terça-feira, 12 de outubro de 2021

A ferramenta instantânea para referências científicas e da história da ciência


O artigo está acessível no link acima e na imagem abaixo mostra-se o resultado de uma busca no Google Books Ngram Viewer pelos nomes Pacheco-Torgal e Fiolhais. Igualmente interessante é pesquisar os nomes Damásio e Fiolhais. Ainda mais interessante porém é comparar os valores que se obtém para a pesquisa dos nomes Luís de Camões e Almeida Garrett, que estão no Panteão Nacional, com o nome Fernando Pessoa, que estranhamente lá não está, e isto muito embora lá esteja um maçom, sem mérito suficiente, de nome Óscar Carmona, que há muito deveria ter sido substituido por qualquer um dos extraordinários Portugueses e Portuguesas que fizeram muito mais para merecerem a presença nesse lugarcomo a Florbela Espanca, a Maria de Lurdes Pintasilgo, o Saramago ou algum representante da ciência, que estranhamente (ou talvez não atento o reduzido valor que neste país de dá à ciência) ainda lá não consta, como o Pedro Nunes ou o Damião de Góis. 

Os dois prémios Nobel cuja vitória já tinha sido prevista e a desgraçada irrelevância Portuguesa

 


Depois de na semana passada a metodologia da Clarivate Analytics ter acertado no nome de três vencedres de prémios Nobel, vide post no link acima, a mesma metodologia voltou ontem a acertar no nome de dois dos três investigadores que ganharam o Nobel da Economia, o David Card da Universidade da California e o Joshua Angrist do MIT https://www.publico.pt/2021/10/11/economia/noticia/nobel-economia-premeia-uso-experiencias-naturais-estudar-realidade-1980590  o que significa que em 2021 a referida metedologia acertou em 5 (cinco) nomes, exactamente como já tinha sucedido com os vencedores dos prémios Nobel de 2020. E conseguir acertar em 10 nomes em apenas dois anos é coisa digna de admiração e que prova de forma inequivoca a importância das citações para alcançar o prémio que os Alemães designam como a maior honra que um cientista pode receber https://www.research-in-germany.org/en/research-landscape/nobel-laureates.html 

PS - É absolutamente lamentável que Portugal não consiga ter um único cientista no tal grupo de centenas com elevado potencial para ganhar um Nobel 

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

O caso Rendeiro e as culpas de Marcelo Rebelo de Sousa

É sabido que se não houvesse Tribunal Constitucional há muito que podiam ter prendido o Rendeiro e o mesmo vale para aqueles muitos vigaristas e corruptos que abusam dos recursos para aquele tribunal para assim impedirem que as decisões do Supremo Tribunal de Justiça, já transitadas em julgado, possam ser imediatamente executadas. Contudo importa ter presente que antes de 1982 não era assim. 

Resta por isso saber porque é que Portugal conseguiu viver mais de 70 anos desde a implantação da República em 1910 até que em 1982, quando era Primeiro-Ministro Pinto Balsemão, de repente os Portugueses passaram a ter que suportar um tribunal que não só já custou aos contribuintes centenas de milhões de euros, como ainda faz a felicidade dos vigaristas deste país, como o famoso Rendeiro. Ou seja a partir do fatídico ano de 1982 os Portugueses passaram a ter uma monstruosa despesa adicional para ficarem com uma justiça muito pior. 

Neste contexto, é importante recordar que em 1982, Marcelo Rebelo de Sousa, que andava a ultimar a sua tese de Doutoramento, já era Secretário de Estado e chegou a Ministro nesse ano, sendo não só um dos mais interessados na criação do referido tribunal (não sendo de excluir na altura que ambicionasse chegar a Presidente do mesmo) mas provavelmente o Constitucionalista, com mais poder no Parlamento de então, já que os outros dois conhecidos Constitucionalistas Jorge Miranda e Vital Moreira, eram à data meros deputados, pelo que se houve alguém com elevadas responsabilidade e elevadas culpas pela criação do Tribunal Constitucional esse alguém é Marcelo Rebelo de Sousa.    

É por isso absolutamente necessário que se reponha a situação existente até 1982 e o mais cedo possível se faça desaparecer o Tribunal Constitucional, (que um magistrado aposentado afirmou não cumprir "os mínimos exigíveis para a dignidade de um tribunal"). Essa extinção, irá permitir não só poupar centenas de milhões de euros aos contribuintes deste país, mas também ao mesmo tempo dificultar a vida a todos os que vivem da corrupção, da vigarice e da fraude. 

P.S - O Tribunal Constitucional é, convém não esquecer aquele tribunal (em que 76% dos seus juízes são escolhidos pelos partidos, leia-se pelos interesses dos partidos) passa a vida a chumbar as propostas sobre a criminalização do enriquecimento ilícito, porque alegam os juízes que elas não são Constitucionais ! Ironicamente porém a corrupção galopante e o empobrecimento acelerado dos Portugueses esses são paradoxalmente bastante Constitucionais !

Aditamento em 20 de Outubro - Hoje na página 8 do jonal Público, o Presidente do Sindicato dos juízes, confirma muito daquilo que escrevi no post acima, escrevendo que o Tribunal Constitucional, impede a execução das sentenças do Supremo Tribunal de Justiça, já transitadas em julgado, o que se constitui como uma garantia imoral da impunidade

Será que a Universidade do Porto é um viveiro de catedráticos negacionistas ?



Depois da polémica conferência negacionista que teve lugar na universidade do Porto (Vide post no link acima) que contou com a ajuda de uma catedrática da Faculdade de Letras da mesma universidade de nome Maria Assunção Araújo (h-index platina=0.007), que afirma que as alterações climáticas não são provocadas pelo dióxido de carbono, eis que o país fica a conhecer uma nova catedrática da mesma Faculdade de Letras da universidade do Porto, Ana Monteiro (h-index platina=9) que diz coisas igualmente bizarras,  como a de não ser possível combater as alterações climáticas (dessa forma passando um atestado de estupidez às centenas de cientistas do IPCC) e ainda o facto de dizer aos seus alunos que não devem ficar preocupados com uma subida de 1-2 graus celsius porque no inicio da revolução agrícola a temperatura era 5 graus celsius superior à actual, alegação essa que é porém contraditada por um artigo publicado na conhecida revista Nature  https://www.nature.com/articles/s41586-020-03155-x

PS - Ainda sobre as bizarras ideias da catedrática Maria Assunção Araújo vale a pena recordar o comentário do investigador Pedro Matos Soares da Universidade de Lisboa (h-index platina=31), que é especialmente assassino na parte final quando fala da nula relevância científica dos trabalhos da referida Catedrática https://expresso.pt/opiniao/2018-09-21-Negacionismo-climatico-a-Portuguesa

domingo, 10 de outubro de 2021

Rendeiro e a justiça portuguesa como uma instituição offshore

 


Na sequência do post acima vale a pena ler um artigo hoje no Público, de dois académicos da Universidade de Coimbra, do qual abaixo reproduzo um pequeno excerto:
"João Rendeiro, com os seus milhões para os quais os nossos impostos contribuíram, fugiu à ação da justiça “recusando-se” a cumprir a pena de prisão a que foi condenado. Enquanto todos os dias cidadãos entram nas cadeias portuguesas para cumprir uma pena de prisão a que não foram condenados porque não têm dinheiro para pagar a pena de multa (uma das punições mais leves) que lhes foi aplicada" 

É pena porém que o artigo não questione porque é que a moradia de luxo da quinta Patino, onde vive a mulher do Rendeiro (!) e que vale vários milhões de euros, ainda não foi vendida para pagar alguns dos muitos milhões que o Rendeiro fez desaparecer, tendo em conta que o Banco Privado Português faliu há nada menos do que 11 anos ?

PS - A Ministra da Justiça, essa há muito que se deveria ter demitido ou ter sido demitida por manifesta incompetência, não só por conta deste caso mas de muitos outros casos anteriores, como seja por exemplo por pretender desincentivar a denúncia de actos de corrupção https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/uma-pergunta-fundamental.html

O professor despedido por causa de artigos sem credibilidade__Parte 2



Sobre o caso do tal professor da universidade do Porto que foi despedido por causa de artigos sem credibilidade (post acima) convém ter presente que a dificuldade em publicar em revistas científicas não é igual para todos os investigadores, porque há aqueles investigadores que estão sentados numa montanha de financiamento e que por conta disso recorrem a revistas de revisão "leve" (light), como já tinha sido comentado no post abaixo, onde se revelou que Portugal mostra um invulgar padrão de abuso do recurso a essas revistas.  E por uma curiosa coincidência é precisamente a universidade do Porto que mais recorre a essas revistas https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/um-cientista-de-etica-muito-rasteira-e_2.html 


sábado, 9 de outubro de 2021

Qual a ética de um investigador que tem a maioria das suas publicações na mesma revista onde é editor ?



Em Fevereiro deste ano, foi divulgado neste blog, um post sobre um artigo que criticava aqueles investigadores que se aproveitam da sua posição editorial em revistas científicas para beneficiar das mesmas. Vide post no link acima.

Nesse contexto, não deixa de ser no mínimo curioso, que a polémica investigadora Raquel Varela, cujo número de artigos mereceu um polémico artigo no jornal Público no passado mês de Setembro, e que é Deputy Editor na revista Critique, que está indexada na Scopus, onde a mesma publicou pela primeira vez em 2015, seja também a mesma revista onde nos últimos 6 anos, a Raquel Varela publicou 60 (sessenta)% da sua produção científica indexada. 

Pacheco Pereira ataca a falta de vergonha da Faculdade de Direito da ULisboa

 

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/professor-da-universidade-de-lisboa.html

Aquela Faculdade que por várias vezes foi comentada neste blog (vide por exemplo post acima) volta novamente a sê-lo agora por conta de um artigo hoje no jornal Público:

"começaram as diligências judiciais da queixa-crime que coloquei contra o autor e a fonte original e o impulsionador de todo este delírio, um artigo de Lemos Esteves...Mas não é apenas o autor, real ou disfarçado em clones, que devia ter vergonha na cara, é também a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa que lhe dá guarida e cuja pertença ele usa no meio de vários cargos e funções inventadas para se dar credibilidade. Pelo menos neste caso, há uma coisa que por lá não habita, o Direito" https://www.publico.pt/2021/10/09/opiniao/opiniao/agente-irao-erdogan-lula-arafat-rip-somague-motaengil-1980371

É evidente que se houvesse um minimo de vergonha na FDUL, o tal Assistente Convidado, João Lemes Esteveshttps://www.fd.ulisboa.pt/professores/corpo-docente/joao-lemos-esteves/  o mesmo que em 2019 não conseguiu conter a sua imensa alegria pela eleição do facínora Bolsonarohttps://sol.sapo.pt/artigo/640551/presidente-bolsonaro-tchau-queridos-e-querido-socialismo- já há muito que devia ter recebido guia de marcha e isso só não aconteceu até ao momento porque naquela Faculdade se toleram comportamentos que deveriam ser considerados inaceitáveis para um docente universitário. 

Afinal o que será mais grave, não ter artigos revistos por pares, que recentemente levaram ao despedimento de um professor da universidade do Porto ou disseminar mentiras em público como fez o tal Assistente João Lemes Esteves ?


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

The Economist _ What is the best way to win a Nobel prize in science ?

 

We already knew that the best way to win a Nobel was to have several papers with more than 1000 citationsThat´s why Clarivate Analytics has successfully predicted the names of more than 60 Nobel prize winners https://clarivate.com/citation-laureates/successful-nobel-predictions/

However, the last edition of The Economist available today disclosed another methodology based on the Nobel nomination database https://www.nobelprize.org/nomination/archive/  

Of course, nominations alone are not enough, because there were scientists who received dozens of nominations like for instance the chemists Theodor Curtius (31 nominations) Gustav Tammann (35 nominations) or Georges Urbain (56 nominations) but never got the Nobel prize. 

However, the scientists that have been nominated by a Nobel laureate were much more likely to receive the prize https://www.economist.com/graphic-detail/2021/10/09/the-best-way-to-win-a-nobel-is-to-get-nominated-by-another-laureate


Professor da Universidade do Porto despedido por causa de “artigos sem credibilidade”


Hoje na página 19 do jornal Público há um curioso artigo sobre o despedimento de um professor-auxiliar da universidade do Porto, por conta de ter artigos sem credibilidade

Não reprovo o referido despedimento, especialmente num contexto em que há muitos jovens investigadores de elevado valor que estão no desemprego ou que tiveram de emigrarhttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/quando-estar-desempregado-e-uma-medalha.html porém ou há moral ou comem todos e a haver justiça também muitos outros professores já deviam ter sido despedidos. 

Afinal o que será mais grave, não ter artigos com credibilidade ou promover a disseminação de mentiras negacionistas como fez uma catedrática da mesma universidade ?

Afinal o que será mais grave, não ter artigos com credibilidade ou produzir comentários racistas e xenófobos durante as aulas, como fez um professor da referida universidade ? 

Afinal o que será mais grave,  não ter artigos com credibilidade  ou ter cometido crimes de assédio moral, como sucedeu a vários catedráticos da Universidade do Porto ?