terça-feira, 5 de outubro de 2021

Emeritus Professor Terry Young: Academics’ time would be far better spent on assessment, curation and mentoring


Within the framework of the article published today on Times Higher Education by Emeritus Professor Terry Young (link provided above), it becomes apparent that universities are poised to play a crucial role in curating and validating research conducted in the corporate sector. 

The rationale behind this is straightforward: universities have relinquished the monopoly on research, with approximately 200 companies generating 40% of global research output. Furthermore, the challenge lies in establishing trust in corporate research results, particularly when negative outcomes could have severe implications, potentially leading to bankruptcy. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/the-university-of-future.html

Continuing the discussion on curation and assessment, it is worth recalling a 2019 paper authored by a Full Professor at Stanford. This paper meticulously analyzed nearly 50 unicorns, including the infamous case of Theranos fraud: “Highvaluation companies that publish little or nothing in the peerreviewed literature may still have patents related to their products. One may argue that patents undergo rigorous evaluation. However, patents do not offer the same level of documentation as peerreviewed articles. For example, Theranos had over 100 patents, but these were unable to supplant the vacuum in their evidence....when a team of investigators used the Theranos technology to run 22 common lab tests versus the same tests run with other companies’ technologies, the problematic error rates became manifest.." https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/eci.13072

PS - Just within the last two days, Clarivate Analytics took a significant step by incorporating peer review history into the extensive repository of nearly 30 million author records within the Web of Science platform. This recognition underscores the vital importance of meticulous paper curation as an essential academic duty. Whether by coincidence or design, Web of Science has chosen to spotlight my personal profile as an exemplary case  https://publons.com/announcement/#your-review-contributions-in-web-of-science


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Portugal com excesso de publicações científicas e também de investigadores que não têm tempo para dormir


Ainda na sequência do post acima sobre a invulgar produção científica Portuguesa entre 2000 e 2020 e agora que faltam apenas três meses para concluir o ano de 2021, é possível confirmar que se nesses três meses restantes se mantiver o mesmo ritmo de produção dos primeiros nove então a produção no fim do corrente ano será aquela abaixo, onde se percebe que em 2021 a vantagem de Portugal sobre a Alemanha aumentou para 40%. 

Portugal.................3303 publicações/milhão de habitantes
Itália.......................2486
Alemanha..............2372
Estados Unidos.....2138
França...................1841 

O rácio entre a produção científica indexada na base Scopus para o ano 2021 e os 19418 investigadores doutorados integrados nas 348 unidades de investigação avaliadas no último exercicio dá uma média anual de 1,4 publicações indexadas/por doutorado, valor que para uma carreira de 40 anos dará um número médio total de 56 publicações indexadas. 

Que algum incansável investigador consiga produzir 100%, 200% ou até mesmo 300% a mais do que a referida média total até se pode entender, já é porém muito mais difícil de entender que haja, quem ainda por cima estando longe do fim da carreira, consiga (talvez por trabalhar quase 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano) ter uma produção científica que é 1000%, 2000%, ou mesmo 3000% superior ao referido valor médio total. Percentagens essas que fazem prova de uma aberração estatística que devia merecer mais atenção por parte da Academia. 

Se olharmos para os tais investigadores que nunca dormem, com mais de 1100 publicações indexadas, que representam um valor que é quase 2000% superior ao tal valor médio total de 56 publicações, constatamos que Portugal possui um rácio de investigadores que nunca dormem por milhão de habitantes que é o triplo do rácio da Alemanha e isto muito embora os investigadores Alemães não sejam conhecidos por serem preguiçosos nem muito menos burros, atentas as dezenas de prémios Nobel da ciência que os investigadores daquele país já receberam https://www.research-in-germany.org/en/research-landscape/nobel-laureates.html

Também a Finlândia possui um rácio que é metade do Portugal mas em contrapartida possui um rácio de prémios Nobel da ciência por milhão de habitantes que é o dobro do rácio do nosso país. A própria Noruega que não possui um único investigador daqueles que nunca dormem possui muito mais prémios Nobel na área da ciência do que Portugal. Mais curioso é o caso da França que possui 5 vezes menos investigadores que nunca dormem por milhão de habitantes do que Portugal embora possua largas dezenas de prémios Nobel da ciência. 

domingo, 3 de outubro de 2021

The Economist valida a controversa decisão do Reitor da Universidade de Coimbra

 


Depois do Reitor da Universidade de Coimbra ter ficado sem resposta perante as contundentes criticas, inclusive de ignorância, de um professor da Universidade do Porto, comentadas no post acima, eis que o último número da revista The Economist vem dar uma importante ajuda ao referido Reitor, com números que deixam poucas dúvidas sobre o elevado impacto carbónico dos bifes de vaca:
"Forgoing steaks may be one of the most efficient ways to reduce your carbon footprint" https://www.economist.com/graphic-detail/2021/10/02/treating-beef-like-coal-would-make-a-big-dent-in-greenhouse-gas-emissions

sábado, 2 de outubro de 2021

Seis livros cruciais para entender o futuro, pelo menos de acordo com o Presidente da YCombinator



De acordo com o presidente da YCombinator (a conhecida aceleradora de startups cujo valor global excede 300.000 milhões de dólares) o livro que foi mencionado no post acessível no link acima, é um dos seis livros cruciais para entender o futuro. Os outros cinco livros são: 

- Superforecasting
- The Undoing Project
- Warnings: Finding Cassandras to Stop Catastrophes
- Profiles of the Future: An Inquiry into the Limits of the Possible
- A Crack in Creation: Gene Editing and the Unthinkable Power to Control Evolution

Six books to understand the future according to the President of YCombinator



According to YCombinator’s President, the book mentioned in the post above is one of the six books essential for understanding the future  https://www.fastcompany.com/90656869/6-books-about-the-future-ycombinator

Another standout in this category is "Superforecasting: The Art and Science of Prediction" by Philip E. Tetlock and Dan Gardner. This fascinating work explores the nuanced art and rigorous science behind making accurate predictions, offering invaluable insights for anyone keen on understanding how to anticipate future trends and events effectively.

On the topic of forecasting, the image above, taken from the document linked below, offers a fascinating glimpse into Russia's foresight efforts. https://www.jstor.org/stable/pdf/resrep28788.pdf?acceptTC=true&coverpage=false&addFooter=false The image encapsulates an extraordinary historical narrative: the gradual yet transformative migration of the global economic epicenter from Asia to the Western world. This profound shift, which unfolded over a staggering 1,900 years, underscores the long-term dynamics of economic power distribution on a global scale.

Equally captivating, if not more so, is the recent and dramatic reversal of this trend. In little more than a century, the global economic center of gravity has swung back toward Asia. This rapid and unprecedented rebalancing is a testament to Asia's explosive economic growth and burgeoning influence in the international arena. It highlights the profound impact of modern globalization and technological advancement, reshaping the world's economic landscape.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Masoquismo académico__Parte 2

 


Ainda sobre o post acima em cuja parte final se pode ler: 
"...enquanto que actualmente os Professores universitários se aposentam com um rácio de pouco mais de 70% sendo porém que no futuro essa percentagem irá baixar para menos de 60%"
 
Convém ter presente a este respeito o relatório da Comissão Europeia, hoje mencionado no semanário Expresso, onde é possível ler que as percentagens futuras para Portugal são as seguintes até 2050 (o relatório possui projecções até 2070 na Tabela III.1.83: Gross replacement rate at retirement (old-age earnings-related public pensions, %): https://ec.europa.eu/info/publications/2021-ageing-report-economic-and-budgetary-projections-eu-member-states-2019-2070_en

2040................54,5%
2045................48,2%
2050................43,5%

Portanto quem começou a sua vida profissional como professor Universitário no ano 2000 ou depois dessa data já sabe o que o espera. Uma pensão muito inferior ao vencimento, pouco mais do que miserável, muito ao contrário da casta dos juizes com a sua inabalável percentagem de 100%. 

The 2021 Ageing Report: Projections for the EU Member States until 2070



In the excel file "Cross country tables" check Table III.1.83: Gross replacement rate at retirement (old-age earnings-related public pensions, %).  The gross replacement rate is defined as gross pension entitlement divided by gross pre-retirement earnings. 

For those that will retire by 2050, it would be better that they do not live in Latvia, Lithuania or Poland that have low replacement rates between 23 and 25%. Austria and Luxembourg have the highest rates above 50% in 2050. Spain, Latvia and Portugal are the countries that will lose the most from 2019 until 2070, more than 30% each while the European Union average loss is just 8.9%. 

Os mortos vivos que os contribuintes são obrigados a sustentar

 


Ainda na sequência do post acima é importante chamar a atenção para um artigo hoje no Público, da autoria da professora mais corajosa da universidade Nova de Lisboa, onde aquela escreve sobre as firmas Portuguesas que já morreram e se recusam a permanecer mortas:
"As empresas zombie...Estão mortas, mas alimentam-se do sangue (que é como quem diz, dinheiro), alheio para não morrerem (que é como quem diz, falirem).Uma empresa zombie vive de dívida...Uma empresa zombie é sempre má, mas estas que vivem de dinheiro dos contribuintes são ainda piores..."

O que ela não disse é que de acordo com um relatório da Comissão Europeia, Portugal é um dos países da Europa com mais empresas zombies 
file:///C:/Users/Admin/Downloads/jrc111915_jrc111915_jrc-oecd_fear_the_walking_dead_-_withpubsynumbers.pdf o que contradiz a tese daqueles, como a Presidente da ANI, que muito erradamente achavam que Portugal tinha das firmas mais inovadoras da Europa. Só se for no campeonato zombie. 

PS - E claro convém não esquecer aquela empresa pública que contratou o pior Swap do mundo https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/estado-portugues-paga-milhares-de.html


quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Qual é o nome do juiz que deixou fugir o Rendeiro ?

 

Há bocado na Assembleia da República a deputada Mariana Mortágua fez a importante pergunta cuja resposta milhões Portugueses querem conhecer, qual é o nome do juiz que deixou fugir o Rendeiro ? Só mesmo um juiz que viva no mundo da lua ou que tenha acabado de sair dos bancos da Faculdade é que podia acreditar que o referido banqueiro, habituado que estava ao conforto da Quinta Patino, iria calmamente aceitar passar vários anos na cadeia. Se o tal juiz negacionista, Rui Fonseca e Castro, está prestes a ser expulso da magistratura não se pode exigir menos relativamente ao juiz que deixou fugir o Rendeiro, já que foi o segundo e não o primeiro que hoje deixou vários milhões Portugueses incrédulos. 

O juiz que deixou fugir o Rendeiro não é porém o único culpado dos muitos problemas da justiça Portuguesa, importa também saber o nome dos juízes que autorizaram o banqueiro Ricardo Salgado a ir passar férias à Itália, dos juízes que mandaram prender o Rui Pinto, quase como se ele fosse o pior criminoso deste país, e já agora também quem foram os juízes, que de forma implacável aplicaram uma pena de prisão efectiva de três longos anos a uma inofensiva investigadora pelo crime de difamação, de juízes.  

Moral da história, difamar alguém (especialmente juízes) é um crime terrível que deve merecer toda a dureza da lei, já fazer desaparecer milhões (no caso do Rendeiro estamos a falar de 700 milhões) é um crime de menor gravidade que a justiça trata com paninhos quentes. Os primeiros culpados deste estado de coisas não são no entanto exclusivamente os juízes, que bem vistas as coisas na maior parte dos casos se limitam a aplicar a lei, mas antes os deputados que aprovaram um Código Penal, absolutamente indecoroso, amigo dos criminosos de colarinho branco e também muito amigo de advogados gananciosos, porque permite a estes últimos que facturem à grande e à Francesa por conta de um número quase infinito de recursos, pagos convém lembrar, com dinheiro das fraudes e da corrupção https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/o-bilionario-portugues-e-o-parlamento.html

Curiosamente em Novembro de 2020 já tinha escrito num post de título "Código Penal incentiva as grande burlas" sobre o que fará neste país qualquer vigarista minimamente inteligente: 
"...sacar o máximo de milhões possível e depois ir fazer umas longas férias para um país que não tenha acordos de extradição com Portugal, até que o crime prescreva (10 anitos), altura em que pode voltar novamente para Portugal sem risco de ser incomodado pela justiça" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/codigo-penal-portugues-incentiva-as.html

Como bem escreveu o Director da revista Sábado, em 30 de Maio, isto já se tornou insuportável https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/a-insuportavel-impunidade-de-uma-casta.html  resta apenas saber quando acabará de vez a paciência dos Portugueses. Uma coisa é certa desenganem-se aqueles que ingenuamente acham que o pior que pode suceder é o crescimento eleitoral do partido do André Ventura. Há coisas muito piores, como bem se percebe pelo que acontece na Alemanha, onde grupos de neonazis (que não se preocupam minimamente com votos mas sim em matar e já contam no currículo com 11 mortos e 13 tentativas de assassinio) já se andam a preparar para o colapso da democracia https://www.publico.pt/2021/09/21/mundo/reportagem/luta-neonazis-aldeia-aldeia-1978279 e aquilo que já hoje é uma realidade na Alemanha, pode muito bem vir a ser amanhã também a realidade Portuguesa, pela simples razão que é em Portugal e não na Alemanha que existe um sistema eleitoral viciado, onde os votos no PS e no PSD valem muito mais do que os votos nos outros partidos e onde centenas de milhares de votos valem zero (significando isso que neste país há votantes de 1ª, 2ª e 3ª classe) e é também em Portugal e não na Alemanha que existe uma casta abjecta que há muito tempo rouba com absoluta impunidade.  


Young people's voices on climate anxiety, Government betrayal and moral Injury

 

"This study offers the first large-scale investigation of climate anxiety in children and young people globally and its relationship to government response. We surveyed 10,000 young people...in ten countries. Data were collected on their thoughts and feelings about climate change, and government response. Respondents were worried about climate change (59% very or extremely worried, 84% at least moderately worried). Over 50% felt sad, anxious, angry, powerless, helpless, and guilty. Over 45% said their feelings about climate change negatively affected their daily life and functioning, and many reported a high number of negative thoughts about climate change. Respondents rated the governmental response to climate change negatively and reported greater feelings of betrayal than of reassurance" https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3918955

In the inaugural post of this blog dated September 18, 2019, I referenced a significant essay by Professor Bendell titled 'Deep Adaptation: A Map for Navigating Climate Tragedy.' In this work, Professor Bendell challenges the notion of despair as solely detrimental, dismissing it as paternalistic. He asserts that despair can serve as a crucial step in comprehending and responding to an overpowering reality, such as the climate catastrophe. This sense of despair might catalyze a transformative shift among the youth in affluent nations, prompting those with a high carbon footprint to transition from being contributors to the problem to becoming active participants in the solution. 

PS - Let´s just hope the aforementioned despair does not lead to radicalization and eco-terrorism actions https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/climate-crisis-youth-movements-and-eco.html