quarta-feira, 2 de outubro de 2019

"tipping point” with life-saving drugs becoming useless.”

Ainda sobre isto aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/quem-e-contra-carne-de-vacae-o-mundo-da.html onde ficamos a saber que o engenheiro Eduardo Manuel Drummond de Oliveira e Sousa, possui um profundo conhecimento sobre os hábitos do “mundo da droga”,  seria bom que o mesmo engenheiro pudesse dizer algo útil sobre as drogas utilizadas na sua área de especialidade de que se falou recentemente aqui  https://www.theguardian.com/environment/2019/sep/19/superbug-hotspots-emerging-in-farms-across-globe-study  e mais importante seria que o mesmo pudesse garantir que a recente noticia sobre drogas que se fala no link abaixo não é verdadeira:
“Nineteen untreatable superbugs have been discovered in the last decade, government experts have revealed, as they warn of an approaching “tipping point” with life-saving drugs becoming useless.”





Mistérios bibliométricos da excelência na Universidade Católica


Sobre aquilo que foi escrito aqui  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/reitora-da-catolica-ataca-presidente-da.html é relevante tentar perceber como compara a unidade de biotecnologia da UCatólica, CBQF, com outras de biotecnologia de outras universidades. Uma pesquisa na base Scopus desde 2010, revela que por exemplo a UMinho produziu 10 vezes mais publicações na área da biotecnologia do que a unidade da Universidade Católica e mesmo quando a comparação é feita com unidades de outras universidades públicas a da UCatólica não lhes consegue levar a melhor. 

Mais interessante e mais significativos porém são os resultados do tal estudo bibliométrico levado a cabo pelo Elsevier na última avaliação de unidades, que avaliou diversos parâmetros e onde se pode perceber que no rácio “citações/artigo” a unidade de biotecnologia da Universidade Católica (CBQF) aparecia somente em 5º lugar num grupo de sete unidades, e pior ficou quando se analisou o rácio citações/investigador ou o rácio publicações 1% mais citadas/investigador sendo que em ambos os indicadores aquela unidade desceu para o 6º e penúltimo lugar da sua área, algo muito difícil de entender num laboratório Associado.

Ou seja depois dos contribuintes Portugueses terem injectado uma elevada quantidade de dinheiro nesta unidade de investigação, por conta do seu estatuto de Laboratório Associado que lhe foi atribuído em 3 de Dezembro de 2004, durante o Governo do Santana Lopes, e isto quando a unidade CBQF, produzia anualmente apenas entre 20 a 40 artigos indexados na base Scopus. Só aqui https://www.fct.pt/apoios/unidades/las# recebeu mais de 1 milhão de euros, 25.000 euros/investigador (estranhamente a FCT não disponibiliza valores para anos mais recentes) pelo que o resultado do tal estudo bibliométrico, em termos de impacto científico, quando cruzado com o valor do investimento público é absolutamente decepcionante.

É por isso no mínimo bizarro que na presente avaliação da FCT (que o catedrático jubilado José Ferreira Gomes apelidou de concurso de beleza por não ter sido complementada com indicadores bibliométricos) esta unidade tenha sido classificada com Excelente, a que não será alheio o famoso e muito oportuno (leia-se milagroso) projecto de 50 milhões com a tal empresa Americana referido no post anterior e onde o AICEP entrou com um volumoso investimento.  

P.S – Abaixo link para o artigo do catedrático jubilado Ferreira Gomes acima mencionado:
“...os resultados foram tão extraordinariamente positivos que se torna inevitável constatar que algo não bate certo”.

“fachidiot” da engenharia__Parte 2



Ainda na sequência do que se escreveu há algumas semanas atrás no post acima
vale a pena a leitura de um artigo ontem no jornal Público relativo a uma entrevista a um responsável da Universidade de Carnegie Mellon, James Garrett, que é engenheiro civil de formação: 

Na Engenharia Civil em Portugal, a música é porém muito distinta, como se constata por exemplo no Mestrado em Engenharia civil da Universidade de Lisboa, que é aquele onde ingressam mais alunos nesta área, Mestrado esse onde há ZERO unidades curriculares da área das ciências sociais e das humanidades, talvez porque sempre assim foi no passado e portanto não há necessidade de mudar, até porque isso seria na lógica (acéfala) da "academia das capelinhas" (Aguiar-Conraria da UMinho dixit em 17-07-2019) entregar o "ouro ao bandido" (leia-se partilhar carga lectiva com outras áreas científicas, os inimigos) como fazem aqueles "ingénuos" no curso de Engenharia Civil da UCBerkeley, que aparece no topo desta lista, onde ter aprovação em seis unidades curriculares dessas áreas é requisito obrigatório https://engineering.berkeley.edu/academics/undergraduate-guide/degree-requirements/humanities-and-social-sciences

Não certamente por acaso o primeiro capítulo do livro no link abaixo, a publicar brevemente,
https://www.elsevier.com/books/bio-based-materials-and-biotechnologies-for-eco-efficient-construction/pacheco-torgal/978-0-12-819481-2 faz referência a uma proposta de “modernização” da estrutura do curso de engenharia civil para entre outras coisas também reflectir a necessidade mencionada pelo James Garrett. 

Quanto mais não seja porque não conseguir ultrapassar a herança “calculistica” que é basicamente um tributo à herança da Escola Francesa de Engenharia do Séc.19constitui-se como uma estratégia muito duvidosa, para combater uma permanente perda alunos que se tornou crónica neste curso, nos últimos cinco anos e tão pouco se pode afirmar que é uma brilhante forma de enfrentar os complexos desafios de um futuro muito incerto que se avizinha, vide apresentação do Prof. Bendell em 13 de Maio deste ano em Bruxelas sob o título "Because it’s not a drill: technologies for deep adaptation to climate chaos

Blog Pacheco-Torgal__impacto internacional ao fim de duas semanas


Se como se escreveu aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/blog-pacheco-torgalbalanco-internacional.html  ao fim da primeira semana a percentagem de visualizadores fora de Portugal ultrapassou ligeiramente os 30%, ao fim da segunda semana essa percentagem já subiu para 50%, e isso apenas com uma dezena de posts em língua inglesa. E se é verdade que os Estados Unidos e o Reino Unido continuam a dominar o topo entretanto a Índia já relegou a Alemanha para quarto lugar.

The childish racist, the activist and scientists as magic garbage cleaners


The racist Jeremy Clarkson (behavior for which he had to apologize and pay one hundred thousand pounds compensation) recently made a few moronic comments about Greta Thunberg. https://www.insider.com/top-gear-jeremy-clarkson-greta-thunberg-shut-up-2019-10

Bear in mind that this is the same Jeremy Clarkson who had already publicly apologized to former Prime Minister Gordon Brown, and also made public apologies for homophobic comments, and once again also made public apologies for mistaken someone by a IRA leader. Which is no doubt a clear proof of childish behavior, because it is children who repeatedly screw up and then rush to apologize.

Concerning the Planet's environmental problems, the “professional apologizer” Jeremy Clarkson believes in a childish philosophy. One that advocates, let us pollute (read as let us play) at ease and then call the adults (read as scientists) to clean up the crap. It seems that in his childish mind scientists are just like Harry Potter having magical powers and being able to clean just about everything. 

terça-feira, 1 de outubro de 2019

O racista infantil, a activista e os cientistas limpadores


No jornal Observador ficaram muito excitados pelo facto de um racista (comportamento pelo qual teve de pedir desculpas públicas e ainda pagar uma indemnização) de nome Jeremy Clarkson, ter andado recentemente a bolsar umas inanidades sobre a Greta Thunberg https://observador.pt/2019/09/30/acido-jeremy-clarkson-arrasa-greta-thunberg/

Convém ter presente que se trata do mesmo Jeremy Clarkson que também já tinha pedido desculpas públicas ao anterior Primeiro-Ministro Gordon Brown, e voltou a pedir desculpas públicas por comentários homofóbicos, e desculpas públicas pediu novamente quando disse erradamente que uma certa pessoa era um líder do IRA, o que faz prova cabal de comportamento infantil, pois são as criancinhas que repetidamente fazem asneiras e depois pedem desculpas. Só mesmo no Observador, onde também escreve aquele padreco da Opus Dei, que diz que os animais não podem ter direitos porque são estúpidos (assim decretando do alto da sua sabedoria que o S.Francisco de Assis era parvo), é que podiam dar crédito ao que diz um “adulto” que passa a vida a pedir desculpas públicas.

No que respeita aos problemas ambientais do Planeta o “desculpador profissional” Jeremy Clarkson é apologista da mesma filosofia de um conhecido politico Português comentada aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/paulo-portas-confia-nos-cientistas-para.html
algo que não deveria constituir surpresa pois trata-se de uma filosofia infantil aquela que defende deixem-nos poluir (leia-se brincar) à vontade e depois chamem os adultos (leia-se cientistas) para limpar a porcaria.

Já sobre a rematada hipocrisia dos que criticam a jovem Greta Thunberg por ter faltado à escola, partilho da mesma opinião da Joana Amaral Dias:
“Fosse a adolescente Greta um puto...a fazer tudo pelo desporto rei, a relegar a escola para trás, a fazer centenas de quilómetros semanais aos 10 anos para treinar, a deixar a família aos 12 para jogar e a ser contratado por milhões...seria elevado a símbolo nacional, modelo para a juventude, herói ..”



“Concursos à revelia da Lei” com a benção do Ministro Heitor



O jornal Público relembra hoje que dez anos passados da meta consagrada em letra de lei que determinava que entre 50% e 70% dos professores universitários deveriam ser Associados ou Catedráticos (como sucede lá fora em universidades do primeiro mundo) nenhuma universidade em Portugal consegue respeitar essa meta, a percentagem anda nos 20% e por estranho que pareça têm vindo a diminuir. 

Importa porém esclarecer que o título do artigo supra é falso porque o topo da carreira corresponde somente à categoria de Catedrático e só 7% dos docentes universitários estão nesta categoria. A categoria de Associado não faz parte do topo em nenhuma universidade do primeiro mundo, a não ser na cabeça da jornalista Clara Viana, autora deste artigo.   

Entretanto há poucos meses atrás e alegadamente seguindo uma sugestão do Conselho de Reitores-CRUP, o Governo aprovou uma aberração legal que dita que as instituições do Ensino Superior podem abrir concursos, a que não podem concorrer candidatos externos, nem tão pouco podem concorrer candidatos internos, que não estejam nessa instituição há pelo menos 10 anos.

Isto é, que o candidato que lá esteja há 5, 6, 7, 8 ou 9 anos tenha um currículo muito superior ao candidato que lá está há 10 anos isso é absolutamente irrelevante. Algo que jamais poderia suceder em universidades do primeiro mundo lá fora. 

Mais valia por isso que não perdessem tempo com esses vergonhosos pseudoconcursos e nomeassem logo os tais candidatos, com mais de 10 anos, na categoria superior, como foi feito há algumas dezenas de anos, atrás com os famosos catedráticos decretinos.

Ao jornal Público o Presidente do CRUP justifica-se sobre a referida aberração dizendo que é uma forma de “desbloquear um problema grave” ou seja ficamos assim a saber que a violação do princípio Constitucional do mérito não constitui para o Presidente do CRUP um problema muito mais grave.  

Ou talvez a violação repetida e institucional desse mesmo principio, seja afinal a justificação para a aberrante proposta e a sua aprovação na Assembleia da República pelos nossos muito meritórios deputados. Relembre-se que um ex-Reitor disse que esta era uma medida que iria reforçar o compadrio nas universidades, o que diz tudo da bondade da mesma. 

The greedy gene and the Greedy Awards



Continuing the discussion initiated in the preceding post regarding the actions of the excessively wealthy individuals striving to evade the repercussions of the imminent climate crisis, it is noteworthy to highlight a recent study conducted by researchers from the Netherlands. The study encompassed nearly 4000 individuals across three countries—USA, Belgium, and the Netherlands. The findings suggest a correlation between greed and a higher likelihood of engaging in unethical behavior, even to the extent of breaking the law. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0191886918305130  

Moreover, while it is comprehensible to vilify individuals such as radical Islamists and those on the far-right in Europe who propagate hatred, a comparable condemnation should logically extend to the widely known ideology of "greed is good" This ideology is no less pernicious; in fact, it holds a similarly ominous nature. It aligns with the sentiments articulated by Prof. Martin Reich, as previously discussed in this context https://www.kansascity.com/opinion/opn-columns-blogs/syndicated-columnists/article204794939.html

PS -  In the context mentioned above, please also refer to the paper titled "Greediest players in US healthcare “honored” in awards"
This year’s top spot went to Nostrum Laboratories chief executive Nirmal Mulye, who justified his company’s 400% price hike of … generic antibiotic that treats bladder infections, telling the Financial Times there was “a moral requirement to sell the product for the highest price” in order to reward shareholders” 

O gene ganancioso, a sustentabilidade do Planeta e os Óscares dos mais gananciosos

Ainda na sequência do que se escreveu sobre os gananciosos super-ricos que andam muito atarefados aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/enquanto-os-super-ricos-so-pensam-em.html é interessante constatar que Investigadores da Holanda estudaram recentemente quase 4000 pessoas em três países (EUA, Bélgica e Holanda) concluindo que as pessoas gananciosas são mais propensas a comportamentos menos éticos incluindo a violar a própria lei 
https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0191886918305130ne em Março deste ano alguém escreveu um post curioso sobre o gene ganancioso
“..The degree of greediness depends on the presence of one (or all) of these variants. For example, researchers have shown that extremely selfish and greedy people have a shorter version of the ruthless gene” http://genomeden.com/genetics-of-greed/

E se é compreensível reprovar e até diabolizar (os radicais islâmicos e outros da extrema-direita) que na Europa fazem a apologia do ódio, faria todo o sentido lançar o mesmo opróbrio sobre a famosa ideologia “greed is good” porquanto a mesma não é menos nefasta, muito antes pelo contrário. 

É a mesma ideologia de que o Prof. Martin Reich falou aqui https://www.kansascity.com/opinion/opn-columns-blogs/syndicated-columnists/article204794939.html   e que entretanto já tornou o seu autor famoso com direito inclusive a um  Óscar com o nome dele:

Greediest players in US healthcare “honoured” in awards
“This year’s top spot went to Nostrum Laboratories chief executive Nirmal Mulye, who justified his company’s 400% price hike of...antibiotic that treats bladder infections, telling the Financial Times there was “a moral requirement to sell the product for the highest price” in order to reward shareholders”
https://search.proquest.com/openview/7ce793532886e4f1b70f019ecc63f77b/1?pq-origsite=gscholar&cbl=2043523

Climate crisis, naive youth activism and (the unavoidable) eco-terrorism


It reflects a deficiency in intelligence or, at the very least, a lack of common sense when individuals dismiss numerous well-founded warnings and projections. Some continue to engage in frivolous activities like singing and dancing without recognizing the irony that those (billionaires) who can afford such "luxuries" are extremely preoccupied with self-preservation.  https://onezero.medium.com/survival-of-the-richest-9ef6cddd0cc1 This disconnect highlights a failure to grasp the gravity of the situation and a misguided prioritization of personal pleasures over acknowledging the pressing concerns that surround us.

A few days ago, someone commented on young Greta Thunberg's impassioned UN speech, predicting that things are going to be really bad. Of course, things will be really bad not because of the young Swedish but rather because it has perpetually been a perilous assumption for affluent nations to believe they could persist indefinitely in their harmful practices with impunity and devoid of consequencesThis extends beyond just greenhouse gas emissions; it also involves the hazardous practice of exporting toxic waste to economically disadvantaged countries https://www.policycenter.ma/blog/running-risk-turning-planet-garbage-dump#.XZCnhFVKhdg

The irony lies in the fact that it may well be the youth in affluent nations who take actions that their counterparts in third-world countries either cannot or choose not to undertake. However, the disheartening aspect has yet to fully manifest. When these young individuals come to the realization that skipping classes, protesting, and occupying streets yield minimal impact, some among them, especially the less inclined towards peaceful means, may lean towards radicalization, potentially resorting to eco-terrorism https://global4cast.org/2019/04/eco-terrorism-is-a-matter-of-time/

P.S - In the aforementioned context check the paper published in the Elsevier journal "Aggression and Violent Behavior," whose subsection 2.3, delves into the phenomenon of radical eco-terrorists  https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1359178917302859

Update on December 29, 2019 -  For further insight check also the post titled "Do third-world countries have the right to engage in retaliatory attacks against rich countries as an act of self-defense?https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/are-third-world-countries-entitled-to.html