domingo, 29 de setembro de 2019

Enquanto os super-ricos só pensam em escapar a restante maioria continua a cantar e a dançar


Só pode ser um sinal inequívoco de uma enorme falta de inteligência (ou no mínimo de ausência de um módico de bom senso), que haja quem pense, que face aos diferentes e graves avisos que chegam por via de inúmeros factos e projecções https://www.smh.com.au/environment/climate-change/a-crying-shame-humanity-sleepwalking-to-disaster-20190911-p52qay.html que pode continuar alienadamente a cantar e dançar, não percebendo sequer que aqueles possuidores de recursos suficientes para poderem efectivamente cantar e dançar a toda a hora, andam estranhamente obcecados em salvar-se https://onezero.medium.com/survival-of-the-richest-9ef6cddd0cc1  

E se até alguém como o Ministro do Ambiente Matos Fernandes, que disse em Maio passado que "temos de deixar de ser donos daquilo que nos dá conforto" será que o fez porque se juntou a alguma seita que defende o asceticismo? Ou porque perspectiva que esse conforto acabará inevitavelmente, como vaticinou o físico Martin Desvaux, por um dia ter que ser retirado à força? “Humans will not willingly sacrifice much of their comfortable lifestyles for the greater good (especially for people in other countries) unless it is taken from them...”

Alguém disse há poucos dias sobre o discurso indignado da jovem Greta Thunberg na ONU que isto vai correr mal. Claro que isto vai correr mal, mas não vai correr mal por conta da legitima raiva da referida jovem, mas antes porque sempre foi uma aposta de elevado risco os países ricos acharem que podiam indefinida e impunemente fazer o que sempre fizeram, deixando aos países pobres as consequências desses actos, não só em termos de emissões de gases com efeito de estufa mas também e principalmente pela exportação para esses países de resíduos incluindo resíduos tóxicos 

PS - A parte irónica é que são os jovens nos países ricos que vão fazer aquilo que os desgraçados do terceiro mundo não podem fazer. A parte desagradável porém ainda nem sequer começou a materializar-se, porque quando os referidos jovens perceberem que faltar às aulas, fazerem manifestações e ocuparem ruas são acções absolutamente inconsequentes nessa altura (alguns deles menos pacíficos) concluirão que só lhes resta a radicalização e consequentemente o eco-terrorismo. https://global4cast.org/2019/04/eco-terrorism-is-a-matter-of-time/