quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Presidente do Sindicato dos juízes diz que Tribunal Constitucional garante a impunidade dos corruptos



Hoje na página 8 do Público o Presidente do Sindicato dos juízes confirma muito daquilo que escrevi no post acima. Isto é, que o Tribunal Constitucional é um Tribunal. a que só recorrem aqueles que "tem muito dinheiro", já que em em média um recurso para aquele tribunal custa 9.400 euros e pode chegar até 22.220 euros, isto sem contar com os honorários do advogado e que o mesmo impede a execução das sentenças do Supremo Tribunal de Justiça, já transitadas em julgado, o que se constitui como uma garantia imoral da impunidade. 


O juiz que consegue adivinhar o futuro

 


No post acima de há mais de um ano comentou-se um juiz curioso de nome Pedro Mourão que tinha ricos e excelentes amigos e que na altura até vaticinou que "o inquérito aberto pelo Conselho da Magistratura sobre o presente caso iria ser com toda a certeza arquivado". 

Então não é que ficou ontem a saber-se que foi efectivamente isso que sucedeu. Ou seja o Conselho Superior da Magistratura (o mesmo Conselho que de forma implacável (mas hipócrita) expulsou o juiz negacionista) veio dizer que afinal o juiz Pedro Mourão não fez nada de suficientemente grave pelo que não há assim lugar a um processo disciplinar.  

Mas se viver numa moradia sem pagar durante 8 anos (ainda por cima uma moradia de um arguido num caso de burla, de nome Carlos Marques, que deve 104 milhões de euros ao BPN), assim poupando centenas de milhares de euros, não é suficientemente grave então isso significa que se alguém der uma mala com centenas de milhares de euros a um juiz isso também não é grave ?

PS - Há três anos atrás alguém que percebe muito de juízes achou boa ideia comparar o currículo do juiz Pedro Mourão com o do juiz Carlos Alexandre e sugeria que cada um tirasse as suas ilações https://portadaloja.blogspot.com/2018/10/mourao-na-costa-com-tiques-subaquaticos.html


terça-feira, 19 de outubro de 2021

The most infectious pandemic in history and the math related critical brain chemical (γ-aminobutyric acid)

 

A few weeks ago Canadian researchers published a paper on The Proceedings of the Royal Society A: Mathematical, Physical and Engineering Sciences concerning a study in which they used infectious disease transmission models in order to clarify mechanisms that contribute to the ‘spread’ of songs. 

Nevertheless, the fact that they found that the “most transmissible genre” had a median R0 of 3,430 which is almost 200 times more "infectious" than measles is not as important as the music considerations on the paper published one year ago titled "Dynamical Systems, Celestial Mechanics, and Music: Pythagoras Revisited".  

At the end of the paper, they mentioned the Golden Records (pictured above) that were included aboard both Voyager spacecraft launched in 1977 having reproduced Sagan´s (who led the committee that was responsible for the content of the records) own words:

"I was delighted with the suggestion of sending a record ... we could send music... Because of the relation between music and mathematics, and the anticipated universality of mathematics, it may be that much more than our emotions are conveyed by the musical offering on the Voyager record" 

Last but not least, and still speaking of mathematics it's rather fascinating that researchers of Oxford University (Department of Experimental Psychology) and Loughborough University (Centre for Mathematical Cognition) recently showed that adolescent students who lack mathematical education exhibited a reduction in a critical brain chemical (γ-aminobutyric acid) in a key brain area that supports maths, problem-solving, memory, learning, and reasoning. 


segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Simple recipe to earn more funding and more citations

That well-known physicist from New York University, who was mentioned right at the beginning of the post above, explained a few months ago that it's terrible to tell the truth to politicians:
"On one of the last day of hearings, a congressman asked: “Will we find God with your machine? If so I will vote for it.” The poor physicist who had to answer that question didn’t know what to say. We should have said, this is a Genesis machine that will create the conditions of the greatest invention of all time...Unfortunately, we said Higgs boson. And people said, $10bn for another subatomic particle? And they cancelled the machine" 
The bottom line is, Scientists should never tell the blunt truth to politicians for the simple reason that they are too dumb to understand it. So maybe it would not be a bad idea that those who want to make a career in research should attend a course where they would learn how to translate their research proposals into the rudimentary language that politicians can understand.

The ironic part is that simplicity is advantageous not only for talking to politicians (and thus obtaining funding) but also for receiving more citations, as a study based on more than 20,000 articles, published this year, showed that those who abused jargon in the title and abstract of the articles received fewer citations.

PS - Of course, it is also important not to forget the study carried out by researchers from Harvard, MIT, Aix-Marseille, and Northeastern Univ. which showed what are the more effective languages for worldwide influence https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/as-linguas-mais-eficazes-para.html


A receita simples para ganhar mais citações e mais financiamento na Ciência

Aquele conhecido Físico da Universidade de Nova York, que foi mencionado logo no inicio do post acima, explicou há poucos meses que é péssimo dizer a verdade aos politicos:

"On one of the last day of hearings, a congressman asked: “Will we find God with your machine? If so I will vote for it.” The poor physicist who had to answer that question didn’t know what to say. We should have said, this is a Genesis machine that will create the conditions of the greatest invention of all time...Unfortunately, we said Higgs boson. And people said, $10bn for another subatomic particle? And they cancelled the machine" https://www.theguardian.com/science/2021/apr/03/string-theory-michio-kaku-aliens-god-equation-large-hadron-collider

Moral da história ? Os cientistas nunca devem dizer a verdade nua e crua aos políticos, pela simples razão que eles são idiotas demais para a conseguirem entender. Assim sendo talvez não fosse má ideia, que aqueles que querem fazer carreira na investigação, devessem frequentar uma unidade curricular onde aprenderiam a traduzir as suas propostas de investigação para a linguagem rudimentar que os politicos consigam entender. 

A parte irónica é que a simplicidade é vantajosa não só para falar com politicos (e assim obter financiamento) mas também para receber mais citações, já que um estudo baseado em mais de 20.000 artigos, que foi publicado este ano, mostrou que aqueles que abusaram de terminologia especifica no titulo e no resumo dos artigos receberam menos citações. 


PS - E claro convém também não esquecer aquele estudo levado a cabo por investigadores de Harvard, do MIT, da Universidade Aix-Marseille e da Universidade de Northeastern que foi publicado nos Proceedings da Academia de Ciências dos EUA e que mostrou que se devem evitar os artigos em língua Tamil e também (pasme-se !) em língua Portuguesa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/as-linguas-mais-eficazes-para.html

domingo, 17 de outubro de 2021

Novas normas para edifícios no contexto da resiliência climática e as competências dos diplomados em Politologia

 

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/novo-livro-elementos-de-projeto-para.html

Ainda sobre o livro mencionado no post acima no inicio do mês passado (livro esse que não por acaso conta com o contributo de investigadores do Imperial College e do MIT) é interessante ler as declarações constantes do recente artigo acessível no link abaixo, que aludem à necessidade de alterar as normas de construção de edificios para garantir a resiliência climática daqueles  https://edificioseenergia.pt/noticias/cees-2021-michael-lacasse-resiliencia/?mc_cid=cdd94bb52b&mc_eid=1f027765a9

Ainda sobre a importância do parque edificado é pertinente recordar que no respeitante a reduções de carbono e como ficou bem patente num artigo publicado na conhecida revista The Economist, é muito pouco eficiente substituir veiculos de combustiveis fosseís por veículos elétricos, ao contrário de intervenções energéticas no parque edificado que conseguem as mesmas reduções mas com um custo muitíssimo menor https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/the-economistwhats-cheapest-way-to-cut_8.html  

Acresce que como reconheceu há um ano atrás a Comissão Europeia, ao contrário da indústria automóvel, que possui um elevado nível de robotização, a industria de reabilitação de edificios é recordista europeia na criação de emprego: "per euro invested, building renovation is our biggest job creator with 12-18 local jobs for every million invested" estimando a mesma Comissão que até 2030 a referida indústria possa criar 160.000 empregos, o que significa que a aposta neste sector é triplamente virtuosa. Na preparação para um futuro mais resiliente, na eficiencia económica e na criação de emprego. 

Assim e atento o contexto supra percebe-se muitíssimo mal que na composição do novo Conselho da Ciência e Tecnologia e Inovação, haja um politólogo, mas estranhamente não haja ninguém da área da Engenharia Civil  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/os-lideres-academicos-cientificos-que.html ou talvez quem sabe por conta de alguma reforma curricular, que eu desconheça, os diplomados em politologia já estejam em condições de dar palpites sobre as normas de construção de edificios no contexto da resliência climática !

sábado, 16 de outubro de 2021

Paper - excellencemapping.net: A new release of the excellence mapping tool

 

A few days ago the team of the well-known German researcher Lutz Bornmann, updated the tool that finds excellent universities, due to their pattern of Scopus citations. 

The new version also provides insight in terms of Mendeley Readers performance, an indicator of future impact, especially important for young researchers https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/01/early-indicators-of-scientific-impact.html

Novo lançamento da ferramenta de mapeamento da excelência científica

 


Ainda na sequência do conteúdo no post acima, sobre prémios Nobel e a desgraçada situação de Portugal no respeitante a citações, faz sentido divulgar que há poucos dias a equipa do conhecido investigador Alemão Lutz Bornmann, procedeu a uma actualização da distribuição de instituições consideradas de excelência, por conta do seu padrão de citações. https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-021-04141-4

A nova versão da ferramenta excellencemapping.net também permite conhecer o desempenho em termos da métrica Mendeley Readers, um indicador de impacto futuro, especialmente importante para jovens investigadores https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/01/early-indicators-of-scientific-impact.html 

A nível nacional a liderança pertence à Universidade de Coimbra na métrica de artigos altamente citados e à Universidade do Minho na percentagem de publicações com maior número de Mendeley Readers. Em ambas as referidas métricas constata-se que a Universidade de Lisboa não consegue aparecer nas três primeiras posições, apesar de ser aquela que de longe (e muito irónicamente) recebe mais verbas da FCT.  

Highly Cited Publications 
Univ de Coimbra.........17.2% 
Univ. do Porto.............16.6 
Univ do Minho............16.5  
Univ Nova...................16.5  
Univ de Aveiro............16.4  
Univ. de Lisboa...........16.0

Mendeley Readers)
Univ do Minho............20.4%
Univ Nova...................19.2
Univ de Coimbra.........19.0
Univ. de Lisboa...........17.5
Univ de Aveiro............17.3
Univ. do Porto.............16.6

Qual é pior para a imagem da justiça, o juiz negacionista ou o juiz Ivo Rosa ?


Sobre o juiz Ivo Rosa, relativamente ao qual no post acima se perguntou porque é que ainda não foi obrigado a voltar aos bancos da Faculdade de Direito, e que há alguns meses atrás foi objecto de uma petição subscrita por quase 200.000 Portugueses que tarda em ter consequências, acho importante divulgar que um magistrado aposentado fez ontem, no post abaixo, a pergunta que importa fazer, qual é pior para a imagem da justiça, o juiz negacionista Rui Fonseca e Castro que acaba de ser expulso pelo Conselho Superior da Magistratura ou o juiz Ivo Rosa que acumula dezenas de desautorizações em decisões de Tribunais Superiores ? https://portadaloja.blogspot.com/2021/10/ivo-rosa-nulidade-da-inexistencia.html

E será que alguém aceitaria ser tratado por um médico, cujo trabalho tivesse sido repetidamente avaliado por outros médicos como sendo incompetente ? E será que alguém aceitaria, que um engenheiro civil, cujo trabalho os seus colegas engenheiros civis avaliavam de forma rotineira como incompetente, fosse contratado pelo Estado Português para fazer o projecto de uma grande ponte? Ou será que o combate à corrupção, que empobrece este país em milhares de milhões de euros, é menos importante do que a construção de uma ponte ?

No contexto supra entendo pertinente recordar uma afirmação anterior, de 29 de Setembro, quando escrevi que se o juiz negacionista foi expulso então o juiz que deixou fugir o Rendeiro o deveria também já ter sido https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/qual-e-o-nome-do-juiz-que-deixou-fugir.html

PS - Quem também hoje descreve de forma implacável o juiz Ivo Rosa é o Director da revista Sábado que afirma que ele não é bem um juiz mas apenas "alguém capturado pelo seu próprio ego". 

Aditamento em 20 de Outubro - Atento o que acima escrevi a mim não me causa qualquer supresa o artigo onde hoje se diz que o juiz Ivo Rosa provocou uma queda abrupta na confiança nos tribunais https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/ivo-rosa-provocou-uma-queda-abrupta-na-confianca-nos-tribunais

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Uma já saiu do armário agora só faltam as mais conhecidas

 


Na sequência do post acima, onde logo a abrir se menciona o nome de alguns traficantes milionários, li com bastante satisfação o artigo recentemente publicado no Diário de Noticias, onde uma Portuguesa reconhece de forma corajosa os privilégios de ter sido descendente de um traficante de escravos.  https://www.dn.pt/sociedade/portuguesa-conta-sem-rodeios-a-historia-da-familia-que-traficou-escravos-em-angola--14202314.html 

Resta agora que os descendentes daqueles traficantes mais bem sucedidos e que mais facturaram nesse tráfico, também tenham a humildade de vir a terreiro admitir que a fortuna da família foi construída com muito sangue de escravos, já que muito estranhamente (e também muito cómodamente) os historiadores deste país evitaram, durante muito tempo, incomodar as referidas famílias com estudos exaustivos sobre essa matéria.