domingo, 28 de novembro de 2021

Sequestro de carbono permite abatimento no IRS

 


É interessante constatar que depois do artigo choque de há duas semanas atrás, vide post acima, onde se falou de valorizações de mais de 2000%, ontem a secção de economia do Expresso voltou a dedicar um artigo aos terrenos agrícolas onde novamente se insiste que os mesmos são um investimento que "gera um rendimento sólido", quase parecendo que o Expresso está a contribuir activamente para empolar uma bolha, para juntar aquela outra bolha do mercado habitacional, que recentemente motivou um aviso da Comissão Europeia a Portugal. 

Ainda se ao menos o carbono (que esta semana atingiu o valor recorde de 73 euros por tonelada no mercado de futuros) sequestrado em certas espécies agrícolas pudesse ser descontado nos impostos seria um passo fundamental na implementação da agenda radical que defende a taxação da poluição, como defendeu o Secretário-Geral da ONU há dois anos atrás e como já defendia em 1970 o Nobel da Física  Norman Ramsey https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/00963402.1970.11457790?journalCode=rbul20

PS - Nos EUA há créditos fiscais para sequestro de carbono mas infelizmente não incluem o sequestro por via de espécies vegetais. Felizmente porém que a Europa já está bastante mais avançada nessa matéria e de facto já não faltam muitos anos para que o "carbon farming" também possa gerar créditos fiscais  https://oppla.eu/new-european-commission-carbon-farming-initiative

sábado, 27 de novembro de 2021

Universidade Nova é a líder dos casos de incumprimento

 

Depois de num post anterior ter apresentado a lista das instituições com maior (e com menor) número de revisões confirmadas, apresenta-se abaixo uma análise mais fina, que mostra o resultado da diferença entre o rácio de revisões/100 docentes ETI e o rácio de publicações/100 docentes ETI, indexadas na Scopus em 2021, onde bem se percebe que a Universidade Nova é aquela com o maior desvio entre revisões e publicações, logo aquela com o maior nível de incumprimento do importante dever de revisão, incumprimento esse que no entender de alguns catedráticos merece ser penalizado com a rejeição automática de artigos dos académicos incumpridores https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/a-radical-solution-to-solve-crisis-in.html

Sobre este tema, tenha-se presente, que hoje mesmo é possível ler na Times Higher Education um artigo da nova Directora da IOP Publishing (que esteve muitos anos na Wiley) sobre o tema das revisões de publicações, relativamente às quais partilha as mesmas preocupações, que já há alguns anos foram expressas por um conhecido catedrático de medicina da Universidade de Stanford, que num artigo de 2014, que já recebeu várias centenas de citações, sugeriu corrigir/aperfeiçoar as actividades que devem ser valorizadas a nível académico, vide Tabela 2 do mesmo,  onde por exemplo se sugere tirar valor ao número de artigos, já que alguns/muitos desses artigos podem ser artigos irrelevantes ou até de baixa qualidade, mesmo que tenham sido publicados em revistas conhecidas. https://journals.plos.org/plosmedicine/article?id=10.1371/journal.pmed.1001747 

UNova................  -176
UPorto................. -137
ULisboa................. -74
IPCA..................... -66
IPol.Beja............... -40
IPol.Bragança........ -9
UAçores................. -1
UAberta................ +27
IPol.Viana C......... +32
IPol.Viseu............. +37
UMinho................. +37
ISCTE................... +43
UMadeira............. +46
UCoimbra............. +61
IPol.Santarém...... +64
IPol.Setubal......... +68
IPol.Porto............. +71
IPol.Coimbra....... +74
IPol.Tomar........... +81
IPol.Lisboa.......... +90
IPol.Leiria.......... +100
UÉvora...............+103
IPol.Guarda........+192
UAveiro.............. +154
IPol.C.Branco.... +178
UTAD................. +221
UBI..................... +286
UALG................. +301
IPolPortalegre.... +371

Neste contexto vale a pena reproduzir as declarações de uma professora de medicina da Universidade de Sydney, Amanda Salis (cujo número de revisões, como não podia deixar de ser, é superior ao número de publicações): 
“I have observed a change of culture at the National Health and Medical Research Council-NHMRC and at research institutes in the past 5-10 years that has encouraged the addition of peer review activity to research applications. It is no longer enough to just be doing great research; you also need to demonstrate that you are contributing to your profession more broadly. Peer review is an important means by which researchers can contribute to the growth of their profession, and demonstrating that you have done a certain amount of peer review (via a verifiable means such as Publons) proves that you are indeed making contributions to the greater good of research”.

PS - O supracitado catedrático da Universidade de Stanford foi o mesmo que em 2016 escreveu que quando olhava para alguns currículos volumosos contendo um elevado número de artigos, ficava na dúvida se eram o resultado de trabalho árduo e brilhante liderança ou antes a prova de esquemas muito pouco éticos, incluindo de excelência na escravidão de jovens investigadores:
"It is sometimes difficult to tell whether a superb CV with a lengthy publication list reflects hard work and brilliant leadership or the composite product of dexterous power game networking, gift authorship [24], and excellence in the slave trade of younger researchers"

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Desempenho de 16 instituições de ensino superior em termos de colaborações com investigadores de Universidades da China


Se se admitir, que agora que o centro de gravidade da economia mundial regressou à Ásia (de onde garantidamente não sairá tão cedo, vide artigo do Andrew Monaghan, que já tinha sido mencionado no post acessível no link acima e também o artigo publicado na revista The Economist comentado aqui, então isso significa que as universidades Portuguesas com mais colaborações com investigadores daquele país asiático, que é agora recorde-se o novo campeão mundial dos artigos altamente citados muito contribuem para minorar a sobejamente conhecida irrelevância do impacto internacional da ciência Portuguesa, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/carlos-fiolhaisa-fraca-qualidade-da.html 

Decorre daqui que, como mostram as duas imagens abaixo (que revelam as percentagens de colaborações de IES nacionais relativamente ao total de publicações indexadas na base de dados Scopus) que são as universidades da Madeira, do Minho e de Coimbra as que mais se tem preocupado com essa importante questão, sendo difícil de perceber (ou talvez não), porque é que ao mesmo tempo, há muitas outras instituições de ensino superior que se preocupam muitíssimo menos ou quase nada com a mesma. Será negligência ou incompetência ?




Controversial law that transforms precarious Post-Doc contracts into permanent positions approved

 

"Berlin’s legislature took a radical step to address the precarious employment situation that plagues many early-career researchers. It passed a law requiring universities to offer new postdoc hires a pathway to a permanent position"

It’s true that the recently approved law by the City-State of Berlin (see link above) is not without its flaws and will pose challenges in terms of budget compliance. However, it’s important to approach these challenges with a fresh perspective—one that isn't stuck in outdated thinking. This requires us to consider which sectors need to be stimulated in a knowledge economy, especially in the face of a looming climate crisis. This was echoed recently by the Executive Vice President of the European Union, Frans Timmermans, who expressed concern about the future his grandson—born in 2020—might face, potentially fighting for basic resources like water and food.

As for who will fund the controversial yet promising increase in post-doc positions, we must remember that Europe loses tens of billions of euros annually due to tax evasion. This is why Germany's relentless pursuit of tax evaders, even within the confines of the law, is understandable. If just 10% of this lost amount were recouped, it could fund nearly 300,000 permanent post-doc positions across Europe. This initiative is not only crucial for scientific advancement but also for Europe's economic recovery. And this statement didn’t come from a science enthusiast, but from the President of the European Central Bank, Christine Lagarde, at the World Economic Forum.

PS -  I won’t even need to mention the obvious: society desperately needs substantial measures to combat the growing cult of ignorance, which I commented on back on November 1st.https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/attenborough-versus-ronaldo-or.html

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

O catedrático Sobrinho Simões e a infalível receita educativa para NÃO fabricar excelentes investigadores

 

A primeira vez que ouvi alguém, com elevado prestigio académico, referir-se publicamente à importância primordial da formulação de questões, foi na pessoa do catedrático Sobrinho Simões, que no Palácio de Belém em Outubro de 2017 disse que "aquilo que distingue a espécie humana não é a capacidade de dar respostas mas a de fazer perguntas".

Depois disso foi também num livro de Julho de 2020 de um académico aposentado da Universidade de Melbourne, cujo primeiro capítulo é precisamente sobre a importância de fazer perguntas. Onde se fica a saber que o sistema educativo tradicional, que privilegia dar respostas e não fazer perguntas tem arruinado (leia-se tem desgraçado) o futuro de sucessivas gerações de estudantes, sendo o mais flagrante exemplo disso mesmo o "sucesso" dos estudantes Chineses (na China entendem que há apenas duas razões para justificar o comportamento dos alunos que tem o hábito de fazer muitas perguntas, ou são alunos burros ou são alunos dissimulados e velhacos que querem mostrar que o Professor não sabe a resposta) nos testes PISA que (sem surpresa) não encontra correspondência com o flagrante insucesso da mesma China em termos de prémios Nobel, que é a maior prova de um sistema de ensino que até foi bastante útil para a economia industrial do século 20, mas é absolutamente desadequado quanto a suprir as necessidades de uma economia do conhecimento o século 21. Sobre a flagrante falácia dos testes PISA vale a pena recordar um post de 2019 aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/12/pisa-best-students-in-world.html

Coisa bastante diferente e muito mais problemática são os inúmeros desafios que o futuro trará no que respeita à formulação de perguntas, como se percebe através das investigações da omnipresente (e quase omnisciente) google no respeitante a ensinar a inteligência artificial a fazer perguntas e mais recentemente através de resultados de investigações que aproveitaram a inusitada capacidade da inteligência artificial para formular hipóteses. https://www.scientificamerican.com/article/ai-generates-hypotheses-human-scientists-have-not-thought-of/

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Aprovada lei polémica que transforma contratos precários de investigadores Pós-Doc em contratos permanentes


"Berlin’s legislature took a radical step to address the precarious employment situation that plagues many early-career researchers. It passed a law requiring universities to offer new postdoc hires a pathway to a permanent position"

É verdade que a lei recentemente aprovada pela cidade Estado Berlin, vide link acima, não é perfeita e trará consigo muitos desafios desde logo o da cabimentação orçamental, porém é preciso olhar para o problema de uma outra forma, mais desempoeirada (leia-se menos fossilizada). E essa forma requer que nos interroguemos sobre que áreas de actividade é que se torna necessário estimular numa economia do conhecimento e ainda por cima num contexto de apocalipse climático, que leva a que até mesmo o Vice-Presidente Executivo da União Europeia, Frans Timmermans, recentemente se tenha mostrado preocupado quanto à possibilidade do seu neto, nascido em 2020, ter num futuro não muito longínquo de lutar contra outros humanos por água e comida. 

Já sobre saber-se onde é que a Alemanha e os restantes países europeus irão buscar dinheiro para sustentar a tal polémica mas virtuosa transição, é importante recordar que a Europa perde todos os anos largas dezenas de milhares de milhões de euros em fuga aos impostos (e é por isso que a implacável obsessão Alemã de perseguir os grandes evasores fiscais mesmo agindo no limite da legalidade e comprando listas com informação que foi roubada a bancos é a meu ver absolutamente compreensível e até bastante louvável atenta a magnitude do problema) o que significa que apenas 10% do referido e criminoso valor permitiria contratar de forma permanente quase 300.000 investigadores pós-docs na Europa e se eles fossem distribuidos de forma proporcional atenta a dimensão de cada país então a Portugal caberiam 4000 contratos permanentes para pós-doutorados. 

Essa alocação de verbas à investigação é além disso crucial para a recuperação económica da Europa e quem o afirmou não foi nenhum apaixonado pela ciência, mas sim a Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde em declarações produzidas no World Economic Forum.  

PS - E nem sequer preciso de perder tempo a referir o óbvio, que a sociedade actual necessita de medidas substanciais que ajudem a combater o crescente culto da ignorância, que neste blogue comentei no passado dia 1 de Novembro aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/ronaldo-versus-attenborough.html

GDP, Happiness and Climate Apocalypse

Drawing inspiration from the article published in Nature on August 23, 2020, (link above) it becomes clear that addressing some of the most pressing global challenges is not only feasible but also surprisingly affordable. According to the article, implementing the Paris Agreement—an ambitious but critical framework for mitigating climate change—would cost just 1% of global GDP annually. Furthermore, achieving the United Nations' Sustainable Development Goals (SDGs), a comprehensive blueprint to eradicate poverty, protect the planet, and ensure prosperity for all, would require merely 5% of global GDP per year.

In this context, it is particularly meaningful to reflect on the legacy of S.L. Mansholt, whose portrait is featured above. Mansholt, a visionary Dutch politician and former Vice-President of the European Commission, is widely recognized for proposing the concept of Gross National Happiness (GNH) in 1972 as an alternative to Gross Domestic Product (GDP). This forward-thinking idea sought to measure a nation's progress not solely by its economic output but by the well-being and happiness of its citizens—a metric that feels especially pertinent as we confront an apocalyptic climate emergency.

Mansholt, a Dutch politician and former Vice-President of the European Commission, is also credited with coining the concept of Gross National Happiness (GNH) in 1972 as an alternative to GDP—a notion particularly relevant amidst today's apocalyptic climate emergency.  This urgency is underscored by Frans Timmermans, EU Executive Vice-President, who recently warned that future generations, including his own grandson, may have to fight for basic necessities like water and food.

The gravity of our current predicament is echoed in the recent words of Frans Timmermans, the European Commission’s Executive Vice-President, who sounded an alarming warning about the future. In a poignant reflection, he revealed his fear that his grandson—and others of his generation—may be forced to fight for essential resources such as water and food, a stark reminder of the tangible human cost of environmental and societal inaction.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Um atestado de ignorância para 5 juízes

 


Aquele tema premente comentado no post acima que envergonha Portugal a nível europeu está em brasa ´e hoje no jornal Público há um catedrático da Universidade de Lisboa que contribui para alimentar a fogueira. Se o dicionário define como ignorante, aquele que não sabe o bastante da sua profissão então é inequívoco que o artigo do referido catedrático passa literalmente um atestado de ignorância aos juízes lá mencionados. https://www.publico.pt/2021/11/23/opiniao/opiniao/tribunal-constitucional-regride-40-anos-1985863

PS - O supracitado artigo não é porém a única coisa com interesse no jornal Público de hoje, interessantes são também as declarações do ex-banqueiro Rendeiro que afirma que o Dr. Ricardo Salgado é protegido pelo sistema. Algo que não constitui nenhuma novidade como repetidamente se escreveu neste blogue como por exemplo aqui E já agora porque será que até hoje ainda não foram tornados públicos os nomes dos jornalistas a quem o referido Ricardo Salgado pagou para não revelarem a verdadeira situação financeira do BES ? É claro que o facto de haver jornalistas que conhecem a tal lista secreta e que até agora não tiveram a decência de revelar o seu conteúdo talvez se fique a dever aquele interessante estudo de investigadores Norte-Americanos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/porque-e-que-os-amigos-dos-vigaristas-e.html

Terá sido este o único Português que se tornou milionário sem sujar as mãos com sangue ?


A imprensa do passado fim de semana achou pertinente perder o seu tempo com o Palácio da Brejoeira que está à venda por 25 milhões de euros. Algo que não é novidade pois que já no passado mês de Julho tinha sido noticia na imprensa escrita https://www.jn.pt/local/noticias/viana-do-castelo/moncao/noticia-na-forbes-faz-disparar-interessados-por-palacio-portugues-a-venda-por-25-milhoes--13946629.html

Infelizmente (e prestando um péssimo serviço ao verdadeiro jornalismo que dita que só interessam as noticias que alguém não quer ver publicadas pois que o resto são relações públicas) sobre a origem da fortuna com que foi construído o dito Palácio nem uma única palavra. Mas não é preciso grande esforço para se descobrir que o mesmo foi edificado no século 19 graças a uma imensa fortuna que um certo Luís Pereira Velho de Moscoso conseguiu  no Brasil  https://www.revistarua.pt/palacio-da-brejoeira/

Resta por isso saber se Luís Pereira Velho de Moscoso terá sido o único Português que no século 19 andou no Brasil e se tornou milionário sem sujar as mãos com sangue de escravos, isto numa altura em que a regra do enriquecimento rápido no Brasil envolvia escravatura, como sucedeu com várias centenas de famílias que regressaram a Portugal no século 19 com uma fortuna colossal, que aos dias de hoje ascenderia a muitos milhares de milhões de euros (vide livro de um investigador da Universidade do Porto), como também sucedeu com o conhecido traficante de escravos Joaquim Ferreira dos Santos (1.º Barão de Ferreira, 1.º Visconde de Ferreira e 1.º Conde de Ferreira) que já tinha comentado num email de Agosto de 2019 e posteriormente num post de Novembro do mesmo ano  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/the-trajectory-of-great-slave-trader-of.html ?

Trata-se convém recordar do mesmíssimo Joaquim Ferreira que em Junho de 2020 tinha motivado um artigo no jornal Público por parte de um ex-Director da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto sob o sugestivo título de "Conde de Ferreira: negreiro ou benemérito?" https://www.publico.pt/2020/06/16/opiniao/noticia/conde-ferreira-negreiro-benemerito-1920759

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Recomendações de vários investigadores para conseguir um aumento de citações

  


Ainda na sequência do post acima onde fiz referência a estudo que indica que linguas não se devem utilizar na escrita de artigos para maximizar o seu impacto e onde também fiz referência às recomendações inscritas num artigo publicado nos Proceedings of the Royal Society, vale a pena ler um Editorial acessível no link abaixo que revela o que deve e não deve ser o título de um artigo para ter mais impacto na comunidade científica. https://pubs.acs.org/doi/full/10.1021/acs.langmuir.1c01117

E claro que convém também não esquecer aquelas duas conhecidas recomendações fundamentais aconselhadas por investigadores da Suiça e dos EUA, a primeira que dita que quando se citam outros artigos deve dar-se preferência a artigos que já sejam altamente citados e a segunda que aconselha a que no estabelecimento de colaborações se deve dar preferência a colaborações com investigadores pertencentes a universidades de topo,  ou quando isso não for possível que pelo menos se dê preferência a colaborações com investigadores daquele país que recentemente se tornou o novo campeão mundial dos artigos altamente citados  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/highly-cited-paperschina-is-new-number.html

Desenganem-se porém aqueles que acham que basta fazer artigos em colaboração com investigadores de universidades de topo para logo se conseguir um elevado número de citações. A prova de que isso não é suficiente pode encontrar-se no famoso programa MIT Portugal que deu origem a artigos que estão muito longe de serem artigos bastante citados, vide alguns deles abaixo:


E se isso sucede nas publicações conjuntas com investigadores do famoso MIT, muito mais provável é que também suceda com as publicações conjuntas com investigadores da Espanha e do Brasil, países onde nunca houve, não há, nem vai haver universidades de topo, razão pelo que o seu crescimento foi criticado aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/evolucao-das-colaboracoes-cientificas.html