domingo, 28 de março de 2021

"A prioridade deixou de ser a vida cosmopolita e passou a ser a ligação à natureza"


A frase que dá título a este post, foi retirada de um recente artigo na revista Visão, onde se fala do aumento da procura de moradias (55 milhões de visualizações no portal Imovirtual) e da tendência de saída do centro das cidades. 

Mas onde não se fala porém sobre o facto de haver muitos cuja actividade profissional não passa pelo teletrabalho e nem tão pouco sobre aqueles que vivem numa situação económica muito precária que é incompatível com uma mudança para o Interior do país.

Esses ("desgraçados") vão ter de continuar a viver em cidades, aconteça o que acontecer, com esta pandemia ou outra qualquer que irá certamente aparecer. Vide post anterior    https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/05/the-economistthe-end-of-megacity-era.html

Irónico neste contexto é que haja 730.000 casas vazias em Portugal como hoje se recorda num artigo no jornal Público, dedicado ao problema da habitação https://www.publico.pt/habitacao-do-protesto-a-proposta/solucoes-para-habitacao-chamem-os-acrobatas-e-os-jogadores-de-xadrez 

E interessante é também no mesmo contexto, que hoje o Jornal de Noticias, contenha artigo onde se dá conta que as autoridades deste país, levantaram nos últimos meses centenas de autos de queixas sobre ruído, o que mostra bem o inferno em que se tornou viver em contexto urbano durante a pandemia do Covid-19.