quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Evaluating researchers (in a fast and robust manner) to maximize impact

 

https://www.youtube.com/watch?v=jZZ2-eNW77o

In a captivating YouTube presentation produced just a few months ago, accessible via the provided link above, Vladlen Koltun, Distinguished Scientist at Apple(formerly Chief Scientist at Intel, and previously a Professor at Stanford University from 2005 to 2013), elucidates how fast decisions can be made regarding the evaluation of researchers. 

Koltun's presentation, while extending beyond an hour, offers significant insights, particularly around the 12-minute mark and thereafter. During this segment, he asserts that traditional metrics, such as the number of publications and the impact factor of journals, are bad metrics that should never be used in the evaluation of researchers. This is due to the presence of low-quality papers within high-impact factor journals, and conversely, exceptional papers in low-impact factor journals. I had previously furnished evidence of this in a post dated January 21, 2020. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/the-journal-that-has-low-impact-factor.html

Beyond minute 22 Koltun unveils the findings from an extensive study, encompassing millions of papers. These results highlight a striking surge in hyper-authorship, particularly prevalent in Physics and Biology. This surge has rendered the conventional use of the h-index ineffective for researchers in these fields unless fractional allocation (h-frac) is used. The study shows that h-frac is a robust metric that outperforms other measures as a correlate and predictor of scientific awards. Naturally, it's evident that this serves as compelling evidence that Clarivate's Highly Cited list is inherently flawed, a fact underscored by recent research conducted this year by two researchers of Norway and Denmark. In fact, The aforementioned Koltun´s h-frac-related paper had already been mentioned in this blog in a post of May 9 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/the-best-performing-measure-in-terms-of.html

Around minute 50 Koltun addresses the issue of publication inflation, a topic that has been previously discussed in this blog like in 2019 about a radical UCL proposal and again in 2021 regarding the problems associated with the deluge of scientific papers. Koltun clearly states that researchers should publish less and also asserts that metrics should play a pivotal role in mitigating publication inflation. 

PS - Check Vladlen Koltun webpage in here http://vladlen.info/

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Catedrático de Coimbra enxovalha alguns empertigados sanguessugas Lisboetas


"...Lisboa a alimentar a sua insaciável gula imperial, narcisicamente deleitada na fruição das suas pantagruélicas deglutições, sem cuidado, interesse ou solicitude pelo país de que se diz capital"

Acima um pequeno extracto de um artigo, hoje na página 9 do jornal Público, onde um conhecido catedrático da Universidade de Coimbra faz a vida negra aqueles que neste blogue foram comentados aqui. 

Há alguns anos atrás, em 2017, um outro catedrático da mesma universidade de Coimbra, tinha porém gasto muito menos latim para dizer algo não muito diferente, quando escreveu então que há mais de 40 anos que Lisboa anda a "chular" o orçamento de estado https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/um-elogio-ao-governo.html 

Os dois catedráticos acima referidos esqueceram-se infelizmente de dizer que Lisboa só se lembra do Interior do país quando se trata de aprovar projectos de exploração mineira, como se percebe pela recente febre mineira que tomou conta deste Governo moribundo, que de uma assentada aprovou 14 projectos de exploração de minas. Já a resposta das populações afectadas pelas mesmas só ser uma, inequívoca e nada meiga, mesmo que não possa haver maneira legal de impedir essas explorações mineiras, então no mínimo dos mínimos que se exija que a parasita Lisboa não possa beneficiar de um único euro das mesmas, pelo menos até que essas regiões consigam aproximar-se do poder de compra de Lisboa.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

A tese da professora de Harvard onde Portugal é excepção

  

Ontem o jornal Público continha uma muito interessante entrevista com uma professora da Universidade de Harvard, Directora de um programa sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade, que afirmou que os países onde não há confiança na ciência são também os países onde há falta de confiança no sistema politico. Tendo porém em conta que em Portugal a desconfiança no sistema politico nunca foi tão baixa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/portugueses-estao-fartos-dos-partidos.html então seria de esperar que no nosso país houvesse pouca confiança na ciência, o que não sucede como se percebe pela anormalmente elevada percentagem daqueles que se vacinaram contra a Covid-19, que até mereceu destaque num canal televisão dos EUA o que só pode significar que Portugal é uma excepção à tese supracitada. 

Tese essa que faz muito sentido em países como o Brasil onde a elevada falta de confiança nos cientistas anda de mão dada com um sistema politico corrupto, e isso apesar dos políticos Brasileiros serem melhor remunerados do que os políticos europeus https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/deputado-exige-reembolso-de-30000-euros.html

PS - A referida Professora tem vários livros que receberam um elevado número de citações, como por exemplo o livro "States of knowledge: the co-production of science and the social order" que está indexado na Scopus onde já recebeu mais de 2000 citações. 

Nature - Scammers impersonate guest editors to get sham papers published

 

"...scammers exploited the processes for publishing special issues to get poor-quality papers...into established journals. In some cases, fraudsters posed as scientists and offered to guest-edit issues that they then filled with sham papers." https://www.nature.com/articles/d41586-021-03035-y

In  In my perspective, the pivotal issue lies not in outright abolishing special issues but in actualizing what Elsevier foresaw as the inevitable future of scientific publishing. This foresight, as articulated by Richard Smith three years ago, foretells the imminent conclusion of the journal-centric epoch. Therefore, the focus should be on aligning our practices with this anticipated evolution rather than simply discarding special issues  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/the-first-15-bricks-in-scientific.html

domingo, 14 de novembro de 2021

Catedrático e Engenheiro Conselheiro Renato Morgado_O sucesso no séc. XXI exige um mínimo de rebeldia e de caos


Ainda sobre o post supra, acerca dos mais de 70 anos de inconseguimento da Academia Portuguesa, e a muito elucidativa frase do físico Carlo Rovelli "É preciso ser rebelde para se ser um cientista criativo” acho importante recordar um sucinto mas bastante interessante artigo, reproduzido abaixo, de título "Prevendo o futuro", artigo esse que foi publicado em 2018, na revista da Ordem dos Engenheiros, por um Membro Conselheiro, que também foi Professor catedrático na Universidade do Minho, onde ele escreve que o sucesso das organizações, no contexto actual em que a informação possui um valor quase nulo, requer um mínimo de rebeldia e caos. 

Mas como conseguirá a Academia Portuguesa alcançar o tal mínimo de rebeldia e de caos, defendidos no artigo do Engenheiro Conselheiro Renato Morgado, se o próprio Ministro Manuel Heitor, em Abril de 2017, afirmou que os investigadores não se queixavam o suficiente (leia-se eram amorfos) ?




A guerra entre universidades

 


Depois do vergonhoso negócio da inflacção de notas do ensino secundário, vide post acima, que impunemente permitiu e ainda continua a permitir a muitas familias ricas deste país colocarem os seus acomodados filhinhos em cursos de medicina, chega-nos agora a inflação de notas nas universidades, como dá conta o artigo no link abaixo, onde se revela que há universidades que inventaram esquemas para inflacionar as notas dos seus alunos 

Uma coisa é certa, no final vai acontecer rigorosamente o mesmo que aconteceu no ensino secundário, absolutamente nada, porque se o Ministro Heitor já tinha afirmado que a inflação de notas no acesso ao ensino superior não era um assunto relevante não irá agora dizer coisa diferente e também porque é preciso não esquecer que estamos no país onde as ilegalidades compensam https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/07/o-pais-indecente-onde-as-ilegalidades.html

PS - Não constitui qualquer supresa que a inflação de notas supra referida tenha motivado uma guerra somente no curso de Direito, que é aquele curso que dá acesso à segunda carreira mais bem paga da função Pública, logo a seguir à diplomacia, sendo por isso pertinente recordar a pergunta que foi feita neste blogue há alguns meses atrás:

Governo prefere desperdiçar dinheiro a gastar na saúde ou a aumentar pensões miseráveis



O tal artigo sobre as valorizações astronómicas de terrenos agrícolas superiores a 2000%, do semanário Expresso que foi mencionado no post acima, não foi o único artigo causador de espanto. Havia também um outro artigo sobre como o Estado Português gasta dezenas de milhões de contos a despejar areia em praias, leia-se deitar dinheiro literalmente para a água:
2783 milhões de metros cúbicos na zona do Porto, 
5500 milhões de metros cúbicos na zona de Lisboa 
10406 milhões de metros cúbicos na zona do Algarve
12079 milhões de metros cúbicos na zona de Aveiro

Segundo o artigo só há três países na Europa que gastam mais dinheiro do que Portugal a encher praias, são eles a Holanda (por óbvios motivos), a Alemanha e a Espanha, porém se tivessem analisado esse gasto em percentagem do PIB facilmente concluiriam que Portugal é o campeão europeu no que respeita a gastar o dinheiro dos contribuintes a encher praias com areia. 

Esse artigo porém a mim não me supreendeu absolutamente nada porque já por diversas vezes critiquei esse desperdicio de verbas públicas, pois um país que não tem dinheiro para financiar o SNS e paga pensões de 275 euros não pode dar-se ao luxo de gastar dezenas de milhões de euros em praias https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/desperdicar-milhoes-de-euros-dos.html

sábado, 13 de novembro de 2021

Expresso - Terrenos agrícolas valorizam mais de 2000% devido a elevada procura dos fundos internacionais

 
Eu até posso perceber que a procura por fundos internacionais tenha levado os terrenos agrícolas deste país a valorizarem-se bastante, como hoje se pode ler num artigo publicado na secção de Economia do Expresso (páginas 18 e 19), já me custa muito mais a perceber que seja logo na região de Tavira que os terrenos agrícolas tenham aumentado 2400% na última década, vendendo-se agora um hectare por 120.000 euros, (o valor mínimo por hectare de 30.000 euros é revelado para o Alentejo) na justa medida em que como se comentou neste blog em 2019, o Algarve será precisamente a primeira região deste país a tornar-se num deserto https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/desertoa-nova-realidade-do-sul-de.html 

An innovative and radical solution to tackle the crisis in peer reviewing

 

A few years ago, professors Owen Petchey and Jeremy Fox coined the term "cheats" to highlight a growing issue in academia—scientists who accumulate a large number of co-authored publications without reciprocating with an adequate amount of peer reviewing. This practice, they argue, places an undue burden on other researchers to conduct the essential task of reviewing. In response to the ongoing crisis in peer reviewing, a recent article in Times Higher Education suggests a radical solution: journals should implement a policy of automatically rejecting submissions from authors who have published significantly more papers than they have provided peer reviews for  https://www.timeshighereducation.com/opinion/publishing-more-they-are-reviewing-reject

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Novo Acórdão do Tribunal Constitucional protege os sádicos torturadores de animais

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/o-supremo-descaramento-de-uma-casta.html

Já não bastava que a tal casta (cujas mordomias os contribuintes são obrigados a sustentar) que foi mencionada no post acima há pouco tempo tenha insultado milhões de Portugueses ao terem escrito que é insuportável viver fora de Lisboa e agora os mesmos acabam de brindar o país com mais uma pérola escabrosa absolutamente incompreensível, que defende que a lei que criminaliza os torturadores de animais não é constitucional e logo não produz quaisquer efeitos na ordem juridica, é como se não existisse https://www.publico.pt/2021/11/12/sociedade/noticia/tribunal-constitucional-machadada-lei-maus-tratos-animais-companhia-1984617

Ou seja se alguém tiver a tara de torturar animais esse acto hediondo não pode ser criminalizado em Portugal.  Já se sabia que a Constituição deste país protegia os corruptos, o que era abundantemente evidente pelo facto de terem sido declaradas inconstitucionais todas as tentativas que tentaram criminalizar o enriquecimento ilicito (a maioria das 22 tentativas tiveram sempre o voto contra do PS, as poucas que escaparam encontraram pela frente os juizes do Tribunal Constitucional que sem surpresa também sempre votaram contra) e agora fica-se a saber que a mesma Constituição também protege os sádicos e até mesmo aqueles sádicos violentos cuja satisfação sexual é obtida com a tortura de animais. Esses tarados devem hoje estar em grande festa aproveitando para torturar mais uns quantos. Restando por isso apenas saber quanto tempo levará a que essa noticia se espalhe e haja sádicos de outros países a emigrarem para Portugal para poderem torturar animais à vontadinha sem que ninguém os possa incomodar. 

Mas se até a Rússia, mandou para a cadeia duas adolescentes psicopatas, Alyona Savtchenko e Alina Orlova, fotos acima, que se filmaram a torturar quase duas dezenas de cães e gatos até á morte, tendo espancado, estripado e crucificado os mesmos https://www.holidogtimes.com/the-2-sadistic-teens-who-filmed-themselves-torturing-and-killing-animals-were-just-found-guilty/ então só pode concluir-se que a Constituição da Rússia é muitíssimo menos complacente com os sádicos violentos do que a Constituição Portuguesa, o que significa que é absolutamente urgente adaptar a nossa Constituição ao século 21 expurgando-a de tudo aquilo que protege os sádicos e também daquilo que protege os corruptos que há muito andam a empobrecer Portugal.