sexta-feira, 3 de julho de 2020

Nature index__The 5 most popular scientific papers of April, May and June


Everything’s melting, but Boaty McBoatface is a beacon of hope

Luxos (imorais) dos funcionários do Banco de Portugal sobem ao pódio da semana

A imagem abaixo mostra que nos últimos 7 dias nenhum post conseguiu bater aquele sobre os luxos remuneratórios que se praticam no Banco de Portugal, aquela instituição que tanto orgulha os Portugueses e na qual eles confiam tanto. 

Sobre os referidos luxos entendo pertinente relembrar um post de 13 de Fevereiro com o título "Juiz diz que luxos pagos com o dinheiro dos contribuintes são coisa pouco ética e imoral"

O segundo e o terceiros lugares do pódio da semana pertencem ao juiz Carlos Alexandre e a investigadores Alemães cujas previsões não trazem boas noticias nem para o Reino Unido nem para a Suiça. 


O filósofo-editor que percebe de ambiente a potes incluindo de energia nuclear



Um individuo de nome Manuel S. Fonseca, diplomado em filosofia e que se diz profissional da edição parece que ficou embasbacado com um livro de título "Apocalypse never" escrito pelo sr.Michael Shellenberger e correu a promove-lo na imprensa escrita, quase como se fosse o terceiro segredo de Fátima.  

Tenho muitas dúvidas que o editor Manuel S. Fonseca tenha de facto lido o livro mas mesmo admitindo que sim tenho muitas certezas que não terá entendido muitas coisas da mesma forma que um engenheiro daqueles cuja formação é quase 100% numérica teria pouco para dizer sobre o facto de segundo o filósofo Alvim Plantinga a evolução constituir uma derrota epistémica do naturalismo, sendo por isso muito provável que o supracitado filósofo-editor, também não seja sequer capaz de distinguir pegada ecológica de biocapacidade muito menos de poder falar criticamente sobre a energia nuclear. 

A parte que eu acho mais irónica na escrita do Sr. Michael Shellenberger é quando ele enche a boca para dizer que "every fact, claim and argument in this book is based on the best possible science" e isso é dito pela pessoa que caga com força nas energias renováveis e que acha que somente a energia nuclear irá salvar a Humanidade. 

Talvez aquilo que ele ache que é o "best science possible" seja afinal promover aquilo que interessa ao lobby da energia nuclear. E não é preciso ler o livro todo para perceber isso, logo nas primeiras páginas do mesmo aparecem inflamados hosanas à energia nuclear: 
"poucas coisas nos fazem sentir mais imortais do que salvar a vida de uma central nuclear. Talvez seja porque a energia nuclear em si possa ser imortal ... As centrais nucleares de hoje podem operar facilmente oitenta anos e podem durar cem..."
https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/07/michael-shellenbergerenvironmentally.html

Mas se o filósofo-editor Manuel S. Fonseca, de facto acredita assim tanto no que diz o Sr. Shellenberger, nomeadamente na parte respeitante à duração das centrais nucleares, 
mas então porque é que ele não vai viver para perto da central de Almaraz que é noticia nos dias que correm ? https://www.publico.pt/2020/06/30/sociedade/noticia/eurodeputados-pressionam-ue-avaliar-incidentes-central-nuclear-almaraz-1922467 Como a referida central ainda nem sequer tem 40 anos então isso significa que a fazer fé nSr. Shellenberger a mesma ainda está muito longe do fim da sua vida útil !

P.S - Também não deixa de ser elucidativo que no seu livro o Sr. Michael Shellenberger tenha optado por uma narrativa oportunista, passando assim ao lado de factos inconvenientes como por exemplo aquele referido aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/05/heranca-imundaparte-2.html




quinta-feira, 2 de julho de 2020

IPCB versus IPBragança versus UBI__Publicações Scopus no último decénio e projecção até 2030


Ainda sobre o tal ex-Secretário de Estado de José Sócrates, que foi mencionado no post acessível no link acima, a quem os contribuintes pagam, via IPCB, um salário de professor-coordenador, atente-se na primeira imagem abaixo, que compara a produção científica dessa instituição com a produção científica da UBI e do Politécnico de Bragança. 

Se é certo que o IPBragança e a UBI possuem (grosso modo) respectivamente mais 30% e 70% dos docentes ETI do que o IPCB, a verdade é que o crescimento da produção científica daquelas duas instituições é muitíssimo superior à produção do IPCB, e a manter-se a tendência da última década, isso significa que em 2030  a produção científica do IPBragança e da UBI serão 300% e 700% superiores à do IPCB. 

Mas como é evidente, o baixo crescimento da produção científica de uma instituição, tem óbvios culpados, e a segunda imagem compara a evolução da produção científica indexada total do IPCB, com a produção de uma das suas escolas (ESGIN), escola essa que nos últimos meses tem estado no centro de um grande e inusitado berreiro público, que foi iniciado pelo Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Novahttps://www.reconquista.pt/articles/esgin-e-um-golpe-de-estado-do-ipcb como se pode ver, a produção dessa escola é praticamente inexistente, e é preciso esperar por 2030 para que ela consiga finalmente ultrapassar as duas dezenas de publicações indexadas anuais. 




Contaminação do rio Douro__estranhas explicações e estranhas ocorrências

https://www.publico.pt/2020/07/01/local/noticia/poluicao-douro-regressa-valores-anteriores-estado-emergencia-1922690

O jornal Público contém hoje uma estranha noticia (com uma figura muito elucidativa) sobre a contaminação fecal do Rio Douro, link acima, onde se pode ler que: 
"A diminuição da mobilidade nos municípios urbanos que drenam para o estuário — Porto, Gondomar e Vila Nova de Gaia — havia provocado uma descida significativa na quantidade de esgoto produzido...Sem as pessoas que se deslocam para essas urbes para trabalhar, estudar ou como turista, as cidades passaram a produzir muito menos esgoto"

Acho que o autor das palavras acima se esqueceu que quando não se produz esgoto num determinado sitio é porque ele está a ser produzido noutro. E em que rios é que esses esgotos foram descarregados ? Por algum estranho sortilégio serão por acaso afluentes do Mondego ou do Tejo ?

Igualmente estranha é a parte onde se pode ler que:
"nas oito ETAR que drenam para o estuário do Douro, lida-se com uma “carga adicional inadmissível”. Além de fraldas, pensos higiénicos, preservativos, cotonetes e pedaços de roupa, que se foram tornando comuns nestes locais, estão a chegar quantidades significativas de “máscaras, luvas e toalhetes desinfectantes”. As sanitas parecem continuar a ser encaradas como um caixote do lixo"

P.S - Está visto que é uma péssima ideia alguém lembrar-se de ir nadar para o rio Douro pois é mais do que garantido que vai acabar a engolir resíduos fecais....e ainda Covid-19. E isso apesar das garantias (pouco tranquilizadoras) da Senhora Directora Geral da Saúde.




Michael Shellenberger__Environmentally speaking "we live in the best of all possible worlds"



Michael Shellenberger (author of 9 publications indexed on Scopus) author of the joke book "Apocalypse Never" is almost like the famous endlessly-optimistic character of Voltaire (Prof. Pangloss) who kept saying that "we live in the best of all possible worlds" even after having being tortured! 

The difference between Shellenberger (the poster boy of the nuclear business) and Prof. Pangloss is that the latter had no idea what nuclear energy was while the former believes that only nuclear energy will save Humanity:
"few things make one feel more immortal than saving the life of a nuclear plant. Maybe that´s because nuclear energy itself could be said to be immortal...Today´s nuclear plants can easily operate from eightyyears and might run for one hundred..."  
https://www.amazon.com/Apocalypse-Never-Environmental-Alarmism-Hurts/dp/0063001691

Unfortunately, the moment we "speak" nuclear energy is already "saving" the ocean 



The Economist__The next catastrophe and the skewed academic priorities


This week's The Economist draws attention to a disturbing weakness in modern governance: our persistent tendency to underestimate catastrophic risks. The two articles linked above examine threats capable of causing disruption on an extraordinary scale, including powerful coronal mass ejections similar to or stronger than the Carrington Event of 1859. A sufficiently severe solar storm could damage electrical infrastructure across large areas of the planet, potentially leaving societies without reliable grid electricity for months or longer.

Such risks cannot simply be dismissed as remote possibilities. Some estimates discussed by The Economist place the probability of a major solar event occurring during this century at greater than 50:50. Yet governments remain naturally focused on electoral cycles and immediate demands, while preparing for events that may occur decades from now offers few visible political rewards.

The second article broadens the discussion to catastrophic and existential risks, an area closely associated with Nick Bostrom, previously mentioned on this blog. Particularly relevant is David Manheim's recent open-access paper, The Fragile World Hypothesis: Complexity, Fragility, and Systemic Existential Risk,” published in Futures, which examines how increasing technological and societal complexity may create systemic vulnerabilities capable of producing cascading failures. 

There is, however, a more uncomfortable question, can governments alone be blamed when academia may exhibit a similar hierarchy of attention? A Scopus search conducted at the time produced 6,733 documents containing “catastrophe” in their titles, compared with 11,955 containing “fashion.” Such a crude comparison obviously cannot establish the relative social value of research fields, but the contrast remains provocative.

It raises a broader question, does academic attention reflect the magnitude of the challenges confronting humanity, or is research increasingly shaped by commercial demand, fashionable subjects and institutional incentives? If civilization devotes more intellectual attention to what is profitable or immediately publishable than to threats capable of destabilising civilization itself, the failure identified by The Economist may reveal something deeper about our collective hierarchy of priorities.

A invasão dos Holandeses chateados

Relativamente a uma análise feita aqui durante o mês de Março constata-se na figura abaixo que a Índia ainda não largou o 4º lugar, embora se note que a distância para o 5º classificado se reduziu pelo que é provável que não se consiga manter naquela posição muito mais tempo. Verifica-se também que a Holanda, que naquela data tinha pouca frequência neste blog, subiu rapidamente no mesmo, quem sabe talvez por conta disto https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/04/netherlands-has-cost-eu-countries-10bn.html e talvez também por causa de algo que é próprio de quem não tem vergonha e que foi mencionado aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/06/newsweek-from-netherlands-claims.html