sábado, 30 de outubro de 2021

A podridão na justiça Portuguesa não conhece limites



Já não bastava que quase 70% dos condenados por pedofilia apanhem pena suspensa, vide link acima,  já não bastava que mais de 90% dos condenados por corrupção apanhem uma pena de cadeia suspensa,  já não bastava a suprema incompetência (e vergonha) da justiça não ter retirado o passaporte ao Rendeiro e não ter sido capaz de o impedir de vender quadros penhorados, já não bastavam as bizarras e incompreensíveis decisões daquele juiz (que quase 200.000 Portugueses querem ver fora dos tribunais),  já não bastava haver magistrados que se dedicam a perseguições e à extorsão de cidadãos honestos como denunciou há não muito tempo um Conselheiro de Estado, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/conselheiro-de-estado-denuncia.html  já não bastava que um ex-deputado do PS (Ricardo Rodrigues) condenado por roubo tenha sido nomeado para o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscal, já não bastava que um deputado do PS e advogado (Manuel Gameiro) que foi condenado por ter ficado com quase 50.000 euros de um cliente,  tenha sido escolhido para o Conselho de Fiscalização do Sistema Integrado de Informação Criminal,  já não bastava que tivessem convidado este inacreditável individuo para avaliar candidatos a magistrados e hoje fica-se também a saber pelo semanário Nascer do Sol, que também convidaram para avaliar candidatos a magistrados, um individuo que conta no currículo com uma condenação de quase 15 anos de cadeia por terrorismo ! https://sol.sapo.pt/artigo/751345/antigo-bombista-das-fp-25-avaliou-candidatos-a-juizes-e-a-magistrados-do-mp

Que tipo de candidatos é que um condenado por terrorismo acha que são os mais indicados para a magistratura? Será que são juízes como o Ivo Rosa que proibiu a Judiciária de fazer escutas a suspeitos de terrorismo e não contente com isso até mandou libertar suspeitos de terrorismo?  Quanto tempo faltará para que convidem um condenado por pedofilia para avaliar candidatos a magistrados ? E se como parece ser abundantamente evidente que neste país ter cadastro se tornou sinónimo de um excelente currículo para ocupar cargos públicos, quanto tempo faltará para que a Presidência da República começe a atribuir condecorações aqueles que se destacaram no mundo crime, como por exemplo, com a atribuição da medalha para o campeão nacional da lavagem de dinheiro ou da medalha para o campeão nacional de burlas ou da medalha para o campeão nacional que abusou sexualmente do maior número de crianças ?

PS - Informa o referido semanário Nascer do Sol, que o tal condenado por ter sido membro de uma organização terrorista, que matou quase duas dezenas de pessoas, recebe vários milhares de euros por mês enquanto funcionário público no ISCTE, faz por isso sentido perguntar, como se sentirão os familiares daqueles que foram assassinados pela referida organização terrorista ao saberem que os seus impostos servem para pagar o vencimento desse individuo ? 

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Incompreensíveis, Inadmissíveis e Insuportáveis Incoerências carbónicas

 

Faz algum sentido que Portugal tenha sido o primeiro país do mundo a anunciar a neutralidade carbónica para 2050, como é referido na revista Visão desta semana, se depois vemos um Presidente da República a felicitar alguém que emite díóxido de carbono por desporto e também que o Governo Português tenha andado a desperdiçar o dinheiro dos contribuintes em desportos que são responsáveis pela emissão de milhões de toneladas de dióxido de carbono ? https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/um-espetaculo-criminoso-pago-com-o.html

O mais irónico é o facto dos adeptos os desportos motorizados (e muitos outros), pretenderem ignorar que não haverá neutralidade carbónica sem uma elevada taxa de carbono e que a mesma irá obrigar a um aumento do custo dos combustíveis fósseis, pelo que se é verdade que neste momento o custo dos combustíveis em Portugal é ditado em grande parte pelo peso de taxas e impostos, no futuro mesmo que houvesse uma eventual (mas pouco provável) redução dos mesmos não haveria uma redução do custo dos combustíveis devido ao expectável e inevitável aumento do valor da taxa do carbono. 

PS - Em Maio deste ano a tonelada de carbono atingiu os 50 euros e no entretanto e de acordo com o Financial Times  já chegou aos 65 euros https://www.ft.com/content/c1595f64-5a31-4e7b-bf98-9f5fcbb4e970 sucede porém que como deu conta a revista The Economist em Junho de 2020 o sector bancário já então andava a fazer testes de stress com um preço de carbono de 100 euros e o Governo do Canadá já antecipou subidas anuais do custo do carbono para atingir quase 150 euros no final dos próximos nove anos, já a nível europeu as estimativas apontam para uma tonelada de carbono a custar 180 euros em 2030,  mas pior do que isso há estudos anteriores, por parte do catedrático jubilado James K. Boyce, da universidade Massachusetts Amherst) onde se analisa um trabalho do Nobel Nordhaus, que apontam para a necessidade de valores do custo do dióxido de carbono muitíssimo superiores, num cenário de uma subida de temperatura de 2.5 ºC relativamente a níveis pré-industriais: "The price required to achieve the 2.5 °C maximum starts more than six times higher at about $230/mt CO2 in 2020, rising to about $1000 in 2050"

Peter Kalmus teaches incoherent scientists an important lesson

 


Addressing the inconsistency observed among scientists highlighted earlier, who passionately discuss the critical need to reduce carbon emissions yet fail to personally commit to this cause, it is essential to draw attention to the insights shared by NASA scientist Peter Kalmus. Kalmus emphatically declares that "the worst activity that can be done for the health of the Planet is to sit in a plane". 

On his personal page https://peterkalmus.net/about/ Peter Kalmus discloses a remarkable achievement: he successfully diminished his annual carbon footprint to a mere 2 tons. This notable accomplishment stands out, constituting only 10% of the average carbon footprint of a North American. Significantly, this achievement approaches the 1.6 tons/year threshold proposed for a sustainable lifestyle, as discussed by Jason Hickel in his paper titled "Is it possible to achieve a good life for all within planetary boundaries?" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/is-it-possible-to-achieve-good-life-for.html

Nevertheless, adhering to an annual threshold of 1.6 tons/year proves to be a formidable challenge, particularly given the consumption habits prevalent in affluent nations. Nevertheless, in theory, there exists the potential to offset carbon footprints through alternative avenues. One approach involves purchasing carbon credits from the billions of individuals in third-world countries whose carbon footprint significantly falls below the 1.6 tons/year benchmark. Another viable option, as demonstrated by Norway, entails financial contributions to prevent deforestation. Norway's initiative involved a payment of $24 million to Indonesia, effectively preventing the emission of 4.8 million tons of carbon. Remarkably, this equates to a cost per ton of carbon as low as $5.  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/the-economist-worlds-biggest-carbon.html

PS - In a recent publication, over a dozen scientists hailing from universities in the US, Canada, and the UK delved into climate scenarios extending beyond 2100 (many of the 140 million humans who were born in 2021 will still be alive beyond 2100). Their comprehensive analysis, detailed in the projections (https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/gcb.15871), paints a disconcerting picture. It foresees a substantial reduction in areas available for food production, underscoring the overwhelming evidence that sustaining a significantly larger population with a diminished food supply is unfeasible (being overwhelmingly evident that it is not possible to feed a much larger population with a much smaller amount of food). Furthermore, the study anticipates a shift, indicating that tropical regions will no longer be habitable for humans. This sobering conclusion echoes the foresight offered by Oxford Professor Raymond Pierrehumbert in 2019 "Heat stress could make half the planet uninhabitable for mammals outdoors"

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Universidade dá preferência a doutorados com atestado de patologia do foro mental



Somando a frase do físico Carlo Rovelli, mencionada no final do post acima com o tal estudo sobre a esquizofrenia e doença bipolar, envolvendo quase 12.000 familiares de professores universitários efectivos (com tenure) de universidades da Dinamarca (que foi objecto de um post neste blog há 2 anos) e ainda com o tal estudo de investigadores do Reino Unido, Holanda e Suécia, que correlacionou a esquizofrenia e o número de prémios Nobel de vários países e o qual foi publicado na revista Journal of Creative Behaviorserá que os concursos de selecção de professores universitários e investigadores não deveriam ter um critério que valorizasse os doutorados portadores de um atestado de patologia do foro mental ?

University gives preference to candidates with a certificate of mental pathology

 


Contemplating physicist Carlo Rovelli's insightful perspective, as referenced in the preceding discussion (see link above), alongside a significant investigation delving into the dynamics of schizophrenia and bipolar disorder within the familial circles of nearly 12,000 tenured professors in Denmark—previously explored in a blog post from two years prior—and further compounded by research conducted across the United Kingdom, the Netherlands, and Sweden. This research, published in the Journal of Creative Behavior, underscores a correlation between schizophrenia rates and the prevalence of Nobel Prize laureates across various nations. In light of these findings, should universities prioritize candidates for professorship who possess certifications reflecting experiences with mental health challenges?

Péssimo futuro para os 140 milhões de humanos nascidos no ano de 2021 e para os 140 milhões que vão nascer em 2022...

 

Um recente artigo com autoria de mais de uma dezena de cientistas de universidades dos EUA, Canadá e Reino Unido, o qual analisou cenários climáticos para além do ano 2100 (note-se  que muitos dos 140 milhões de humanos que já nasceram ou ainda vão nascer até ao final de 2021 ainda estarão vivos depois do ano 2100) revela que haverá uma grave redução das áreas disponíveis para a agricultura (sendo absolutamente evidente que não é de todo possível alimentar uma população bastante mais numerosa com uma quantidade de alimentos bastante menor) e também que as regiões tropicais deixarão de poder ser habitadas por humanos, uma área geográfica onde actualmente vivem mais de 1500 milhões de pessoas e que em 2100 terá mais de 2000 milhões.

PS - Trata-se de um cenário catastrófico que não é muito diferente daquele que já tinha sido previsto em 2019 por um conhecido cientista da Universidade de Oxford https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/o-cientista-que-afirma-que-metade-do.html

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

A esterilidade inovadora das empresas Portuguesas ou mais uma prova do desperdício de dinheiros públicos



Ainda na sequência do post acima onde se mostrou que foi uma péssima ideia despejar milhares de milhões de euros em créditos fiscais em empresas que se mostraram incapazes de transformar essas verbas em produtos inovadores é pertinente olhar para o recente artigo publicado na revista Scientometrics que analisou 1147 empresas de 54 países com publicações indexadas na Web of Science e que mostra que a Suiça, a Noruega e a Finlândia são os países onde as empresas tem mais publicações indexadas na Web of Science (vide Fig 1)  https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-021-04159-8 Portugal esse (não sem surpresa) não aparece no referido estudo ao contrário de países como o Chipre ou até mesmo o Brasil (cujo PIB/capita é apenas 30% do nosso) que lá aparece com 9 empresas.  

Recorde-se que de acordo com um Inquérito que foi tornado público em Agosto deste ano, pela Direcção Geral de Estatisticas da Educação e da Ciência sobre as empresas que anualmente gastam mais em investigação (que mais créditos fiscais recebem e que por conseguinte mais conseguem reduzir o valor dos impostos a pagar) se podem ler os seguintes e muito curiosos valores: 

Grupo NOS.....67 milhões (12 doutorados)
Altice...............59               (5)
Bial..................44               (60)
Banco BCP......33               (-)
Sonae..............24               (8)
GALP...............21                (-)
Banco BIC.......19                (-)
SECIL..............16                (4)

O Inquérito revela também que dezenas de empresas não deram autorização para que a sua informaçao fosse tornada pública, uma situação estranha que não deveria sequer ser permitida, porque quem quer receber créditos fiscais (leia-se subsidios, Aguiar-Conraria dixit) não deve poder recusar ser escrutinado publicamente, como condição para os merecer.  

PS - Recorde-se que o Governo da Suiça não dá créditos fiscais às empresas para actividades de investigação https://www.oecd.org/sti/inno/2498389.pdf e também não aceita que a compra de carros de luxo, como Ferraris, Lamborghinis ou outros, possa ser deduzida ao IRC como acontece em Portugal. E menos ainda aceita que o dinheiro dos contribuintes daquele país sirva para comprar Porsches, que é outra aberrante moda do nosso país  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/a-escola-profissional-que-abriu-um.html

Professores e investigadores de Engenharia em Portugal dominam decisões editoriais

 

Já se sabia que eram as Engenharias que apresentavam os melhores resultados nacionais no ranking Shanghai por áreas (ranking mundial que compara publicações, citações, colaborações internacionais e prémios e que é o único ranking que é mencionado no relatório "Europe – the Global Centre for Excellent Research"e agora fica-se também a saber, pela lista abaixo relativa aos Professores e Investigadores com mais de 100 decisões editoriais confirmadas, em revistas indexadas na Web of Science, da existência de uma predominância de quase 50% de professores e investigadores das diversas Engenharias, e isto apesar dos investigadores das Engenharias representarem apenas 16% do total dos 19418 investigadores doutorados existentes nas unidades de investigação que foram avaliadas pela FCT no último exercício. 

 
1.     1.     Jorge de Brito (ULisboa)..................Engenharia Civil
2.     Tony Almeida (UCoimbra)................Engenharia Electrotécnica
3.     Fernando Pacheco (UTAD)..............Geologia
4.     Teresa Rocha-Santos (UAveiro).......Ciências do Ambiente
5.     José Franco (ULisboa).....................Estudos Florestais
6.     João Oliveira (UNova)......................Engenharia Mecânica
7.     Cristina Silva (UCatólica)..................Biotecnologia
8.     F.Pacheco Torgal (UMinho)..............Engenharia Civil
9.     J.Ramalho-Santos (UCoimbra)........Bioquímica
10.   Artur Alves (UAveiro)........................Biologia
11.   Rafael Caldeirinha (IPLeiria)............Engenharia Electrotécnica
12.   César Vasques (IPV.Castelo)...........Engenharia Mecânica
13.   C. Nunes Silva (ULisboa).................Geografia
14.   Yang Ma (UCoimbra)........................Biotecnologia
15.   Carlos Chastre (UNova)...................Engenharia Civil
16.   Verónica Ferreira (UCoimbra)..........Ecologia
17.   Teresa Cunha (IPO Lisboa)..............Medicina
18.   Castorina S. Vieira (UPorto).............Engenharia Civil
19.   António Calado (UAveiro).................Biologia
20.   J.Valente de Oliveira (UALG)............Engenharia Informática
21.   Sónia Carabineiro (UNova)...............Biotecnologia
22.   Paulo Lourenço (UMinho).................Engenharia Civil
23.   José Duarte (UPorto)........................Medicina
24.   Cláudia Sarrico (ULisboa).................Gestão
25.   Mário Costa (ULisboa)......................Engenharia Mecânica
26.   J.Torres-Sospedra (UMinho).............Engenharia Industrial

PS - Ainda sobre a vantagem do desempenho das Engenharias face a outras áreas científicas convém recordar isto https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/portugalengenharias-produzem-maior.html

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Peter Kalmus, o investigador da NASA que ensina os cientistas incoerentes

 


Ainda sobre os cientistas incoerentes (leia-se hipócritas) mencionados no post acima, os tais que passam a vida a falar na importância da redução das emissões de carbono mas que não fazem o mínimo esforço para cumprirem a sua quota parte dessa obrigação, é pertinente relembrar as recentes palavras do cientista da NASA, Peter Kalmus, que afirma que "a pior actividade que se pode fazer para a saúde do Planeta é sentar-se num avião". O referido cientista revela na sua página pessoal https://peterkalmus.net/about/ que conseguiu reduzir a sua pegada carbónica anual para apenas 2 toneladas, um valor impressionante que representa somente 10% da pegada carbónica média de um Norte-Americano, e que fica próximo do tal valor limite de 1.6 toneladas/ano correspondente a uma vida sustentável, que foi mencionado no artigo do Jason Hickel, da Universidade de Londres https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/e-possivel-uma-vida-boa-para-todos.html 

Contudo um valor anual de 1.6 toneladas/ano (4kg de CO2/dia) é um valor bastante difícil de alcançar, pelo menos para os padrões de consumo que são a norma nos países ricos, porque basta que alguém coma o equivalente a 60 gramas de bifes por refeição para rapidamente esgotar esse valor (um cheese burger duplo leva quase 200 gramas de carne). https://www.economist.com/graphic-detail/2021/10/02/treating-beef-like-coal-would-make-a-big-dent-in-greenhouse-gas-emissions  

Não é por acaso que se diz que é preferível ter uma dieta de baixas emissões a ter uma viatura eléctrica. https://www.theguardian.com/commentisfree/2016/feb/22/solar-cars-vegan-diets-climate-change e também não foi por acaso que em 2019 o Michael Mann, director do Earth System Science Center na Pennsylvania State University se referiu à importância de evitar as viagens de avião e de reduzir o consumo de carne, que constitui uma das seis acções fundamentais enunciadas pela Aliança dos Cientistas a nível Mundial  https://www.scientistswarning.org/six-steps/

Infelizmente até mesmo o nosso país, que está longe de ser um país rico, soube-se recentemente que apresenta um consumo de carne muito superior aquele que seria desejável  https://www.publico.pt/2021/10/15/sociedade/noticia/portugueses-estao-comer-dobro-recomendado-forma-desequilibrada-1981217 Isto já para nem falar do péssimo desempenho de Portugal em termos internacionais no respeitante ao Overshoot day https://www.overshootday.org/newsroom/country-overshoot-days/

Porém, pelo menos teoricamente, há sempre a hipótese, de se comprarem créditos de carbono aos milhares de milhões de pessoas dos países do terceiro mundo cujo pegada carbónica é muito inferior ao tal valor de 1.6 toneladas/ano, ou de fazer o que fez a Noruega que pagou 24 milhões à Indonésia para impedir deflorestação, assim evitando a emissão de 4.8 milhões de toneladas de carbono, o que significa um custo por tonelada de carbono de apenas 5 dólares.  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/the-economist-worlds-biggest-carbon.html

PS - É claro que a forma mais eficaz de convencer as pessoas a reduzir a sua pegada carbónica não passa tanto pela publicitação de bons exemplos individuais como o do Peter Kalmus mas antes através de um imposto como aquele que foi mencionado neste blog num post de 11 de Março e num outro post mais contundente, de 11 de Agosto deste ano, onde inclusive se fez referência a um Imposto sobre o carbono das pessoas singulares-ICS  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/arrancar-forca-os-seus-confortaveis.html

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

von der Leyden´s dream came truth__ An innovative sustainable structural material was discovered

 


Since Ursula von der Leyden was so much worried about the carbon emissions of steel and Portland cement (post above) no doubt she will be very happy to hear about the recent discovery of a sustainable construction material that just made it to the cover of Science´s last issue.  The 3D-molded wood is six times stronger than the starting wood and comparable to lightweight materials like aluminum alloys. 

The bad news is that it may take several (or even dozens) years for this material to become widely used by the construction industry. Just look for what is happening to the alkali-activated based binders that aim to replace Portland cement but which after decades have yet to win over the construction industry 

As Provis and Van Deventer wrote in the introductory chapter of their 2009 highly cited book:
“a material that is well characterized but not used in the real world is in effect useless” 
so let´s hope that the new sustainable structural material will not remain useless for too long.