terça-feira, 29 de junho de 2021

Firma especialista em acertar prémios Nobel com quase dois mil milhões de dólares de facturação

 

A tal firma que já conseguiu acertar em 59 prémios Nobel, é afinal uma máquina de fazer dinheiro com uma facturação anual de quase dois mil milhões de dólares.

Sobre prémios Nobel faz sentido recordar a questão abaixo

PS - Portugal pode há poucos dias ter ficado muito triste com a derrota frente à Bélgica mas tem hoje motivo para sorrir com a detenção do cínico Joe Berardo e do seu espertalhaço advogado, por conta de uma fraude de quase mil milhões de euros https://www.publico.pt/2021/06/29/sociedade/noticia/joe-berardo-detido-fraude-caixa-geral-depositos-1968364  É claro que a vontade de rir desaparecerá no dia em que aparecer um juiz de instrução a dizer que a referida fraude já prescreveu, exactamente da mesma forma como o juiz Ivo Rosa declarou prescritos os crimes de corrupção do Sr. Sócrates, esse grande amigo do Sr. Berardo, ambos farinha do mesmo saco. 


segunda-feira, 28 de junho de 2021

O impacto marginal de uma publicação nas citações e o seu efeito na remuneração dos professores universitários


"...faz algum sentido que o nosso país pague rigorosamente o mesmo, tanto a catedráticos altamente citados, como por exemplo o Miguel Seabra ou o Nuno Peres, como a um catedrático cuja obra científica se resume a publicações irrelevantes (sem impacto digno desse nome), como sucede por exemplo com o famoso catedrático Braga de Macedo ?"

A pergunta acima foi por mim colocada num post do passado mês de Maio e nesse contexto vale a pena a leitura de um artigo publicado há poucos dias na revista científica Scientometrics, que mostra que nos EUA (ao contrário de Portugal, onde há quem tenha Excelentes e suba de escalão remuneratório com pouco ou mesmo nenhum impacto) a remuneração dos professores universitários é influenciada pelo impacto da sua produção científica. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/the-marginal-impact-of-publication-on.html

domingo, 27 de junho de 2021

The Marginal Impact of a Publication on Citations, and Its Effect on Academic Pay


Still following the post above about how young researchers can benefit from collaborations with top scientists check below a paper published three days ago that provides evidence about how citations influence academic pay meaning that working with top scientists is not just a matter of more citations but also of higher pay: 

Abstract: “There are good reasons for why academicians should care about citations to scholarly articles... a relatively high rate of citations to a scholar’s work points toward an impressive career in academe, reflecting one’s contributions to society in that part of one’s career spent engaging in research endeavors. As such, it is essential that compensation in academe is geared toward incentivizing the production of impactful research. This study introduces a straightforward approach to calculate the marginal impact of an academic publication on total citations to a scholar’s research portfolio. This variable is then included in an earnings equation, wherein it is expected to be positively related to a scholar’s real academic pay...we find that this variable is indeed positively and significantly related to a scholar’s pay, at least in the case of research-oriented higher education institutions. More specifically, we find that an increase in this variable is associated with a 2.8 to 8.9% boost in the salaries of college and university faculty” https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-021-04073-z


Jovens Chineses copiam o modo de vida dos presos Portugueses



No site do Público de ontem havia uma curiosa noticia sobre um movimento que surgiu na China, de jovens que basicamente dormem e veem séries de televisão.  Link acima. E isso é também o que faz a maioria da população prisional Portuguesa, como hoje dá conta um artigo na página 10 do mesmo jornal Público:
"A maioria dos reclusos dorme até ao meio-dia e depois dedica-se a ver TV na respectiva cela”, refere Vítor Ilharco, alegando “que não há disciplina nas prisões” e que ter “os presos a trabalhar ou a receber formação” dá trabalho"

A noticia sobre o preguiçoso movimento dos jovens Chineses desmente a narrtiva de alguns inteligentes Portugueses que dizem que a China é quase o país das maravilhas, como o fez um catedrático do ISCTE no Observador, utilizando para o efeito os resultados nos testes PISA, esquecendo várias coisas, como por exemplo esta aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/pisa-best-students-in-world.html ou aquilo que se pode ler num livro sobre a China:
""Do not be fooled by...OECD´s PISA ranking...the Chinese figures are...only for the better schools in the richer cities. The children of rural migrants are barred from such schools, thanks to China´s brutal hukou..."

ou como estranhamente também o fez o catedrático e Director da Nova SBE, quando disse, sem qualquer prova científica, que naquele país há um contrato tácito entre o povo Chinês e os seus dirigentes, que alegadamente consiste em "aceitar limites à liberdade de expressão" e a outras liberdades, em troca de um crescimento económico mais robusto, dessa forma esquecendo os muitos problemas internos da China como por exemplo este  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/the-economistcruelty-is-not-accident-it_6.html

PS - A que actividade se irá dedicar um ex-recluso quando for solto se passou os últimos anos da sua vida a dormir até ao meio-dia e a ver televisão ?


sábado, 26 de junho de 2021

A massive plant capable of removing "one billion tons of CO2 from the air every year"



Still following the post above check the recent grand plan to be carried out between the UK firm Storeega and the Canadian company Carbon Engineering in Scotland: 

The plant seems most interesting the problem in my view is fourfold. First of all there´s no way a plant can remove "one billion tons of CO2 from the air every year". The article says that the plant "will remove the same amount of CO2 as around 40 million trees" but the idea that 40 million trees can absorb 1 billion tons of carbon dioxide in a single year is preposterous. A typical tree absorbs around 20 kgs of CO2 per year meaning that 40 million trees will absorb around 800 million kgs or 800.000 tons which is very different than 1 billion tons. 

Secondly, using temperatures of about 900 ºC does not seem very sustainable. Also, such big promises will send the wrong message to polluters, and finally, since Humanity is on the verge to produce 2 trillion tons during the next 50 years ("we hit our trillion-tonne limit in under 27 years. And if the trend continues beyond that time, the dark magic of exponential growth brings our planet to two trillion tonnes in 50 years") to remove all that carbon dioxide would require a colossal number of massive sequestration plants. Exactly 10.000.000.000 sequestration plants !

PS - The author of the article finally replaced 1 billion by the more modest number of 1 million both in the title and in the text but he cannot change the word billion in the link of the article


sexta-feira, 25 de junho de 2021

Contributo da Engenharia Civil para o Acordo de Paris

 


Ainda sobre o recente post acima, onde se fala da importância crucial da regulamentação do parque edificado a nível mundial, para alcançar as metas do Acordo de Paris, convém contudo não esquecer que os muitos problemas do parque edificado Português não advém da inexistência de regulamentação, vide noticia no Expresso que foi mencionada no post  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/segadaes-tavaresas-6-fases-de-um.html

PS - O que porém me suscita elevada admiração é que sendo a Engenharia Civil uma área fundamental para o futuro da Humanidade face à emergência climática (além de uma das mais eficientes na criação de emprego, vide Q&A da Comissão Europeia, "our biggest job creator") que a procura desse curso esteja abaixo da procura de cursos de Direito. Tenha-se presente que em 2020, os cursos de Direito em Portugal esgotaram todas as vagas logo na primeira fase,  1406, (mais de 2000 vagas quando também se contabilizam as universidades privadas) um valor que é mais do dobro do número de alunos que escolheram o curso de Engenharia Civil. E isto logo num país onde o rácio de advogados já é 300% superior ao da França, 440% superior ao rácio da Finlândia e 500% superior ao rácio da Suécia !

 

The world needs "fast and ambitious ramp up of building codes for achieving the Paris climate agreement"




Still following the post above about the dire need to increase the energy building renovation rate in Europe by at least 100% see in the link below a recent paper accepted in the journal Technological Forecasting and Social Change that was put online this month:
“In this paper a global, long term model of building stock development is presented, impacting buildings energy consumption, which has been neglected in the global studies so far…The results give insight to where what kind of policy is the most effective, and how policy decisions carry out over time. The model is based on in depth data collection, has a transparent structure, while capturing many country level details that reflect an important regional heterogeneity. The model is validated at intermediate output level, such as construction and building stock size, as well as final output levels, such as U-value and final energy consumption. The model projections show that while globally the majority of buildings in 2050 are built after 2015, in Europe, the opposite is true. This has major consequences for policy impact of building codes…In China and Africa, on the other hand, focusing on new construction policies can be extremely effective, saving up to 43% and 64% of space heating and cooling final energy demand in 2050 respectively. In particular in China, final energy for cooling is projected to strongly increase in the decades to come… As a result, in a no policy scenario, final energy demand for space heating and cooling would almost double in the coming 30 years…Assuming an electricity emission factor of 96 g/MJ (average of SSP2 baseline results for 2050 of the 6 marker models) and standard emission factors of other fuels globally implementation of the EPDB standards (the global standards scenario) would save approximately 3 Gt per year worldwide…The objective to at least double the annual energy renovation of buildings by 2030 set by the European Green Deal is therefore timely” 


quinta-feira, 24 de junho de 2021

O Direito Penal do Amigo e a impunidade ministerial

 


Ainda na sequência do post acima, veja-se hoje na revista Sábado, o artigo do Procurador-Geral Adjunto jubilado Euclides Dâmaso, que escreve sobre as leis feitas à medida para proteger os amigos (leia-se os corruptos amigos da classe politica). Tenha-se presente que este Procurador já tinha sido mencionado neste blog duas dezes, uma no mês passado em post de título "A aldrabice que é o Direito Português e o milionário maçom que jura que nada deve" e antes disso em 18 de Setembro de 2020, quando então escrevi: 

"o Procurador-geral adjunto jubilado Euclides Dâmaso, avisa na revista Sábado que o Governo, a coberto da tal "estratégia contra a corrupção", que é pouco mais do que uma cortina de fumo, afinal ainda vai dificultar mais o combate à corrupção"

Ninguém se pode por isso admirar, que mesmo depois de Portugal ter nas últimas décadas recebido uma pipa de massa em subsídios europeus (mais de 140.000 milhões de euroso nosso país ainda continue a estar entre os mais atrasados da Europa. E é muito provável que daqui a poucos anos, depois do dinheiro da famosa bazuca ter sido gasto, Portugal continue a estar entre os países europeus mais atrasados, embora haja alguns políticos (e seus familiares e amigos) que nesse período verão o seu património aumentar de forma considerável, mas a quem a justiça nada poderá fazer por conta do tal Direito Penal Amigo. 

quarta-feira, 23 de junho de 2021

In the last 20 years Europe lost 26% of the world's 100 most valuable companies

"At the start of the 21st century, 41 of the world's 100 most valuable companies were based in Europe. Today only 15 are"  https://www.economist.com/briefing/2021/06/05/once-a-corporate-heavyweight-europe-is-now-an-also-ran-can-it-recover-its-footing

When reading the statement above it almost seems that Europe is doomed. But if The Economist really wanted to show a darker picture they should have used a picture on unicorns (companies with a valuation of over 1 billion). Europe has just 12% of the world's unicorns while USA has 48%. Worse than that in what concerns the Top 10 most valuable unicorns USA has 60% and Europe has zerohttp://tesi.luiss.it/29739/1/705031_BARDUCCI_MARCO.pdf

Still, market capitalisation champions are hardly the watermark of a sustainable economy for the Type 1 Civilization that we desperately need to become as soon as possible. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/the-role-of-academia-towards-type-1.html 

More likely transnational corporations that have brought us violent overconsumption, shameful inequality, and never-ending growth, are not part of the solution but instead a big part of the problem. On this issue see the book "The value of everything" that in just three years received almost 700 citations on Scholar Google  https://marianamazzucato.com/books/the-value-of-everything 

PS - Moreover, let´s not forget The Most Profitable Obsolete Technology in History with 20 billion yearly profits. Scientists create almost all the value but received zero. 

The Economist - Nos últimos 20 anos, a Europa perdeu 26% das 100 empresas mais valiosas do mundo

 

At the start of the 21st century, 41 of the world's 100 most valuable companies were based in Europe. Today only 15 are"  https://www.economist.com/briefing/2021/06/05/once-a-corporate-heavyweight-europe-is-now-an-also-ran-can-it-recover-its-footing

A catastrofista afirmação acima, retirada de um artigo deste mês da revista The Economist, quase faz pensar que a Europa está economicamente condenada ao marasmo. Mas se a The Economist quisesse realmente mostrar uma imagem mais sombria, deveria ter comentado o número de unicórnios (empresas avaliadas em mais de mil milhões), pois a Europa tem apenas 12% dos unicórnios existentes a nível mundial, enquanto os EUA têm 48%. Pior do que isso, no que diz respeito aos dez unicórnios mais valiosos do Planeta, os EUA têm 60% e a Europa tem rigorosamente zero. http://tesi.luiss.it/29739/1/705031_BARDUCCI_MARCO.pdf

Seja como for e muito embora não negando a evidência do problema não subscrevo de forma integral a tese catastrofista da The Economist, pois as tais corporações transnacionais que lideram a lista das 100 mais valiosas, em termos de "Market Capitalisation" dificilmente constituirão a marca d'água de uma economia sustentável, que é absolutamente necessária para a transição para uma Civilização do Tipo 1  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/the-role-of-academia-towards-type-1.html