quinta-feira, 27 de maio de 2021

Ranking Shanghai por áreas__Só seis instituições nacionais conseguem aparecer no Top 100



Acaba de ser divulgado o conhecido ranking Shanghai por áreas, que é baseado em publicações científicas, citações, colaborações internacionais e prémios

Abaixo lista de instituições ordenadas segundo o maior número de áreas no referido ranking.

1º - Univ. de Lisboa....................43 áreas no Top 500
2º - Univ. do Porto......................31
3º - Univ. de Coimbra.................24
4º - Univ Nova............................22
5º - Univ de Aveiro.....................20
6º - Univ. do Minho.....................17
7º - ISCTE...................................6
8º - UALG....................................6
9º - UTAD....................................3
10º - Univ. Católica......................3
11º - Pol Bragança.......................2
12º - Univ. dos Açores.................2
13º - UBI......................................2
14º - ISPA....................................1
15º - Esc Sup Enfer. Coimbra......1
16º - Univ. de Évora.....................1

Porém quando a análise incide sobre o Top 100, constata-se que somente a Universidade de Lisboa, a Universidade do Porto, a Universidade do Minho, a Universidade Nova, o ISCTE e o Politécnico de Bragança conseguem lá aparecer. 

Abaixo as 12 áreas mais competitivas de Portugal que conseguem integrar o Top 100
- Food Science and Technology
- Veterinary Sciences
- Marine and Ocean engineering
- Remote sensing
- Biomedical engineering
- Chemical Engineering
- Finance
- Tourism Management
- Geography
- Oceanography
- Agricultural Sciences

Engenharia Civil__ Universidade do Minho entra no pódio das melhores universidades da Península Ibérica


Foi divulgado esta semana o conhecido ranking Shanghai 2021, para 54 áreas científicas, vide link acima, cuja metodologia compreende 5 variáveis relacionadas com:

No que respeita à área da engenharia civil constata-se que relativamente à classificação de 2020  a Universidade do Minho saltou do 5º lugar em 2020 para o 3º lugar em 2021. A Universidade de Lisboa subiu uma posição, a Universidade de Coimbra piorou a sua classificação, baixando para o terceiro lugar nacional e as Universidades do Porto, Nova e Aveiro mantiveram a mesma posição de 2020. 

1 (1)......Universidade Politécnica de Madrid.
2 (3)......Universidade de Lisboa
3 (5)......Universidade do Minho
4 (2)......Universidade Politécnica da Catalunha
5 (4)......Universidade de Coimbra
6 (6)......Universidade Nova de Lisboa
7 (7)......Universidade do Porto
8 (8) .....Universidade Politécnica de Valência
9 (9) .....Universidade da Corunha 
10 (10)..Universidade de Aveiro

PS - Uma pesquisa sobre as 54 áreas abrangidas pelo ranking Shanghai mostra que a área da engenharia civil é a única área científica em Portugal que ocupa a maioria dos lugares do Top 10 Ibérico. 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Catedrático jubilado da Universidade de Lisboa quer uma Lei do Pontapé agravada



O catedrático jubilado Jorge Miranda da Universidade de Lisboa, que alguns apelidam de pai da Constituição, acaba de publicar um livro sobre a necessidade de melhoria da mesma. Vide artigo no jornal Público no link acima. Entre as várias propostas que lá faz há uma particularmente interessante "Em matéria de incompatibilidades, é proposto que nenhum titular de cargo político “pode exercê-lo por mais de dez anos consecutivos" que é uma proposta ainda mais restritiva do que aquela que eu fiz em  Janeiro de 2019, que então designei como a Lei do Pontapé. Vide texto no final do post https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/a-sonsa-censora-que-anda-ha-mais-de-20.html


segunda-feira, 24 de maio de 2021

New study suggest that prestigious European grants might be biased



Please find the recent article on Nature by following the link above. The study, which examined a year's worth of ERC grants with 3,207 applicants, can be accessed through the link below: 
 
Nevertheless, biased assessments are not the sole issue associated with millionaire ERC grants. The paper titled "Talent vs Luck: the role of randomness in success and failure" presents insights that challenge the underlying rationale of ERC millionaire grants:
“if the goal is to reward the most talented persons (thus increasing their level of success), it is much more convenient to distribute periodically (even small) equal amounts of capital to all individuals rather than to give a greater capital only to a small percentage of them, selected through their level of success - already reached - at the moment of the distribution” https://arxiv.org/abs/1802.07068

domingo, 23 de maio de 2021

Ranking de investigadores Portugueses: Percentagem de publicações altamente citadas

 


Na sequência do post acima e da métrica mencionada no final do mesmo, que coloca o Técnico abaixo de várias instituições, Portuguesas, Gregas e até do Chipre, disponibiliza-se na tabela abaixo um ranking de dezenas de investigadores de várias áreas, elaborado a partir da referida métrica (percentagem de publicações com pelo menos 150 citações na base Scopus), onde se pode constatar que se é verdade que há três ilustres cientistas Portugueses (Reis e Sousa, Manuel Damásio e Bastos Araújo) com uma percentagem de publicações altamente citadas, superior inclusive à percentagem de alguns conhecidos vencedores do prémio Nobel, há porém e muito infelizmente também o oposto, isto é, muitos catedráticos com baixas percentagens e até algumas dezenas (30) mesmo com percentagens nulas, e se a análise tivesse abrangido toda Academia Portuguesa descobriria por certo não dezenas mas algumas centenas de catedráticos com percentagens nulas, que ajudam a perceber porque é que a ciência Portuguesa tem um impacto inferior ao da Grécia. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/carlos-fiolhaisa-fraca-qualidade-da.html

E será que faz algum sentido que o nosso país pague rigorosamente o mesmo, tanto a catedráticos altamente citados, como por exemplo o Miguel Seabra ou o Nuno Peres, como a um catedrático cuja obra científica se resume a publicações absolutamente irrelevantes (sem impacto digno desse nome), como sucede por exemplo com o famoso catedrático Braga de Macedo, que ocupa o último lugar da lista abaixo ?

E será que faz algum sentido que Portugal pague um vencimento de catedrático a quem só consegue produzir publicações irrelevantes ao mesmo tempo que paga zero, a jovens talentosos investigadores que são forçados a ir trabalhar para outro país?

PS - A esmagadora maioria dos investigadores da lista abaixo, mais de 95% são catedráticos, os raros que lá aparecem que o não são integram a lista de Scopus Highly Cited Scientist (Ranking Stanford). Existe apenas uma única excepção de alguém que não reune nenhuma dessas duas condições, Zita Martins, mas a quem um Presidente da República, Cavaco Silva, atribuiu uma precoce condecoração por elevado mérito científico! 



sábado, 22 de maio de 2021

A propaganda do Presidente do Técnico


Hoje num destacável do semanário Nascer do Sol, cuja capa e as primeiras páginas são preenchidas pela fotografia e por uma entrevista ao Presidente do Técnico, logo seguida de um texto com o nada modesto título de "A investigação do Técnico-Das mais competitivas do país" milhares de Portugueses puderam ler que "mais de 70% das publicações científicas do Técnico...são publicadas em revistas que estão entre as 10% de maior reputação a nível internacional"

Que pena é porém que ainda haja na Academia (e logo o Presidente de uma conhecida e reputada instituição) quem confunda o local de publicação com a qualidade e a inovação daquilo que lá é publicado, pelo que faz todo o sentido perguntar, que interessa a Portugal que o Técnico tenha publicações nas revistas alegadamente de "maior reputação" se afinal muitas dessas publicações receberam muito poucas citações ? Afinal o que vale mais ? Um artigo que foi publicado nas revistas de "maior reputação" que recebeu 50 citações ou um artigo que não foi publicado nas tais revistas de "maior reputação" mas que recebeu 1000 citações ? 

Ou talvez o Presidente do Técnico não saiba (!), que como mostrou em 2019 um investigador Dinamarquês, os artigos mais importantes na área da Física foram publicados em maior número, não nas revistas com maior Impact Factor, como a Nature ou a Science mas em revistas com um Impact Factor muito inferior ao daquelas  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/the-journal-that-has-low-impact-factor.html

A este respeito note-se que uma pesquisa da base Scopus mostra que os investigadores do Técnico publicaram 54 artigos em revistas da Nature (Nature, Nature Phsycs, Nature Materials, Nature Microbiology, Nature Astronomy, Nature Biomedical Engineering, Nature Communications) porém a maioria desses artigos (60%) nem sequer receberam 50 citações e até há vários desses artigos que não receberam sequer a desgraçada miséria de 10 citações. Já sobre os artigos do Técnico publicados na conhecida revista Science, 50% desses não receberam sequer 50 citações. E note-se que nos valores acima não foi sequer descontada a inflação por conta de auto-citações (rubrica onde o Técnico tem um desempenho recorde) pelo que o panorama real após esse desconto será ainda mais desolador. 

Uma forma interessante de aferir o impacto das publicações do Técnico, face a outras instituições é avaliar a percentagem de publicações com um número substancial de citações. Uma pesquisa na Scopus revela que apenas 1.2% das publicações do Técnico receberam pelo menos 150 citações, percentagem essa que é ligeiramente superior à da UALG (1.1%) mas que é inferior à percentagem das Universidades do Porto, de Aveiro, da UNova e até da Universidade do Minho. E se a comparação for feita a nível internacional, relativamente a universidades de países tão pobres como nós a coisa não melhora, pois uma comparacão com universidades da Grécia, mostra que a Universidade Técnica de Atenas e a Universidade de Tessalónica apresentam ambas uma percentagem superior à do Técnico. E até mesmo a Universidade do Chipre tem maior percentagem do que o Técnico. 

Adverse effects on the economy if the wrong ‘types’ of entrepreneurs are being stimulated

 


Still following the post above about the fact that Germans are averse to self-employment see the recent paper below entitled "How do country R&D change the allocation of self-employment across different types?" 

“…encouraging entrepreneurship is often seen by policymakers as a route to combat unemployment and stimulating economic development…However, if the wrong ‘types’ of entrepreneurs are being stimulated, this may lead to adverse effects on the economy...our results imply that higher R&D expenditures increase the quality of a country’s self-employment population. https://link.springer.com/article/10.1007/s11187-019-00196-z#Sec18

PS - Still speaking on self-employment the PeoplePerHour platform has seen a 63% rise in freelance registrations since the beginning of the Covid-19 pandemic. This platform claims to have 3 million rated freelancers. 


quinta-feira, 20 de maio de 2021

A aldrabice que é o Direito Português e o milionário maçom que jura que nada deve



Afinal as revelações sobre a vigarice que é o Direito Português não terminaram nos posts acima pois hoje mesmo duas eminentes figuras, o Procurador Jubilado Euclides Dâmaso e o juiz Conselheiro Jubilado José Santos Cabral, escolheram a revista Sábado explicar que  é possível que alguém possa cortar o pescoço à sua mulher e depois possa impugnar a sua condenação (como sucedeu num caso ocorrido na zona de Castelo Branco) por causa de uma oportuna pérola jurídica e foi essa mesma pérola (AUJ) também serviu para que o juiz Ivo Rosa tenha na instrução do processo Marquês mandado denegar a pronúncia de vários crimes de branqueamento de capitais. 

Os referidos Jubilados dizem que a justiça está capturada por "um regime de nulidades draconiano". Ou dito em linguagem mais simples, quem tiver advogados espertalhaços dificilmente não impugna um processo por conta de uma qualquer das inúmeras nulidades que infestam o código penal. E claro está, que quem se fartou de roubar e pode pagar aos melhores advogados deste país muito mais facilmente consegue anular uma condenação.  

Aquele famoso maçom sem património que fugiu para o Brasil, foto acima, onde leva uma vida só possível para quem tem um património milionário, deixou em Portugal um calote de largas centenas de milhões de euros, porém ouvido hoje virtualmente pelos Deputados da Assembleia da República mandou dizer que não deve rigorosamente nada e também que não admite que digam que deve seja o que for https://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/siga-ao-minuto-a-audicao-do-devedor-nuno-vasconcellos E o mais espantoso é que ele não está a mentir, porque quem deve tem de pagar, exactamente como o Sr. Madoff pagou com uma estadia na prisão até ao fim dos seus dias (se estivesse em Portugal ainda nem sequer tinha sido condenado), e como quem vai pagar a divida do maçom Nuno Vaconcelos não é ele mas sim os contribuintes Portugueses então mais não resta do que concluir que eles são os verdadeiros devedores. E devem de facto, devem muito à burrice por conta de nos ultimos 47 anos terem eleito politicos canalhas que sem qualquer vergonha aprovaram leis infames que protegem vigaristas e corruptos.  

Na mesma revista Sábado hoje publicada o Subdirector Carlos Lima, comenta a impunidade dos calotes do colarinho branco e compara-os ao caso de uma pobre desgraçada que ganhava o salário minimo e a quem penhoraram e venderam a sua própria casa, por conta de uma divida de 3500 euros. O que mostra que os mesmos canalhas que aprovaram leis para proteger vigaristas e corruptos (por certo a pensarem em safar-se a eles próprios e aos seus amigos quando no futuro forem apanhados e julgados) foram também os mesmos que aprovaram leis para que os tribunais persigam de forma implacável e extraordinariamente célere casos como o da tal pobre desgraçada. 

quarta-feira, 19 de maio de 2021

The anti-billionnaire Publishers Revolution is gaining traction



Still following the post above published last month see the preprint that was put online this month authored by four senior scientists:
"...We scientists do the actual research, also provide mostly free services by reviewing the papers for such journals and these publishing houses make enormous profits out of nothing really. They use the scientists and we let them use us! This is totally absurd and it has to stop!https://arxiv.org/pdf/2104.01794.pdf


terça-feira, 18 de maio de 2021

Catedráticos estéreis, catedráticos negacionistas e catedráticos que cometeram crimes



Na sequência dos posts acima seguem abaixo os links de dez catedráticos (uma pequena amostra de uma realidade muito vasta) cuja "obra científica" nunca recebeu uma única citação dos investigadores de 
Stanford, do MIT ou de Harvard. A penúltima da lista é a catedrática negacionista.
E isto ao mesmo tempo que há jovens investigadores de obra científica com impacto muito superior, que são literalmente obrigados a ir trabalhar para o estrangeiro, como foi recentemente o caso mediatizado pelo jornal Público, da Inês Trindade, cujas publicações curiosamente até já foram citadas por investigadores de Harvard https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/quando-estar-desempregado-e-uma-medalha.html

E porque será que nos últimos 50 anos foram afastados largas dezenas de juizes da magistratura (só nos últimos 15 anos foram afastados três dezenas de juizes em resultado de quase 500 processos disciplinares) e não há noticia do afastamento de um único catedrático das universidades públicas por incompetência, nem sequer mesmo por conta de terem cometido crimes no exercicio de funções ? 

É verdade que o catedrático mencionado na noticia abaixo, Francisco Sobral da Universidade de Coimbra, foi condenado a uma pena de prisão por crimes de abuso de poder e de falsificação de documentos porém já estava aposentado à data da sentença do tribunalhttps://www.publico.pt/2007/12/18/jornal/professores-da-uc-condenados-por-falsificacao-de-documentos-241979 Já outro catedrático da mesma Universidade, António Rocha Gonçalves, foi também condenado por um crime de abuso de poder, mas isso não levou à sua expulsão da universidade https://www.rtp.pt/noticias/pais/tc-confirma-condenacao-de-docente-da-universidade-de-coimbra-por-abuso-de-poder_n3256 

PS - Em universidades de países muito mais desenvolvidos do que o nosso despedem catedráticos por conta de assédio moral a alunos de doutoramento, como sucedeu por exemplo numa Universidade Suiça e também numa universidade da Austrália, nesses países seria impensável que um catedrático tivesse cometido crimes de abuso de poder ou crimes de falsificação de documentos, e não fosse inapelavelmente despedido. A impunidade malsã das cátedras públicas Portuguesas (que não encontra paralelo nem sequer mesmo na magistratura) é típica de universidades de países do terceiro mundo e confirma que em pleno século XXI as universidades públicas deste país estão capturadas por interesses escusos.