tentou imitar um boi e que como todos sabemos não acabou bem. 

Desde logo é muito estranho que o Sr. Reitor compare a ULisboa a Harvard quando não consegue sequer que a sua universidade figure sequer no ranking das 100 mais inovadoras da Europa 

https://www.reuters.com/article/us-emea-reuters-ranking-innovative-unive/reuters-top-100-europes-most-innovative-universities-2018-idUSKBN1HW0B4

 Curiosamente também nunca preocupou o Sr. Reitor que a percentagem de endogamia da universidade que "dirige" esteja muito longe da Universidade de Harvard. 

http://www.dgeec.mec.pt/np4/EstatDocentes/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=138&fileName=EndogamiaAcademica.pdf  

Se a endogamia por cá até choca o Sr.Ministro que publicamente a considerou inadmissível em Harvard era garantido que dava direito ao despedimento daqueles que nada fizeram para a impedir. Se coerência houvesse o Sr. Reitor tinha-se demitido no mesmo dia em que o Ministro Manuel Heitor se pronunciou sobre a endogamia daquelas unidades orgânicas que fizeram o pleno ou que são conhecidas como o clube do bolinha, aqui só entra quem é da casa. Ou seja relativamente a Harvard o Sr. Reitor só olha para aquilo que lhe dá jeito. O que não dá jeito é como se não existisse. 

É verdade que de Harvard não conheço tanto como o Sr. Reitor (ou talvez conheça...) mas conheço pelo menos alguma coisa de algumas universidades da Suécia, onde há professores sexagenários a concorrer e ganhar bolsas da ERC e a escrever artigos em nome individual, sem explorarem o trabalho de bolseiros que é coisa que por cá há pouco e já nem falo daquele milhar de professores que a DGEEC diz que não estão integrados em nenhuma unidade de investigação, mas que o Sr. Reitor diz que nunca ouviu falar, pois como ele diz no seu discurso não conhece nenhum professor que não faça investigação, isto muito embora haja no documento no link abaixo várias centenas (355 ETI) nessa condição e que pertencem curiosamente à Universidade de Lisboa http://www.dgeec.mec.pt/np4/392/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=822&fileName=DocentesEmUnidadesFCT.pdf

 A verdade que o Sr. Reitor têm dificuldade em reconhecer é que a academia Portuguesa tem elevada diversidade. Há por lá raros professores de elevada craveira, como o conhecido Sobrinho Simões que fazem o pleno em termos de pedagogia e de liderança no campo da investigação, há também por lá muitos professores com elevadas capacidades pedagógicas, mas sem capacidade para fazer investigação, há ainda excelentes professores com elevada capacidade de investigação, mas pouco ou nenhum interesse pela docência, de quem os alunos não sentem falta e muito menos saudade e até há na academia Portuguesa quem não tenha qualquer capacidade pedagógica nem nunca sequer tenha dado mostras de ter especial inclinação para a investigação, que ninguém percebe como é que chegaram à nomeação definitiva e porém lá se vão aguentando dando as suas aulinhas e conseguindo até por vezes que o nome deles apareça em artigos onde fizeram nada. 

É claro que se poderia em tese admitir, que deveríamos levar em boa conta os conselhos do Sr. Reitor da Universidade de Lisboa, porque ele lidera uma universidade infalíve,l onde os mais altos padrões são prática quotidiana e constituem um brilhante farol para a restante academia. Poder podia mas é sempre preferível olharmos menos para discursos de circunstância de quem têm verbo fácil e é mais avisado concentramos a nossa atenção nos factos. E alguns dos factos que interessam são por exemplo os abaixo descritos: 

Como este catedrático da ULisboa que disse que os professores são contratados para não irem fazer sombra aos que já lá estão https://sol.sapo.pt/artigo/520326/jorge-calado-chumbei-um-curso-inteiro-com-zero-valores-

 Ou como por exemplo esta brilhante pérola da ULisboa que dita que "a justificação das propostas de abertura de concursos e/ou dos critérios/pesos adotados na elaboração dos editais deve ser acompanhada dos curricula vitae de potenciais candidatos" e que mostra bem como se ajustam as regras concursais naquela universidade

https://www.docdroid.net/Qv14n3X/selecao-de-candidatos-fisica-ist.pdf

Ou os Professores da U.Lisboa que participaram neste vergonhoso concurso  http://dererummundi.blogspot.pt/2016/05/recrutamento-de-docentes-de-matematica.html

Ainda sobre Harvard, é bom reconhecer que por lá também fazem asneira grossa, como se percebe por exemplo, pelo facto daquela universidade já ter mais artigos retractados por falsificação de resultados, do que os artigos retractados pelas mesmas razões, originários de todas as universidades da Suécia. E já nem sequer falo na pouca vergonha que mostra que Harvard anda a descurar a selecção de alunos por mérito e ao mesmo tempo se anda a tornar apenas uma coutada de filhos de ricos e poderosos:

https://www.cnbc.com/2017/09/06/harvards-incoming-class-is-one-third-legacy.html

Ou será que o Reitor da ULisboa também quer alterar o sistema de ingresso no ensino superior para o tornar mais parecido ao de Harvard, assim permitindo aos alunos sem média suficiente, mas filhos de famílias abastadas, entrarem directamente na Universidade de Lisboa ?

Ou seja nem tudo o que vem de Harvard merece ser seguido e muito menos copiado, como aconselha a prosa do Sr. Reitor e também o facto de lá (e noutras universidades da Ivy League) terem uma minoria de professores e um exército de escravos que de vez em quando se suicidam https://www.timeshighereducation.com/features/poisonous-science-dark-side-lab não é algo que se recomende mas que no limite até se pode entender numa universidade privada de um país fortemente liberal e onde se cultiva de forma patológica a narrativa do "be rich or die trying".

Uma nota ainda sobre a carreira de investigação, que tanto irrita o Sr. Reitor. Faz todo o sentido que exista nas universidades uma carreira de investigação, que corresponda no mínimo a 10-15% do corpo docente. Estes investigadores estariam isentos de actividade lectivas, excepto nos períodos em que não tivessem ganho projectos de investigação, sendo que nessa altura teriam as mesmas responsabilidades lectivas dos restantes docentes. Aliás no discurso acima, o próprio Reitor da ULisboa admitiu que há por lá docentes que por serem responsáveis por projectos importantes ficaram isentos de actividade lectiva, são assim falsos docentes mas antes investigadores a 100%.

Porém a verdade “negra” que justifica que uma tal carreira irrite tanto Sr. Reitor e também outros, é porque muitos desses são curiosamente aqueles que como escreveu aquele conhecido Catedrático de Medicina da Univ. Stanford, se especializaram na exploração do trabalho escravo de jovens investigadores, interessa-lhes por isso acabar o mais cedo possível com uma tal carreira, pois a mesma reduz inadmissivelmente a quantidade de trabalho escravo e que é por essa razão um espinho cravado na garganta do status quo. Para muitos desses o único investigador bom e aceitável é o investigador que previamente fez prova de subserviência aprovado em concursos de fachada e cuja missão se resume a colocar em paper as geniais ideias de um professor, para que o mesmo possa assim ir enchendo o currículo e passear-se por conferências e congressos dando conta do que fazem os seus subordinados investigadores às ordens da sua iluminada visão. A verdade porém que não é escamoteável é que aquilo que convém a esses professores não é aquilo que convém a Portugal, país que já aboliu qualquer forma de escravatura há muito tempo, real ou mental, embora ainda haja quem lhe sinta a falta.

Se outra razão não houvesse a carreira de investigação justifica-se nas universidades públicas Portuguesas como forma de conseguir que a academia possa dispor de investigadores não marcados mentalmente pelo "ferro" de nenhum "negreiro", leia-se investigadores independentes e não subservientes aos jogos de interesses lá instalados, interesses esses que podem servir muitos dos que controlam as universidades mas que não servem o superior interesse de Portugal.

Nota final: Um investigador (ou docente que também os há) portador da "marca do negreiro" é aquele selecionado em concurso viciado, momento a partir do qual contrai automaticamente uma elevada divida de que um dia poderá ou não vir a libertar-se. A melhor forma de identificar um destes investigadores (ou docentes) é através da constatação da sua capacidade ilimitada de continuar a obedecer cegamente ao "negreiro" por maiores que sejam as humilhações sofridas às mãos daquele. Estes investigadores (ou docentes) raramente expressam opiniões que sejam contrárias ao status quo e muito menos dizem algo que possa desagradar ao seu "negreiro".


 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Em algumas unidades de investigação Portuguesas, um Excelente pode significar Muito Bom, Bom ou apenas Razoável lá fora

A "avaliação" das unidades de investigação Portuguesas, revelou para o caso das de engenharia mecânica, a existência de 6 unidades de nível Excelente. É evidente que se compararmos a engenharia mecânica Portuguesa com a Engenharia mecânica de um país menos desenvolvido, como por exemplo a Tunísia,  aferida em termos objectivos (e não em termos de beleza relativa) pelos parâmetros do ranking Shanghai, não será surpresa que Portugal evidencie um excelente resultado, abaixo, onde se constata que Portugal apresenta três universidades melhor classificadas do que a melhor da Tunísia:

1º - Universidade de Lisboa

2º - Universidade do Porto

3º - Universidade Nova

4º - Universidade de Tunis El Manar

5º - Universidade de Aveiro


Porém como Portugal não têm como ambição vir a ter o nível de desenvolvimento económico da Tunísia (país com um PIB/capita de 3500 dólares) importa assim que se compare com países mais desenvolvidos do que o nosso. Uma análise da engenharia mecânica entre Portugal e Espanha (país com um PIB/capita de 30.000 dólares), vide lista abaixo, mostra que no Top 10 Ibérico, Portugal só consegue ocupar 4 lugares, respectivamente o quarto, o sexto, o nono e o décimo (ao contrário da área da Engenharia Civil Portuguesa que ocupa 6 lugares). Isto significa que há Excelentes da engenharia mecânica portuguesa, que nem no Top 10 Ibérico conseguem aparecer. Será que isto quer dizer que um Excelente em Portugal está ao nível apenas de um Muito Bom na Espanha ?


1º Universidade Carlos III 
2º Universidade Politécnica de Madrid
3º Universidade Politécnica de Valência
4º Universidade de Lisboa
5º Universidade Politécnica da Catalunha

6º Universidade do Porto
7º Universidade de Sevilha
8º Universidade do País Basco
9º Universidade Nova de Lisboa

10º Universidade de Aveiro

Mas a Espanha não é propriamente um país assim tão mais desenvolvido do que Portugal, pelo que fazem sentido comparações com universidades de outros países, como por exemplo da Austrália (país com um PIB/capita de 57.000 dólares). Vide lista abaixo, onde a engenharia mecânica nacional faz figura muito pouco Excelente, pois que a melhor universidade Portuguesa não consegue aparecer sequer entre os 12 primeiros lugares e a segunda melhor só aparece na décima oitava posição. Quer isto dizer que os Excelentes Portugueses da engenharia mecânica, que nem sequer conseguiram aparecer na lista abaixo são apenas Bons no contexto Australiano ? 

1º - Universidade de New South Wales

2º - Universidade de Monash

3º - Universidade de Sidney

4º - Universidade de Wollongong

5º - Universidade de Adelaide

6º - Universidade de Auckland

7º - Universidade de Queensland

8º - Universidade RMIT

9º - Universidade de Western Australia

10º - Universidade de Curtin

11º - Universidade de Tecnologia de Queensland

12º - Universidade de Tecnologia de Swinburne

13º - Universidade de Lisboa

14º - Universidade de Tecnologia de Sidney

15º - Universidade de Western Sidney

16º - Universidade de Deakin

17º - Universidade de Newcastle

18º - Universidade do Porto


E se a comparação tivesse sido feita com a engenharia mecânica das Universidades dos Estados Unidos, será que iríamos concluir que os Excelentes Portugueses são apenas Razoáveis nesse contexto ?


PS - Melhor figura consegue fazer a Engenharia Civil Portuguesa que aparece no Top 10 das universidades Australianas e tendo três universidades nos primeiros 15 lugares https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/producao-cientifica-na-area-da.html algo que nem sequer pode constituir surpresa pois há poucos anos atrás pude confirmar que aqueles com melhor desempenho científico na área da engenharia civil em Portugal competiam de igual para igual com os de melhor desempenho no Imperial College London-ICL:  "O grupo dos 5% de Professores Catedráticos de Engenharia Civil em Portugal com o melhor desempenho, apresentam um maior número de citações e um maior rácio citações/artigo do que os seus congéneres no ICL"

 

 

Facing the Pariah of Science


https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/fighting-to-save-science-from-itself.html

Still following the post above check the recent paper below:

"This paper investigates how engaging with the Frankenstein myth may help scientists gain a more accurate understanding of their own beliefs and opinions about the social and ethical aspects of their profession and their work. The paper presents findings from phenomenological interviews with twelve scientists working on biotechnology, robotics, or artificial intelligence projects.  ..."Learn from me, if not by my precepts, at least by my example, how dangerous is the acquirement of knowledge and how much happier that man is who believes his native town to be the world, than he who aspires to become greater than his nature will allow." https://link.springer.com/article/10.1007/s11948-019-00121-3


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Expresso__"A corrupção unida não será vencida"


Em bom rigor tenho que admitir que o Expresso do passado sábado não continha somente noticias da treta, como aquela comentada no link acima, mas também coisas interessantes como por exemplo o artigo com o título "A corrupção unida não será vencida" do Procurador Rui Cardoso, onde se pode ler algo muito parecido com aquilo que apareceu escrito no post que publiquei há poucos dias, isto é, que o Governo pretende desincentivar as denúncias de actos de corrupção, vide extracto abaixo: "O que a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção (ENCC) revela é que é precisamente a oposta...Se o que propõe vier a ser lei, os poucos incentivos hoje existentes serão ainda mais reduzidos...Muitas vezes muda-se a lei para que tudo fique na mesma. Não será o caso: mudar-se-á para que fique pior" 


Aditamento em 22 de Setembro - Sobre o contexto acima convém ter presente um certo artigo, hoje, na última página do jornal Público, onde se pode ler, a propósito da tal deputada de Castelo Branco, que pagou uma multa de mil euros, por conta de falsas declarações que lhe permitiram receber mais de 200 mil euros de subsidios: "Não há leis que resistam a uma cultura da desvergonha promovida e apoiada em simultâneo pela classe política e pela classe judicial", https://www.publico.pt/2020/09/22/opiniao/opiniao/falemos-entao-deputada-hortense-1932356 o qual se percebe muitíssimo melhor se atentarmos num outro artigo, na mesma edição, do mesmo jornal, onde se fala de um juiz, logo o ex-Presidente do Tribunal da Relaçãoque impediu que os ex-juizes Rui Rangel e Fátima Galante fossem acusados. 

E neste contexto de podridão é igualmente importante recordar um bizarro caso envolvendo um outro juiz, que foi denunciado pelo advogado Teixeira da Mota e já agora também isto aqui: "Há mais de 500 anos, no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, a justiça foi representada na alegoria de um velho juiz que chegou ao cais todo bem-falante e cheio de importância e acabou enxovalhado a remar para o inferno, depois do anjo lhe ter negado um lugar na barca do céu, por causa da sua vida de subornos e riquezas escondidas"

https://www.publico.pt/2020/02/26/sociedade/opiniao/decencia-vergonha-1905468