quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Qual é o nome do juiz que deixou fugir o Rendeiro ?

 

Há bocado na Assembleia da República a deputada Mariana Mortágua fez a importante pergunta cuja resposta milhões Portugueses querem conhecer, qual é o nome do juiz que deixou fugir o Rendeiro ? Só mesmo um juiz que viva no mundo da lua ou que tenha acabado de sair dos bancos da Faculdade é que podia acreditar que o referido banqueiro, habituado que estava ao conforto da Quinta Patino, iria calmamente aceitar passar vários anos na cadeia. Se o tal juiz negacionista, Rui Fonseca e Castro, está prestes a ser expulso da magistratura não se pode exigir menos relativamente ao juiz que deixou fugir o Rendeiro, já que foi o segundo e não o primeiro que hoje deixou vários milhões Portugueses incrédulos. 

O juiz que deixou fugir o Rendeiro não é porém o único culpado dos muitos problemas da justiça Portuguesa, importa também saber o nome dos juízes que autorizaram o banqueiro Ricardo Salgado a ir passar férias à Itália, dos juízes que mandaram prender o Rui Pinto, quase como se ele fosse o pior criminoso deste país, e já agora também quem foram os juízes, que de forma implacável aplicaram uma pena de prisão efectiva de três longos anos a uma inofensiva investigadora pelo crime de difamação, de juízes.  

Moral da história, difamar alguém (especialmente juízes) é um crime terrível que deve merecer toda a dureza da lei, já fazer desaparecer milhões (no caso do Rendeiro estamos a falar de 700 milhões) é um crime de menor gravidade que a justiça trata com paninhos quentes. Os primeiros culpados deste estado de coisas não são no entanto exclusivamente os juízes, que bem vistas as coisas na maior parte dos casos se limitam a aplicar a lei, mas antes os deputados que aprovaram um Código Penal, absolutamente indecoroso, amigo dos criminosos de colarinho branco e também muito amigo de advogados gananciosos, porque permite a estes últimos que facturem à grande e à Francesa por conta de um número quase infinito de recursos, pagos convém lembrar, com dinheiro das fraudes e da corrupção https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/o-bilionario-portugues-e-o-parlamento.html

Curiosamente em Novembro de 2020 já tinha escrito num post de título "Código Penal incentiva as grande burlas" sobre o que fará neste país qualquer vigarista minimamente inteligente: 
"...sacar o máximo de milhões possível e depois ir fazer umas longas férias para um país que não tenha acordos de extradição com Portugal, até que o crime prescreva (10 anitos), altura em que pode voltar novamente para Portugal sem risco de ser incomodado pela justiça" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/codigo-penal-portugues-incentiva-as.html

Como bem escreveu o Director da revista Sábado, em 30 de Maio, isto já se tornou insuportável https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/a-insuportavel-impunidade-de-uma-casta.html  resta apenas saber quando acabará de vez a paciência dos Portugueses. Uma coisa é certa desenganem-se aqueles que ingenuamente acham que o pior que pode suceder é o crescimento eleitoral do partido do André Ventura. Há coisas muito piores, como bem se percebe pelo que acontece na Alemanha, onde grupos de neonazis (que não se preocupam minimamente com votos mas sim em matar e já contam no currículo com 11 mortos e 13 tentativas de assassinio) já se andam a preparar para o colapso da democracia https://www.publico.pt/2021/09/21/mundo/reportagem/luta-neonazis-aldeia-aldeia-1978279 e aquilo que já hoje é uma realidade na Alemanha, pode muito bem vir a ser amanhã também a realidade Portuguesa, pela simples razão que é em Portugal e não na Alemanha que existe um sistema eleitoral viciado, onde os votos no PS e no PSD valem muito mais do que os votos nos outros partidos e onde centenas de milhares de votos valem zero (significando isso que neste país há votantes de 1ª, 2ª e 3ª classe) e é também em Portugal e não na Alemanha que existe uma casta abjecta que há muito tempo rouba com absoluta impunidade.  


Young People's Voices on Climate Anxiety, Government Betrayal and Moral Injury

 

"This study offers the first large-scale investigation of climate anxiety in children and young people globally and its relationship to government response. We surveyed 10,000 young people...in ten countries. Data were collected on their thoughts and feelings about climate change, and government response. Respondents were worried about climate change (59% very or extremely worried, 84% at least moderately worried). Over 50% felt sad, anxious, angry, powerless, helpless, and guilty. Over 45% said their feelings about climate change negatively affected their daily life and functioning, and many reported a high number of negative thoughts about climate change. Respondents rated the governmental response to climate change negatively and reported greater feelings of betrayal than of reassurance" https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3918955

In the first post of this blog, of September 18, 2019, a well-known essay by Prof. Bendell "Deep Adaptation: A Map for Navigating Climate Tragedy", was mentioned. On it Prof. Bendell challenged as paternalistic the views of those who think despair only brings negative things. He argues that despair is an essential step in understanding and reacting to an overwhelming reality, as is the climate catastrophe. Who knows, maybe this despair will allow youth in rich countries that have a high carbon footprint to stop being part of the problem and become part of the solution. 

PS - Let´s hope the aforementioned despair does not lead to radicalization and eco-terrorism actions https://global4cast.org/2019/04/eco-terrorism-is-a-matter-of-time/


Portugueses que não gostam de ser "bandarilhados" por políticos parasitas


Entre as muitas conclusões que se tiram destas eleições autárquicas, como por exemplo a de que um politico que come de borla pode custar uma Câmara Municipal, como se viu pelo facto do Sr. Medina ter perdido a sua câmara por apenas 2 mil votos, que pode muito bem ser o número de Lisboetas que ficaram indignados com aquela socialista sem vergonha (foto acima) que estava habituada a comer de borla quando muito bem lhe apetecesse  há também a surpresa daquele politico parasita de elevadíssimo "currículo" ter perdido as eleições no concelho de Castelo Branco https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/um-curriculo-interminavel.html o que mostra que há concelhos no Interior do país onde os eleitores mostraram ser muito mais exigentes do que aqueles eleitores daquele concelho no litoral que já antes não tinham moral "para criticar o Duarte Lima, o Dias Loureiro, o Armando Vara ou o Sr. Sócrates", e que agora ainda menos a tem pois que voltaram a votar em força no maçom cadastrado. 

Se porém nos lembrarmos que o referido concelho de Castelo Branco, foi o único concelho sede de uma capital da Raia, que nas últimas eleições legislativas deu mais votos ao PAN do que ao partido das touradas, talvez assim se consiga compreender melhor a não eleição do supracitado político hipócrita, ou seja, quem não gosta de ver toiros espetados por bandarilhas muito menos aprecia ser "bandarilhado" por políticos parasitas https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/castelo-branco-capital-dos-derrotados.html

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Orientadores de doutoramento proibidos de integrar júris de concursos onde sejam oponentes os seus orientandos

 



O Observador noticiou que um catedrático da Universidade Nova de Lisboa acusa a sua própria instituição de fazer um concurso à medida da Raquel Varela. Vide link acima. Se for verdade então é porque a referida instituiçao fez aquilo que todas fazem, como revelou um Reitor https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/reitor-diz-que-os-juris-academicos.html

E já nem falo das centenas de concursos a que só puderam concorrer candidatos internos e que tivessem 10 anos de casa (leia-se que fizessem parte da "mobilia") https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/07/ensino-superior-balanco-final-dos.html

Acho especialmente interessante a parte em que o referido catedrático afirma convicto que:
“Um concurso aberto não pode ter o orientador de doutoramento ou pessoas com as quais a putativa candidata já publicou”.
Era de facto óptimo que assim fosse, pois é isso que sucede nos concursos de investigadores da FCT, com jurados estrangeiros, e foi exactamente isso que foi defendido na petição de que fui primeiro subscritor em 2015 https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT79381 

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Os desgraçados recordes de Portugal

 


Já não nos bastava que Portugal fosse o último país da Europa em termos de exportações de produtos de alta tecnologia e um dos últimos em termos de gastos em investigação, vide posts acima, e agora fica-se também a saber pelo artigo hoje no jornal Público, que o nosso país consegue aparecer entre os primeiros lugares da Europa, mas por maus motivos, no preço do gás e no preço da electricidade. 

Curiosamente na Dinamarca, aquele país onde há universidades que pagam a um aluno de doutoramento o mesmo que em Portugal se paga a um professor catedrático, paga-se menos pelo gás do que se paga em Portugal. Mas será que faz algum sentido que Portugal que tem salários baixos ainda por cima tenha serviços básicos mais caros do que vários países ricos ? 

E faz algum sentido que o Governo Português inflacione o preço da electricidade e do gás (e dos combustiveis) com elevados impostos ao mesmo tempo que não há neste país, como sucede em qualquer país civilizado como por exemplo na Alemanha, um imposto sobre heranças milionárias

PS - E claro convém não esquecer aquele outro famoso e desgraçado recorde Português, o do nosso país ser o 2º país europeu com mais dinheiro em off-shores (em percentagem do PIB) mais de 40.000 milhões de euros https://gabriel-zucman.eu/offshore/


domingo, 26 de setembro de 2021

Governo da Estónia envergonha Governo Português

 



Já não bastava a miséria que são os salários dos professores do ensino superior em Portugal, vide post acima onde se comentou o facto de um catedrático ganhar menos do que um jovem juiz de 31 anos, ou também do facto de um catedrático do 1º escalão em Portugal ganhar o mesmo que um aluno de doutoramento na universidade de Copenhaga e um catedrático no último escalão ganhar menos do que um posdoc naquela universidade, atente-se nos últimos números do EUROSTAT, que foram tornados públicos há poucos dias e que mostram que em 2020 o Governo de Portugal foi um dos que menos gastou em investigação em euros/capita. https://ec.europa.eu/eurostat/web/products-eurostat-news/-/DDN-20210915-1  Muito menos até do que a Estónia, um país que há duas décadas atrás tinha um PIB/capita que era menos de metade do nosso e que agora gasta em investigação o dobro de Portugal. 

Por cá, desgraçadamente, as prioridades do "investimento" são outras bem diferentes, como a prioridade de salvar bancos com dezenas de milhares de milhões de euros do dinheiro dos contribuintes (bancos que andaram a emprestar quantias astronómicas sem garantias mínimas a gente como o Joe Berardo ou o tal maçom sem vergonha que segundo a revista Sábado vive uma vida de luxo no Brasil a tal casta medíocre e criminosa, como a apelidou o Director da revista Sábado num corajoso editorial https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/a-insuportavel-impunidade-de-uma-casta.html) e como não podia deixar de ser, também a prioridade de encher o bolso dos muitos corruptos deste país https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/corrupcao-custa-a-portugal-182-mil-milhoes-por-ano

PS - A imagem acima diz respeito aquele que é o animal "oficial" da Estonia. Portugal não tem um animal oficial mas tendo em conta as suas caracteristicas talvez esse animal devesse ser o cuco, devido às suas parasitas capacidades, que o levam a colocar os seus ovos nos ninhos de outros pássaros, para que sejam eles a alimentarem as suas crias. Exactamente como sucede com a maioria da nossa classe politica e com as suas mil e uma maneiras de desviarem (com total impunidade) o dinheiro dos impostos dos Portugueses para os seus bolsos e também para os bolsos dos seus familiares e amigos.  

O curso de Engenharia Civil volta a cair nos resultados das colocações no concurso de acesso ao ensino superior

 

Infelizmente o curso de engenharia civil viu a sua procura nesta primeira fase diminuir face aos 543 colocados da primeira fase do ano passado, ficando-se agora pelos 487 alunos. A universidade do Porto que no ano passado liderou a procura nacional desceu este ano para o segundo lugar tendo ficado com 39 vagas desertas ao contrário do curso da universidade de Lisboa que esgotou todas as vagas. 

Também infelizmente o curso da Universidade de Coimbra (que frequentei entre 1987 e 1992, o ano em que iniciei a minha vida profissional), com 25 colocados (recorde-se que até 2010 este curso metia 125 alunos na 1ª fase de acesso), voltou a ter menos procura que o curso do Politécnico do Porto, que foi a nível nacional o quarto curso que colocou mais alunos na primeira fase, apenas atrás do IST, da FEUP e da Nova.  O curso da Universidade de Coimbra teve ainda menos procura que o curso da universidade de Aveiro, pelo que nesta primeira fase ficou apenas na 7ª posição dos cursos de engenharia civil com mais procura. 

E nem sequer se podem esperar grandes mudanças na segunda fase, pois no ano passado, na segunda fase até o curso do Politécnico de Lisboa, teve maior procura do que o curso da Universidade de Coimbra  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/engenharia-civilo-inconseguimento-do.html Ainda para mais quando a Universidade do Porto, cujo poder de atracção é muito superior, agora leva quase 40 vagas à segunda fase. 

É também importante referir que a nota do último colocado na Universidade de Lisboa foi de 14 valores enquanto que na universidade do Porto foi apenas de 11.7 valores. Recorde-se que há uma década atrás, a nota do último colocado tanto na FEUP  como no IST era superior a 15 valores e nessa altura não havia milhares de alunos com classificações de 19 valores (5929 provas) e até 20 valores (2557 provas) nos exames nacionais como sucedeu no ano passado. https://www.publico.pt/2020/08/12/sociedade/noticia/notas-maximas-exames-nacionais-quase-duplicaram-2020-1927824

Talvez quando o curso de engenharia civil mudar de vida e conseguir que os alunos do secundário deixem de o ver como sendo um curso "de obras" (leia-se curso de baixa tecnologia, o que é fatal tendo em conta que o curso mais procurado deste país é o curso de engemharia aeroespacial) e principalmente começarem a criar mais valor (vide posts abaixo) o curso da Universidade de Coimbra (e todos os outros no geral) consigam recuperar o seu anterior prestigio e consigam inclusive voltar a atrair alunos de elevadas médias. 
https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/criar-valor-na-engenharia-civilparte-4.html

PS - É claro que não pode constituir admiração que a nota do último colocado nos cursos de Direito das Universidades de Lisboa e de Coimbra (que colocaram 812 alunos) seja superior a 16 valores, já que é através desse curso que se consegue acesso à carreira mais bem paga da Administração Pública, a magistratura, que por conta dos últimos e polémicos aumentos agora permite que aos 27 anos um juiz ganhe mais do que um professor Associado e aos 31 anos ganhe mais do que um catedrático. Uma aberração remuneratória que não por acaso não ocorre nos países do Norte da Europa. 

Mais uma vez a catedrática Elvira Fortunato não aparece entre os prováveis vencedores de um Nobel em 2021



Ainda na sequência do post acima onde se deu conta de mais duas acertadas previsões da Clarivate Analytics, cuja metodologia baseada em citações já acertou no nome de 59 vencedores de prémios Nobel, listam-se abaixo os nomes de novos potenciais vencedores do prémio Nobel onde a catedrática Elvira Fortunato não aparece, o que nem sequer pode causar admiração já que a qualidade da ciência Portuguesa até fica abaixo da do Irão. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/artigo-portugal-abaixo-do-irao-no.html

Medicina
Jean-Pierre Changeux
Toshio Hirano
Tadamitsu Kishimoto
Karl M. Johnson
Ho Wang Lee

Fisica
Alexei Y. Kitaev
Mark E. J. Newman
Giorgio Parisi

Quimica
Barry Halliwell
William L. Jorgensen
Mitsuo Sawamoto

Economia
David B. Audretsch
David J. Teece
Joel Mokyr
Carmen M. Reinhart
Kenneth S. Rogoff

sábado, 25 de setembro de 2021

A idosa mulher de um famoso ex-Presidente de Câmara a quem o Estado deu dezenas de hectares e dezenas de milhares de euros para ela ser jovem agricultora


O implacável jornalista António Cerejo, cujas investigações tem aterrorizado tantos políticos e que tem descoberto inúmeras malfeitorias que tem ocorrido ali para os lados de Castelo Branco, acaba de descobrir mais uma muito pouco edificante, em Idanha-a-Nova, que se junta a uma outra, sobre burla de uma autarca socialista, revelada no passado mês de Março.  

No artigo abaixo, hoje publicado, fica-se a saber que a mulher do ex-Presidente da Câmara de Castelo Branco (antes já tinha sido Presidente da Câmara de Idanha-a-Nova), Joaquim Morão (sobre quem o mesmo António Cerejo também escreveu um interessante artigo), médica aposentada e ainda actualmente directora clínica da Santa Casa da Misericórdia, recebeu do Estado Português 16 hectares de terras e dezenas de milhares de euros como condição para produzir 220 toneladas de figo da Índia, revela porém o mesmo artigo que não vendeu um único figo, e atentas as reduzidas despesas de apenas escassas centenas de euros obteve lucros astronómicos, o que significa que a referida médica também sabe a famosa receita para o sucesso económico, neste desgraçado país, que desde 1974 anda a ser sangrado de forma impune por uma classe politica reles e destituída de qualquer vergonha.
"Nas contas da sociedade unipessoal Conceição Morão Ldª, titular dos contratos de sub-arrendamento e de financiamento, percebe-se que até agora a empresa não vendeu um único figo e não criou um único posto de trabalho, permanente ou a tempo parcial. Além disso, registou gastos com pessoal apenas em 2018 e 2020, sendo que esses gastos são de escassas centenas de euros"

PS - A imagem acima mostra não só o famoso Ex-presidente de Câmara. mas também em segundo plano, a deputada Hortense Martins, que também sabe fazer excelentes negócios com lucros superiores a 500% https://www.publico.pt/2020/11/18/politica/noticia/exautarca-deputada-lucraram-525-terreno-subestacao-ren-1939586 

Artigo - Portugal abaixo do Irão no ranking de países em termos da qualidade da investigação

 

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/ranking-de-investigadores.html

Ainda sobre as centenas de catedráticos com zero publicações altamente citadas, de que no post acima se nomearam algumas dezenas, vale a pena olhar para o recente artigo mencionado no post abaixo de ontem, que mostra que o Irão, aparece acima de Portugal num ranking de países em termos da qualidade da investigação relativamente ao rácio número de investigadores altamente citados/(PIB/capita). 


sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Country ranking of research success using Stanford highly cited scientists list


See below a paper that was put online this month. Check Table 1 in page 11 for the country ranking normalized by number of inhabitants and GDP.

"Bibliometrics provides accurate, cheap and simple descriptions of research systems and should lay the foundations for research policy. However, disconnections between bibliometric knowledge and research policy frequently misguide the research policy in many countries. A way of correcting these disconnections might come from the use of simple indicators of research performance. One such simple indicator is the number of highly cited researchers, which can be used under the assumption that a research system that produces and employs many highly cited researchers will be more successful than others with fewer of them. Here, we validate the use of the number of highly cited researchers (Ioannidis et al. 2020; PLoS Biol 18(10): e3000918) for research assessment at the country level and determine a country ranking of research success"

https://arxiv.org/ftp/arxiv/papers/2109/2109.01366.pdf


Raquel Varela quebra mais dois recordes

 


Não sei muito bem porque motivo, mas o post acima sobre a polémica do currículo da investigadora Raquel Varela, o qual já tinha quebrados dois recordes, o de post mais visto dos últimos 7 dias e também dos últimos 30 dias, acaba de ultrapassar mais dois recordes, o de post mais visto nos últimos 3 meses e também dos últimos seis meses (tendo destronado o post sobre a Reitora que falsificou uma acta de uma prova académica). O post em questão é agora (estranhamente) o 4º mais visto de sempre deste blog e não admira que ainda possa vir a destronar algum daqueles abaixo que constituem o trio dos mais vistos de sempre:







quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Paper - "Civil disobedience in scientific authorship"

 

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/how-many-papers-can-superscientist.html

Still following the above posts about those scientists who can even write articles in their sleep and who are ruining science integrity (because if it is humanly possible that someone can produce hundreds of publications in a single year then those who can only produce two or three dozen in the same period must be dumb and those who produce less than a dozen of these then can only be mentally retarded) it is worth reading the article below from researchers at Maastricht University and Basel University. where the case of professor Sarah Elgin is mentioned, as an example of civil disobedience:

"Whether in the form of pseudonyms, guest authors or creative authorship attribution processes, civil disobedience in authorship serves the explicit purpose of demonstrating how many of the written and unwritten rules governing the distribution of credit and other resources in academia reinforce a long series of inequalities...we would see civil disobedience in faculty members such as in the case of Sarah Elgin, who included hundreds of students as authors on a publication. In fact, her actions are exemplary of civil disobedience...


quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Ainda a polémica à volta do currículo da investigadora Raquel Varela e os Cheats (vigaristas, charlatães, trapaceiros)

 


Ainda sobre o post acima onde comentei um artigo do jornal Público acerca do currículo da investigadora Raquel Varela, o qual é pertinente recordar em poucas horas recebeu tantas visitas que se tornou logo no post mais visto dos últimos 7 dias e pouco depois também quebrou o recorde dos posts mais vistos nos últimos 30 dias, acho importante divulgar que o jornal  Público resolveu entretanto fazer mais um artigo, onde fornece mais pormenores sobre os artigos da Raquel Varela, no mesmo são apontadas discrepâncias entre o número de artigos que estarão indexados e o número daqueles que não estarão. https://www.publico.pt/2021/09/21/sociedade/noticia/raquel-varela-contabilizou-67-artigos-cientificos-so-metade-numero-1978291

Eu custa-me estar a defender novamente a investigadora Raquel Varela porque discordo frontalmente da maior parte das opiniões dela, mas acho que a gravidade do assunto o justifica. Ora bem, sobre a problemática da indexação é importante recordar aqueles muitos que não o sabem o seguinte. A anterior plataforma De Góis onde os investigadores tinham que colocar os seus currículos possuia uma ligação directa à Web of Science e também à Scopus que permitia  confirmar de forma automática se uma publicação estava ou não indexada naquelas bases de dados. Pois bem essa funcionalidade deixou de existir na nova plataforma Ciência Vitae, o que permite confusões como a presente que só podem ser dissipadas acedendo ás referidas plataformas, pelo que se há culpas de indexação a apontar a alguém então também aqueles que fizeram desaparecer essa funcionalidade agora as devem assumir. 

Além disso parece que o jornal Público se esquece que nos termos do concurso a que a investigadora Raquel Varela se candidatou, só interessam as principais actividades e resultados, pelo que é assim secundário o número total de publicações, mas sim somente o conteúdo (e não o número) das mais importantes.  Mas vamos ainda assim admitir, por hipotese, que a investigadora errou de forma grosseira na contabilização do numero de publicações indexadas, como alega a Direcção do IHC, factualidade que só pode porém ser devidamente comprovada no local próprio, isto é em sede de processo disciplinar, respeitadas as garantias de defesa da acusada (algo que está longe de tipificar uma grave infracção de integridade científica pois que essas envolvem segundo o famoso MIT, a fabricação de resultados, a falsificação da investigação, o plágio do trabalho de terceiros e a interferência dolosa no trabalho de outros investigadores), será que esse erro de contabilização pode induzir os avaliadores da sua candidatura ao engano ? Só se eles fossem extremamente incompetentes é que isso se poderia admitir, porque nenhum avaliador que se preze perde muito tempo com a longa lista de publicações que os candidatos inserem nos seus currículos, tentando sempre confirmar essa informação nas plataformas Scopus (ou Web of Science) pois é uma pesquisa que se faz em poucos segundos. E foi aliás sempre isso que fiz nas várias dezenas de projectos de investigação que nos últimos dez anos fui convidado a avaliar em quize países de quase todos continentes.  

Até porque é importante recordar aos leigos que há quem tenha muitas publicações, mas que são na sua maioria irrelevantes, que poucos leram e ninguém citou, como sucede com um dos 8 professores que mencionei no post anterior, que pasme-se tem zero citações na base Scopus, pelo que é assim muito menos importante o número de publicações e muito mais as citações que elas receberam de outros investigadores. E mais ainda se essas citações tiverem sido feitas por investigadores estrangeiros que trabalhem nas melhores universidades do Planeta https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/using-stanford-mit-harvard-citations-as.html ou mesmo por vencedores de prémios Nobel como aliás facilmente se percebe aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/07/academicos-portugueses-cuja-obra.html

Assim sendo devo dizer que me preocupa muito menos o currículo da investigadora Raquel Varela, que até possui mais publicações indexadas que vários catedráticos da sua área científica e que de forma regular teve de se candidatar a uma bolsa de investigação, tendo por isso sido repetidamente avaliada por peritos estrangeiros, do que o currículo daqueles muitos anónimos professores universitários, que passando entre os pingos da chuva chegaram à segurança da tenure em concursos combinados (o tal Reitor dixit) com jurados nacionais muito pouco exigentes e até com um número de publicações indexadas bastante inferior ao da investigadora Raquel Varela e alguns até mesmo sem um único artigo em revista indexada. Porém sobre esses incompetentes, que estão efectivos em lugares para os quais não possuem currículo científico minimo, muito estranhamente, nunca o jornal Público escreveu uma única linha. 

Eu fico por isso muito contente em saber que o Público irá doravante "dar caça" aos titulares de currículos académicos duvidosos e sem dúvida alguma irá começar por questionar alguns famosos catedráticos da Academia Portuguesa, para saber como é que conseguem ser donos de milhares de publicações (será que trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana ou será outra a receita do seu sucesso ?) e já agora também para que eles possam esclareçer porque é que ao mesmo tempo apresentam zero revisões na plataforma Publons-Clarivate, em evidente incumprimento de um dever científico, quando é sabido que no mínimo deveriam ter um numero de revisões igual ao número de publicações, para assim evitarem o carimbo de Cheats (vigaristas, charlatães, trapaceiros) cunhado pelos catedráticos Jeremy Fox e Owen L. Petchey  


terça-feira, 21 de setembro de 2021

O currículo da investigadora Raquel Varela e a hipocrisia do jornal Público



O jornal Público dedica hoje uma inusitada atenção ao currículo da investigadora Raquel Varela, que alegadamente possuirá "entradas repetidas". Um leigo que hoje leia o referido artigo será (erradamente) levado a concluir que ela terá feito algo muitíssimo reprovável. 

Recordo que neste blog a dita investigadora Raquel Varela sempre foi repetidamente criticada por conta das suas opiniões, pelo que estou por isso muito à vontade para estranhar a atenção que o jornal Público deu ao terrível "crime" alegadamente cometido pela referida investigadora. Note-se porém que uma simples consulta à Web of Science ou à Scopus (onde estão as publicações que realmente interessam) soluciona qualquer questão de "entradas repetidas", porque aquelas bases de dados não permitem a repetição de publicações.

Note-se que uma rápida pesquisa na Scopus mostra que a investigadora Raquel Varela possui 17 publicações indexadas naquela base de dados, trata-se de um valor que é superior à produção científica de muitos Professores da mesma área científica, como por exemplo a do Professor Catedrático José Pedro Paiva da Universidade de Coimbra (16 publicações), da Professora Catedrática Amélia Polónia da Universidade do Porto (15 publicações), da Professora Catedrática Irene Vaquinhas da Universidade de Coimbra (13 publicações), da Professora Associada Ana Cristina Araújo, da Universidade de Coimbra (8 publicações), da Professora Associada Paula Pinto da Costa, da Universidade do Porto (7 publicações),  da Professora Associada Mafalda Soares da Cunha, da Universidade de Évora (6 publicações) do Professor Associado José Sotto Mayor Pizarro da Universidade do Porto (4 publicações) ou do conhecido Professor Associado Manuel Loff da Universidade do Porto (4 publicações) que costuma escrever no jornal Público. 

Mas se o jornal Público está de facto muito preocupado com o currículo dos professores e investigadores deste país porque é que nunca disse nada sobre o caso daquela "Ex-eurodeputada do PS acusada de mentir no currículo" quanto à "leccionação e regência de unidades curriculares, orientações, comissões científicas e organizadoras de colóquios e bibliografia, entre outras", que foi comentado neste blog em dois posts ?

Trata-se da mesma ex-eurodeputada do PS, cuja brilhante tese de doutoramento, alguém já tinha classificado como sendo um trabalho "absurdo, pueril, frívolo", e também que "algumas crianças do pré-escolar teriam feito melhor as contas aos dados estatísticos apresentados" https://passosnacalcada.files.wordpress.com/2021/02/para-a-historia-de-um-concurso-2.pdf

PS - Não deixa de ser bastante hipócrita que o jornal Público esteja tão preocupado com o currículo da investigadora Raquel Varela, o qual recorde-se irá ser analisado por peritos estrangeiros, os quais não deixarão de dizer o que de importante houver a dizer sobre o mesmo, ao mesmo tempo que não mostrou qualquer preocupação sobre a grave acusação de que os júris académicos para lugares de professores universitários são todos combinados https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/reitor-diz-que-os-juris-academicos.html

How do university systems' features affect academic inbreeding? The cases of France, Germany, Italy and Spain



Still following the post above check below a link for a paper published in Higher Education Quarterly: "institutional inbreeding has been approached as a negative and problematic institutional practice. From an ethical perspective, it has been linked with nepotism or in-group favouritism...a practice that can ‘ultimately place the university's legitimacy and social utility in jeopardy’ https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/hequ.12302

PS - If the inbreeding of European Royal families led to the freakish Habsburg jaw then to what aberration will academic inbreeding lead to ?


segunda-feira, 20 de setembro de 2021

A falta de preparação da Presidente da ANI



As afirmaçãoes da Presidente da Agência Nacional de Inovação-ANI comentadas no post anterior revelam não só desconhecimento sobre aquilo que é efectivamente a realidade empresarial Portuguesa como também sobre aquilo que foi publicado em termos científicos, nomeadamente um artigo na revista Economies, onde já se tinha previsto que a classificação de Portugal no ranking europeu da inovação iria piorar  https://www.mdpi.com/2227-7099/9/1/11/htm 

E porque é que Portugal não abriu um concurso internacional para escolher o Presidente da ANI ao invés de ter entregue o lugar a alguém (amigo) sem qualquer experiência empresarial e cujo CV se resume basicamente a exercicio de cargos por convite e a duas dezenas de publicações indexadas, sem grande impacto científico

Uma rápida pesquisa mostra que o responsável da Agência de Inovação do Reino Unido é alguém cujo CV se sintetiza da seguinte forma:
"highly experienced technology executive and business leader with a track record of leading innovation and technology commercialisation at businesses of all sizes across the world"

Será que a verdadeira razão porque Portugal não tem à frente da ANI alguém com um perfil similar ao do cargo equivalente no Reino Unido, é a mesma deplorável falta de ambição e de favorecimento de amigos, que também explica porque é que a execução do nosso plano de resiliência ficou a cargo de um amigo do Primeiro-Ministro enquanto que na Grécia o mesmo ficou a cargo de um prémio Nobel da Economia ? https://expresso.pt/economia/2021-05-15-PRR.-Missil-grego-arrasa-bazuca-portuguesa-17f67a63

domingo, 19 de setembro de 2021

The Economist - The world’s biggest carbon-removal plant switches on


The last edition of The Economist notices that on September 9, the world’s biggest carbon-removal plant located in Iceland has started sucking carbon dioxide directly from the air. It will capture 4000 tons of CO2 every year https://www.economist.com/science-and-technology/2021/09/18/the-worlds-biggest-carbon-removal-plant-switches-on

Of course, 4000 tons is almost nothing (it would require 125 years just to reach 0.5 million tons), the same as the carbon dioxide absorbed by 200.000 trees and much less than the 1 million tonnes per year that will be sequestered by the massive carbon removal plant that is now being built in Scotland to become operational by 2026 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/a-massive-plant-capable-of-removing-one.html

Even assuming that the aforementioned Iceland carbon removal plant would already be able to suck 1 million tons per year wouldn´t it be better to avoid massive deforestation that is able to store 7.6 billion tons of carbon per year https://www.nature.com/articles/s41558-020-00976-6 than to built expensive carbon removal plants (Iceland plant cost almost 15 million USD which means 75 USD/ton of carbon just for plant cost) ? 

Wouldn´t it be better for Iceland to copy Norway's example the country that paid 24 million USD to Indonesia to avert almost 4.8 million tons of carbon-related deforestation which means a cost of just 5 USD per ton of carbon ?

It´s worth mentioning that Norway has also agreed to paý Colombia 50 million USD per year to avoid deforestation https://www.regjeringen.no/en/aktuelt/colombia-og-noreg-styrkjer-skogsamarbeidet/id2596990/ And let´s not forget that paying poor countries to avoid deforestation is also an excellent way to reduce the number of the many "millions of young people living in miserable conditions that can easily be radicalized to engage in terrorist actions"

PS - Not to mention that building carbon removal plants will be unable to prevent the biodiversity crisis caused by deforestation that even worries the Financial Times. See the article below where one can read that Swiss Re estimates the value of biodiversity at 33 trillion USD a year  https://www.ft.com/content/d29231ca-3bdc-4bd1-a477-5504c772259a

sábado, 18 de setembro de 2021

Covid-19__Regras da Direcção Geral de Saúde não permitem avaliar o grau de ventilação de segurança

 


O jornal Público dedica hoje uma elevada atenção ao tema da ventilação das salas de aulas em contexto Covid-19, em artigo onde se podem ler algumas criticas do Catedrático Gameiro da Silva à DGS https://www.publico.pt/2021/09/18/ciencia/noticia/escola-bem-ventilada-regras-dgs-nao-permitem-avaliar-1977700

O que não se lê no artigo é qualquer intenção do Governo Português em comprar medidores de CO2 como fez o Reino Unido que comprou 300.000 medidores de CO2 para as salas de aula a um preço de 83 libras cada (97 euros cada) como já se tinha referido no post https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/covid-19-pagamento-de-suplemento.html

Será que a organização criminosa PCC já se instalou na capital Portuguesa?

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/desgracadamente-portugal-esta-quase.html

Parece que os episódios de uso de metralhadoras na cidade de Lisboa, por membros de associações criminosas, referidos no post acima, acabam de ter novos desenvolvimentos que hoje fazem capa no semanário "Nascer do Sol, num artigo onde são reproduzidas declarações de um oficial da policia, que afirma que a situação está a ficar muito grave, o que somado ao facto de já há uma década atrás as autoridades Portuguesas terem tomado conhecimento que os EUA admitiam a possibilidade da existência de tentáculos do PCC em Portugallegitimar a pergunta, será que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (leia-se a Irmandade de Criminosos, segundo o El País) já se instalou de armas e bagagens na capital Portuguesa ?

E tendo em conta que a justiça Portuguesa já demonstrou ser incapaz de punir o crime de associação criminosa será que essa incapacidade irá favorecer a impunidade e o crescimento do crime organizado em Lisboa ?

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

As duas faces do desespero: O consumo sustentável ou o eco-terrorismo ?

 


Se como dá conta uma recente noticia no jornal Público os jovens mostram-se muito pessimistas sobre o futuro do Planeta Terra, sendo que os jovens Portugueses estão entre aqueles mais desesperados, isso significa (positivamente) que eles tem uma consciência do real estado do mundo em que vivem, exactamente nos mesmos moldes em que a ciência o pinta. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/cambridge-oxford-obsession-and-greatest.html

Muito pior seria se a juventude vivesse numa bolha alienada e desconhecesse a realidade ou muito convenientemente achasse que alguma solução milagrosa haveria entretanto de aparecer (como em má hora sugeriu o Presidente do IST), permitindo assim que pudesse continuar despreocupada a consumir sem limites e a poluir à vontade. 

No primeiro post deste blog, de 18 de Setembro de 2019, foi mencionado um muito conhecido ensaio do Prof. Bendell "Adaptação profunda: um mapa para navegar na tragédia climática", e no mesmo são contestadas as visões paternalistas daqueles que acham que o desespero só traz coisas negativas, nele se defendendo que o desespero é uma etapa essencial para se conseguir entender e reagir a uma realidade avassaladora, como é a da tragédia climática.  

Quem sabe talvez esse desespero permita que a referida juventudo deixe de ser parte do problema e passe a ser parte da solução, seja por exemplo através da libertação do vicio dos smartphones, https://www.nytimes.com/2021/08/08/opinion/letters/smartphone-children.html
da redução do exagerado consumo de carne, que alguém disse ser "um hábito das classes sociais menos instruídas" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/consumir-muita-carne-um-habito-das.html pela redução do número das viagens de avião (etc etc) e se possível também deixando de "seguir" e idolatrar falsos ídolos como aqueles que apenas se notabilizaram em poluir  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/presidente-marcelo-felicita-portugues.html

É claro que o referido desespero também pode, infelizmente e o que seria péssimo, acabar por se materializar em acções eco-terroristas como admitido no final do post https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/enquanto-os-super-ricos-so-pensam-em.html


Universidade do Minho__ Apenas 10 professores/investigadores foram responsáveis por 80% das decisões editoriais

 


Ainda na sequência do post acima sobre o Top 10 das revisões na Universidade do Minho que é maioritariamente dominado pelas Engenharias e ainda pela Economia e a Gestão, apresenta-se abaixo a área científica dos professores e investigadores da universidade do Minho, com mais decisões editoriais confirmadas pela plataforma Publons, relativamente a artigos em revistas indexadas na Web of Science, onde se constata mais uma vez que é notório um predominio de membros da Escola de Engenharia (com destaque para a Engenharia Civil) e em menor grau da Escola de Economia e Gestão. 

Top 10 - Áreas científicas com mais decisões editoriais
1 - Engenharia Civil
1 - Engenharia Civil
3 - Economia
4 - Engenharia Informática
5 - Engenharia Têxtil
6 - Engenharia Civil
7 - Engenharia Têxtil
8 - Produção e Sistemas
9 - Gestão
10 - Economia

Obs - A universidade do Minho possui actualmente 1072 revisões editoriais confirmadas de artigos em revistas indexadas na Web of Science, sendo que 80% pertencem aos professores/investigadores do Top 10, um valor que é muito superior aos tais 22% mencionados no post anterior, o que se compreende já que o número de lugares editoriais é bastante limitado quando comparado ao número de revisores potenciais.  Quando se compara o desempenho da Universidade do Minho com a Universidade de Aveiro, novamente a segunda universidade eclipsa a primeira já que possui um rácio de decisões editoriais/docente ETI que é mais de 200% superior ao rácio da Universidade do Minho. 

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Universidade do Minho__ Estranhos resultados no Top 10 das áreas científicas com mais revisões


Abaixo as áreas científicas a que pertencem os revisores da Universidade do Minho mais prolíficos, com mais revisões de artigos de revistas indexadas na Web of Science, onde se constata um predominio das Engenharias, com destaque para a Civil e a Engenharia Têxtil: 

Top 10 - Áreas científicas dos revisores mais prolificos
1 - Engenharia Civil
2 - Química
3 - Engenharia Têxtil
4 - Engenharia Têxtil
5 - Engenharia Mecânica
6 - Economia
7 - Engenharia Civil
8 - Gestão
9 - Física
10 - Economia

Os resultados são peculiares porque seria de esperar que as áreas científicas com mais publicações fossem aquelas com mais revisões não é isso que porém sucede já que uma pesquisa na base Scopus mostra que desde 2017, o ano em que a plataforma Publons foi adquirida pela proprietária da Web of Science, que o maior número de publicações pertence ás áreas abaixo, onde a segunda área (Computer Science) e também a quarta (Medicine) não conseguem aparecer no Top 10, ao contrário da Economia e da Gestão que ocupam 30% do Top 10 embora nem sequer sejam uma das quatro áreas com mais publicações. 
- Engineering................4494 pub
- Computer Science......2776 
- Materials Science.......2348
- Medicine.....................2156

Obs - A universidade do Minho possui neste momento mais de 15.000 revisões confirmadas na plataforma Publons, relativas a publicações indexadas e não indexadas, sendo que 22% pertencem aos professores/investigadores do Top 10. Do total de revisões da Universidade do Minho 3321 revisões foram submetidas para a referida plataforma nos últimos 12 meses, um valor que não compara bem com o da Universidade de Aveiro, que lidera o rácio nacional revisões/docentes ETI. 

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

O supremo descaramento de uma casta cujas mordomias os Portugueses são obrigados a sustentar



Informa o jornal Público que 10 (dos 13) juízes do Tribunal Constitucional consideram que mudar aquele Tribunal para Coimbra é desprestigiante. Ou seja já não bastava aos Portugueses serem obrigados a sustentar as luxuosas mordomias dos juízes daquele tribunal, que recorde-se se podem reformar com 100% do vencimento com apenas 10 anos de trabalho e agora ainda tem que supportar a afronta de ouvirem dizer que é desprestigiante viver em qualquer sitio deste país que não seja Lisboa, quase como se o resto do país fosse uma estrumeira. 

Mas por caso alguém ouviu os juízes do tribunal Constitucional da Alemanha queixarem-se que é desprestigiante não estarem em Bona ou em Berlim, mas em Karlsruhe, que nem sequer consegue aparecer entre as 20 cidades Alemães com mais população daquele país ? 

Apresenta-se abaixo o nome e o local de nascimento dos tais 10 descarados supremos, onde curiosamente se nota que 80% nasceram na região de Lisboa, que é aquela zona de Portugal que é famosa pelo desprestigiante recorde de consumo de cocaína, não só em termos nacionais mas também em termos europeus, onde está prestes a entrar no Top 10:

João P. Barrosa Caupers......................................Lisboa
Pedro M.P. Chancerelle de Machete....................Lisboa
José A.P. Teles Pereira.........................................Lisboa
Gonçalo M. de Vilhena de Almeida Ribeiro...........Lisboa
Maria de Fátima Mata-Mouros A. S. Homem........Lisboa
Maria J. R. Rangel de Mesquita............................Lisboa
Fernando Vaz Ventura...........................................Barreiro
Maria da Assunção P. Raimundo..........................Seixal
Joana M.R. Fernandes Costa...............................Coimbra
José João Abrantes...............................................Portalegre

Talvez seja por isso uma óptima ideia que doravante os salários e também as pensões dos juízes do Tribunal Constitucional passem a ser pagos somente pelos contribuintes que vivem em Lisboa. 

Uma ideia igualmente excelente será a de remover imediatamente do Panteão Nacional todos aqueles Portugueses ilustres que não nasceram em Lisboa, que são a esmagadora maioria, 16 em 18, sobrando como Lisboetas de gema apenas a Amália Rodrigues e o irrelevante e nada ilustre Óscar Carmona  (um maçom que nunca sequer lá devia ter entrado e que só ainda não foi posto fora por conta do poder do lobby maçon), pelo facto de não terem o prestigio inerente a quem nasce em Lisboa, não sendo assim dignos de lá permanecerem. 

PS - A imagem acima diz respeito ao edifício sede do Tribunal Constitucional Alemão, que recorde-se fica a várias centenas de kms da capital da Alemanha, muito mais do que aquela que é a distância entre Lisboa e Coimbra. 

Declaração de interesses - Sobre o Tribunal Constitucional vale a pena recordar uma recente pouca vergonha https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/catedratico-de-coimbra-acusa-tribunal.html

O pódio da Universidade de Aveiro e as Universidades de Lisboa e do Porto que andam a fugir às suas obrigações

 

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/05/as-instituicoes-de-ensino-superior-que.html

Ainda na sequência do post acima, segue abaixo uma lista de instituições de ensino superior ordenadas pelo rácio de revisões por docente ETI. Relativamente a Maio de 2020 constata-se que aumentou o número de instituições que conseguiram fazer mais de 300 revisões ao longo de um ano, também que a Universidade do Algarve perdeu o primeiro lugar que é agora ocupado pela universidade de Aveiro enquanto que a UBI saltou do 4º para o 2º lugar. Já as universidades de Lisboa e do Porto andam aproximadamente a meio do pelotão, fazendo companhia a vários Institutos Politécnicos, algo que não se espera de tais universidades. 

Uma hipótese possível explicativa poderia passar pela produção científica, isto é, a Universidade de Aveiro faria mais revisões e publicaria menos ao contrário das Universidades de Lisboa e do Porto, que compensariam o seu baixo nível de revisões com uma produção científica superior. Essa é porém uma falsa hipótese, porque uma pesquisa na base Scopus para os anos 2020 e 2021 mostra que a UAveiro e a UPorto apresentam uma produção similar (9 publicações/docente ETI) enquanto que a ULisboa se fica pelas 6 publicações/docente ETI. 

Por outro lado os referidos valores permitem também concluir que as Universidades de Lisboa e Porto andam a fugir ás suas obrigações, porque é suposto que uma instituição reveja no mínimo dos mínimos um número de artigos igual ao número daqueles que publica o que não parece ocorrer naquelas duas universidades. Contudo é bom que se diga que essas universidades estariam muito pior caso não tivessem revisores altamente prolíficos, como por exemplo o catedrático de engenharia civil Jorge de Brito (ULisboa) ou o investigador de medicina Marco Alves (UPorto), que nos últimos 12 meses reviram respectivamente 252 e 161 artigos.  

Número de revisões nos últimos 12 meses/número de docentes ETI
U.Aveiro..........6
UBI..................5
UTAD..............4
UAlgarve.........4
U.Coimbra......4
U.Minho..........3
ISCTE.............3
UNova.............3
IPBragança.....2
IPolGuarda......2
IPViana C........2
U.Porto............2
U.Lisboa..........2
IPolC.Branco...2
IPolLeiria.........2
IPCA...............2
IPolPorto.........2
UÉvora............2
IPolCoimbra....1
IPolLisboa.......1