sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Controversial law that transforms precarious Post-Doc contracts into permanent positions approved

 

"Berlin’s legislature took a radical step to address the precarious employment situation that plagues many early-career researchers. It passed a law requiring universities to offer new postdoc hires a pathway to a permanent position"

It’s true that the recently approved law by the City-State of Berlin (see link above) is not without its flaws and will pose challenges in terms of budget compliance. However, it’s important to approach these challenges with a fresh perspective—one that isn't stuck in outdated thinking. This requires us to consider which sectors need to be stimulated in a knowledge economy, especially in the face of a looming climate crisis. This was echoed recently by the Executive Vice President of the European Union, Frans Timmermans, who expressed concern about the future his grandson—born in 2020—might face, potentially fighting for basic resources like water and food.

As for who will fund the controversial yet promising increase in post-doc positions, we must remember that Europe loses tens of billions of euros annually due to tax evasion. This is why Germany's relentless pursuit of tax evaders, even within the confines of the law, is understandable. If just 10% of this lost amount were recouped, it could fund nearly 300,000 permanent post-doc positions across Europe. This initiative is not only crucial for scientific advancement but also for Europe's economic recovery. And this statement didn’t come from a science enthusiast, but from the President of the European Central Bank, Christine Lagarde, at the World Economic Forum.

PS -  I won’t even need to mention the obvious: society desperately needs substantial measures to combat the growing cult of ignorance, which I commented on back on November 1st.https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/attenborough-versus-ronaldo-or.html

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

O catedrático Sobrinho Simões e a infalível receita educativa para NÃO fabricar excelentes investigadores

 

A primeira vez que ouvi alguém, com elevado prestigio académico, referir-se publicamente à importância primordial da formulação de questões, foi na pessoa do catedrático Sobrinho Simões, que no Palácio de Belém em Outubro de 2017 disse que "aquilo que distingue a espécie humana não é a capacidade de dar respostas mas a de fazer perguntas".

Depois disso foi também num livro de Julho de 2020 de um académico aposentado da Universidade de Melbourne, cujo primeiro capítulo é precisamente sobre a importância de fazer perguntas. Onde se fica a saber que o sistema educativo tradicional, que privilegia dar respostas e não fazer perguntas tem arruinado (leia-se tem desgraçado) o futuro de sucessivas gerações de estudantes, sendo o mais flagrante exemplo disso mesmo o "sucesso" dos estudantes Chineses (na China entendem que há apenas duas razões para justificar o comportamento dos alunos que tem o hábito de fazer muitas perguntas, ou são alunos burros ou são alunos dissimulados e velhacos que querem mostrar que o Professor não sabe a resposta) nos testes PISA que (sem surpresa) não encontra correspondência com o flagrante insucesso da mesma China em termos de prémios Nobel, que é a maior prova de um sistema de ensino que até foi bastante útil para a economia industrial do século 20, mas é absolutamente desadequado quanto a suprir as necessidades de uma economia do conhecimento o século 21. Sobre a flagrante falácia dos testes PISA vale a pena recordar um post de 2019 aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/pisa-best-students-in-world.html

Coisa bastante diferente e muito mais problemática são os inúmeros desafios que o futuro trará no que respeita à formulação de perguntas, como se percebe através das investigações da omnipresente (e quase omnisciente) google no respeitante a ensinar a inteligência artificial a fazer perguntas e mais recentemente através de resultados de investigações que aproveitaram a inusitada capacidade da inteligência artificial para formular hipóteses. https://www.scientificamerican.com/article/ai-generates-hypotheses-human-scientists-have-not-thought-of/

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Aprovada lei polémica que transforma contratos precários de investigadores Pós-Doc em contratos permanentes


"Berlin’s legislature took a radical step to address the precarious employment situation that plagues many early-career researchers. It passed a law requiring universities to offer new postdoc hires a pathway to a permanent position"

É verdade que a lei recentemente aprovada pela cidade Estado Berlin, vide link acima, não é perfeita e trará consigo muitos desafios desde logo o da cabimentação orçamental, porém é preciso olhar para o problema de uma outra forma, mais desempoeirada (leia-se menos fossilizada). E essa forma requer que nos interroguemos sobre que áreas de actividade é que se torna necessário estimular numa economia do conhecimento e ainda por cima num contexto de apocalipse climático, que leva a que até mesmo o Vice-Presidente Executivo da União Europeia, Frans Timmermans, recentemente se tenha mostrado preocupado quanto à possibilidade do seu neto, nascido em 2020, ter num futuro não muito longínquo de lutar contra outros humanos por água e comida. 

Já sobre saber-se onde é que a Alemanha e os restantes países europeus irão buscar dinheiro para sustentar a tal polémica mas virtuosa transição, é importante recordar que a Europa perde todos os anos largas dezenas de milhares de milhões de euros em fuga aos impostos (e é por isso que a implacável obsessão Alemã de perseguir os grandes evasores fiscais mesmo agindo no limite da legalidade e comprando listas com informação que foi roubada a bancos é a meu ver absolutamente compreensível e até bastante louvável atenta a magnitude do problema) o que significa que apenas 10% do referido e criminoso valor permitiria contratar de forma permanente quase 300.000 investigadores pós-docs na Europa e se eles fossem distribuidos de forma proporcional atenta a dimensão de cada país então a Portugal caberiam 4000 contratos permanentes para pós-doutorados. 

Essa alocação de verbas à investigação é além disso crucial para a recuperação económica da Europa e quem o afirmou não foi nenhum apaixonado pela ciência, mas sim a Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde em declarações produzidas no World Economic Forum.  

PS - E nem sequer preciso de perder tempo a referir o óbvio, que a sociedade actual necessita de medidas substanciais que ajudem a combater o crescente culto da ignorância, que neste blogue comentei no passado dia 1 de Novembro aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/ronaldo-versus-attenborough.html

GDP, Happiness and Climate Apocalypse

Drawing inspiration from the article published in Nature on August 23, 2020, (link above) it becomes clear that addressing some of the most pressing global challenges is not only feasible but also surprisingly affordable. According to the article, implementing the Paris Agreement—an ambitious but critical framework for mitigating climate change—would cost just 1% of global GDP annually. Furthermore, achieving the United Nations' Sustainable Development Goals (SDGs), a comprehensive blueprint to eradicate poverty, protect the planet, and ensure prosperity for all, would require merely 5% of global GDP per year.

In this context, it is particularly meaningful to reflect on the legacy of S.L. Mansholt, whose portrait is featured above. Mansholt, a visionary Dutch politician and former Vice-President of the European Commission, is widely recognized for proposing the concept of Gross National Happiness (GNH) in 1972 as an alternative to Gross Domestic Product (GDP). This forward-thinking idea sought to measure a nation's progress not solely by its economic output but by the well-being and happiness of its citizens—a metric that feels especially pertinent as we confront an apocalyptic climate emergency.

Mansholt, a Dutch politician and former Vice-President of the European Commission, is also credited with coining the concept of Gross National Happiness (GNH) in 1972 as an alternative to GDP—a notion particularly relevant amidst today's apocalyptic climate emergency.  This urgency is underscored by Frans Timmermans, EU Executive Vice-President, who recently warned that future generations, including his own grandson, may have to fight for basic necessities like water and food.

The gravity of our current predicament is echoed in the recent words of Frans Timmermans, the European Commission’s Executive Vice-President, who sounded an alarming warning about the future. In a poignant reflection, he revealed his fear that his grandson—and others of his generation—may be forced to fight for essential resources such as water and food, a stark reminder of the tangible human cost of environmental and societal inaction.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Um atestado de ignorância para 5 juízes

 


Aquele tema premente comentado no post acima que envergonha Portugal a nível europeu está em brasa ´e hoje no jornal Público há um catedrático da Universidade de Lisboa que contribui para alimentar a fogueira. Se o dicionário define como ignorante, aquele que não sabe o bastante da sua profissão então é inequívoco que o artigo do referido catedrático passa literalmente um atestado de ignorância aos juízes lá mencionados. https://www.publico.pt/2021/11/23/opiniao/opiniao/tribunal-constitucional-regride-40-anos-1985863

PS - O supracitado artigo não é porém a única coisa com interesse no jornal Público de hoje, interessantes são também as declarações do ex-banqueiro Rendeiro que afirma que o Dr. Ricardo Salgado é protegido pelo sistema. Algo que não constitui nenhuma novidade como repetidamente se escreveu neste blogue como por exemplo aqui E já agora porque será que até hoje ainda não foram tornados públicos os nomes dos jornalistas a quem o referido Ricardo Salgado pagou para não revelarem a verdadeira situação financeira do BES ? É claro que o facto de haver jornalistas que conhecem a tal lista secreta e que até agora não tiveram a decência de revelar o seu conteúdo talvez se fique a dever aquele interessante estudo de investigadores Norte-Americanos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/porque-e-que-os-amigos-dos-vigaristas-e.html

Terá sido este o único Português que se tornou milionário sem sujar as mãos com sangue ?


A imprensa do passado fim de semana achou pertinente perder o seu tempo com o Palácio da Brejoeira que está à venda por 25 milhões de euros. Algo que não é novidade pois que já no passado mês de Julho tinha sido noticia na imprensa escrita https://www.jn.pt/local/noticias/viana-do-castelo/moncao/noticia-na-forbes-faz-disparar-interessados-por-palacio-portugues-a-venda-por-25-milhoes--13946629.html

Infelizmente (e prestando um péssimo serviço ao verdadeiro jornalismo que dita que só interessam as noticias que alguém não quer ver publicadas pois que o resto são relações públicas) sobre a origem da fortuna com que foi construído o dito Palácio nem uma única palavra. Mas não é preciso grande esforço para se descobrir que o mesmo foi edificado no século 19 graças a uma imensa fortuna que um certo Luís Pereira Velho de Moscoso conseguiu  no Brasil  https://www.revistarua.pt/palacio-da-brejoeira/

Resta por isso saber se Luís Pereira Velho de Moscoso terá sido o único Português que no século 19 andou no Brasil e se tornou milionário sem sujar as mãos com sangue de escravos, isto numa altura em que a regra do enriquecimento rápido no Brasil envolvia escravatura, como sucedeu com várias centenas de famílias que regressaram a Portugal no século 19 com uma fortuna colossal, que aos dias de hoje ascenderia a muitos milhares de milhões de euros (vide livro de um investigador da Universidade do Porto), como também sucedeu com o conhecido traficante de escravos Joaquim Ferreira dos Santos (1.º Barão de Ferreira, 1.º Visconde de Ferreira e 1.º Conde de Ferreira) que já tinha comentado num email de Agosto de 2019 e posteriormente num post de Novembro do mesmo ano  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/the-trajectory-of-great-slave-trader-of.html ?

Trata-se convém recordar do mesmíssimo Joaquim Ferreira que em Junho de 2020 tinha motivado um artigo no jornal Público por parte de um ex-Director da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto sob o sugestivo título de "Conde de Ferreira: negreiro ou benemérito?" https://www.publico.pt/2020/06/16/opiniao/noticia/conde-ferreira-negreiro-benemerito-1920759

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Recomendações de vários investigadores para conseguir um aumento de citações

  


Ainda na sequência do post acima onde fiz referência a estudo que indica que linguas não se devem utilizar na escrita de artigos para maximizar o seu impacto e onde também fiz referência às recomendações inscritas num artigo publicado nos Proceedings of the Royal Society, vale a pena ler um Editorial acessível no link abaixo que revela o que deve e não deve ser o título de um artigo para ter mais impacto na comunidade científica. https://pubs.acs.org/doi/full/10.1021/acs.langmuir.1c01117

E claro que convém também não esquecer aquelas duas conhecidas recomendações fundamentais aconselhadas por investigadores da Suiça e dos EUA, a primeira que dita que quando se citam outros artigos deve dar-se preferência a artigos que já sejam altamente citados e a segunda que aconselha a que no estabelecimento de colaborações se deve dar preferência a colaborações com investigadores pertencentes a universidades de topo,  ou quando isso não for possível que pelo menos se dê preferência a colaborações com investigadores daquele país que recentemente se tornou o novo campeão mundial dos artigos altamente citados  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/highly-cited-paperschina-is-new-number.html

Desenganem-se porém aqueles que acham que basta fazer artigos em colaboração com investigadores de universidades de topo para logo se conseguir um elevado número de citações. A prova de que isso não é suficiente pode encontrar-se no famoso programa MIT Portugal que deu origem a artigos que estão muito longe de serem artigos bastante citados, vide alguns deles abaixo:


E se isso sucede nas publicações conjuntas com investigadores do famoso MIT, muito mais provável é que também suceda com as publicações conjuntas com investigadores da Espanha e do Brasil, países onde nunca houve, não há, nem vai haver universidades de topo, razão pelo que o seu crescimento foi criticado aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/evolucao-das-colaboracoes-cientificas.html

domingo, 21 de novembro de 2021

Evolução das colaborações científicas dos investigadores Portugueses com investigadores estrangeiros nos últimos 60 anos


A figura acima mostra a evolução das publicações científicas dos investigadores Portugueses, indexadas na base Scopus, as quais contaram com a colaboração de investigadores estrangeiros. Os sete países estrangeiros apresentados são aqueles com os quais Portugal apresenta maior número de publicações conjuntas. O eixo vertical, em escala logarítmica, representa a percentagem de publicações face à produção indexada total de Portugal. 

A primeira conclusão, que é possível extrair é que houve um aumento substancial da percentagem de publicações conjuntas com investigadores dos referidos países, subindo de forma sustentada desde 1960-90 até 2016-2020. Infelizmente a qualidade dessas colaborações foi decrescendo com o tempo, já que durante várias décadas o Reino Unido foi o primeiro país estrangeiro com o qual Portugal partilhava mais publicações conjuntas, porém há mais de uma década que esse lugar foi ocupado pela Espanha, que não é um país cuja ciência seja conhecida por ser líder mundial, o que se afigura assim muito pouco promissor para o futuro do impacto da ciência Portuguesa, especialmente se levarmos em conta que o centro de gravidade da economia mundial regressou novamente à Ásia, de onde não sairá tão cedo https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/six-books-to-understand-future.html

Também porque se no período 1960-90, Portugal tinha quase tantas publicações em conjunto com investigadores Alemães, do que com investigadores da Espanha, Itália e Brasil, agora muito infelizmente, as publicações conjuntas com investigadores Alemães são em número 4 vezes menor, do que as publicações em conjunto com os investigadores Espanhóis, Italianos e Brasileiros. Aliás o Brasil é precisamente o país que apresenta o maior crescimento de publicações conjuntas com Portugal, quando era suposto que o nosso país estivesse a crescer era no número de publicações conjuntas com investigadores de países com um sistema científico muito mais robusto do que o nosso, o que não é como abundantemente se sabe o caso do Brasil, um pais cujas instituições científicas infelizmente foram praticamente arrasadas pelo infeliz, famigerado e quase irracional Presidente Bolsonaro  https://www.insidehighered.com/news/2021/11/11/brazil-cuts-federal-science-spending-90-percent

Tenha-se também presente que a perda progressiva da competitividade científica de Portugal é bem evidente no facto das melhores universidades nacionais se andarem a afundar no prestigiado ranking Shanghai onde já só há três universidades (ULisboa, UPorto e UMinho) nos primeiros 500 lugares. No referido ranking, a universidade Nova de Lisboa, até já aparece abaixo de Universidades do Paquistão, do Irão e do Egiptohttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/o-incompreensivel-desempenho-cientifico.html

A própria universidade de Lisboa, também ainda deve parte da sua classificação no ranking Shanghai, ao Nobel Egas Moniz de 1949, que segundo as regras desse ranking, vai perdendo peso com o passar do tempo, o que significa que a Universidade de Lisboa dificilmente conseguirá (pois é altamente improvável, senão mesmo impossível, que entretanto algum cientista da mesma receba um novo Nobel) evitar a sua queda futura no mesmo ranking https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/as-descidas-da-universidade-de-lisboa.html

Deputados aprovam lei que impede que a polícia os possa prender

  

"deputados nacionais e membros do Governo, deputados regionais e membros dos governos regionais não podem ser detidos ou presos sem autorização, respectivamente, da Assembleia da República e das assembleias legislativas regionais"

O esclarecedor (e infame) texto acima, que faz parte de uma lei aprovada esta semana no Parlamento, foi revelado num artigo do jornal Público e eu até acho que os Portugueses podem sentir-se agradecidos pela modéstia da redacção da referida lei, porque os nossos deputados podiam ter dado largas à sua imensa imaginação e aprovado uma lei muito "inovadora", que ditasse que qualquer um deles só poderia ser preso quando terminasse o seu mandato, e que permitisse que o tempo de privação de liberdade, teria de ser cumprido em hotel de 6 estrelas, pago obviamente pelo Orçamento de Estado e ainda que a remuneração de deputado se manteria na totalidade durante o cumprimento da pena. 

Ontem um conhecido catedrático jubilado da Universidade de Coimbra de nome Vital Moreira escreveu a propósito das decisões dos nossos queridos deputados, que ocorre neste país a "captura do Estado por um grupo profissional poderoso" referindo-se aos advogados, o tal nada modesto grupo profissional que acha que um vencimento de 4000 euros/mês é indignamente baixo, (mal) habituados que estão a salários entre 8.000 e 28.000 euros  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/07/milionarias-sociedades-de-advogados.html

Curiosa e coincidentemente, no inicio deste mês, mais precisamente em 8 de Novembro, eu tinha escrito neste blogue algo não muito diferente acerca de um: "Parlamento que nos últimos 47 anos esteve sempre  refém dos interesses particulares dos deputados em especial dessa nefasta espécie que são os deputados-advogados" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/um-escandalo-sem-prazo-de-validade.html

Porém e muito antes disso, em Abril de 2019, também já tinha escrito sobre  o "assalto" dos advogados à Assembleia da República e sobre a aberrante anomalia estatística, que era o facto dos advogados representarem uns impensáveis 20% dos deputados da Assembleia da República, quando na realidade aquela classe profissional constitui menos de 1% da população Portuguesa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/como-e-que-chegamos-miseraveis-salarios.html uma situação tão aberrante e inaceitável como seria aceitar que 20% dos deputados fossem coveiros, electricistas, tarólogos, estivadores, podologistas, cabeleireiros, calceteiros, condutores de tuk-tuk, ou agentes de inseminação artificial de bovinos !

sábado, 20 de novembro de 2021

Engenheiros artistas e médicos assassinos que recitam poesia e tocam violino

 


Ainda sobre a tal revolução pedagógica mencionada no post acima, onde se fala de futuros engenheiros do IST a frequentar unidades curriculares de Belas Artes, convém recordar que essas inovações pedagógicas também irão fazer parte da nova formação médica da Universidade do Porto, onde os futuros médicos diplomados por aquela universidade poderão aprender poesia e violino https://noticias.up.pt/estudantes-de-medicina-do-icbas-vao-aprender-poesia-e-musica/

E é certo e sabido que agora que há máquinas capazes de fazer diagnósticos com uma eficácia muito superior à de especialistas médicos (hoje mesmo o caderno principal do Expresso contém um artigo sobre a robotização e o futuro do trabalho onde se fala de um robô que a Ordem dos Médicos da China autorizou que faça diagnósticos e passe receitas médicas) significa isso que há algumas unidades curriculares dos antigos planos de estudos do curso de medicina que devem ser substituidas por outras, que são muito mais necessárias, onde os futuros médicos possam por exemplo aprender sobre qual a forma mais adequada (leia-se empática) de tratarem os doentes, já que há de certeza absoluta candidatos a médico que escolheram aquela profissão unicamente para poderem facturar à grande como estes aqui e muito menos ou quase nada pelo grande amor que nutrem pelas pessoas portadores de enfermidades. 

E já nem falo dos psicopatas que escolheram a profissão médica pela possibilidade que tal profissão lhes propicia de poderem dar largas à sua psicopatia, como aquele médico que matou mais de 200 pessoas ou aquele outro de nome Christopher Duntsch (que os Portugueses ficaram a conhecer há pouco tempo através da HBO) que desgraçou a vida a dezenas de pacientes, tendo morto dois deles e que em boa hora foi condenado a prisão perpétua. 

PS - Infelizmente e como recordou o recentemente falecido e muito elogiado George Steiner, que foi professor em várias universidades, incluido em Oxford e Harvard, a cultura não impede que alguém seja um psicopata assassino https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/porque-e-que-cultura-nao-e-antidoto.html