terça-feira, 14 de setembro de 2021

Epsilon index - A new metric to "to assess research performance more fairly"



A few days ago, coincidently on September 11, Times Higher Education published an article with a strange title, link above. Unfortunately, the article is behind a paywall. Fortunately, the same title allows that anyone can easily google the paper that is mentioned on it and find that it was recently published in Plos One titled "A fairer way to compare researchers at any career stage and in any discipline using open-access citation data"  

The new Epsilon index just requires the information on:
• the number of citations acquired for the researcher’s top-cited paper 
• the i10-index (number of articles with at least 10 citations)
• the h-index, and 
• the year in which the researcher’s first peer-reviewed paper was published.

Still, and most unfortunately the paper says nothing about the serious problem of excessive self-citations nor about multiple co-authorship (the term kilo-author was introduced by biologist Zen Faulkes, to refer to papers that list over 1000 authors, a phenomenon with increasing frequency, CERN usually produces papers with more than 5000 authors) and the need for a fractionalized based methodology as it is used by the composite index suggested by Ioannidis et al also known as the Stanford University World Ranking of Scientists https://journals.plos.org/plosbiology/article?id=10.1371/journal.pbio.3000384

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

"A desobediência civil na autoria científica: Resistência e insubordinação na ciência"

 



Ainda na sequência dos posts acima sobre aqueles cientistas que até conseguem fazer artigos a dormir e que andam a dar cabo da integridade da ciência, porque se é humanamente possível que alguém consiga produzir centenas de publicações num único ano então aqueles que só conseguem produzir duas ou três dezenas no mesmo período devem ser burros e os que produzem menos de uma dezena esses então só podem ser autênticos retardados mentais, vale a pena ler o artigo abaixo de investigadores da Universidade de Maastricht e da Universidade de Basel. onde é mencionado o caso da catedrática Sarah Elgin, como um exemplo de desobediência civil:

"Whether in the form of pseudonyms, guest authors or creative authorship attribution processes, civil disobedience in authorship serves the explicit purpose of demonstrating how many of the written and unwritten rules governing the distribution of credit and other resources in academia reinforce a long series of inequalities...we would see civil disobedience in faculty members such as in the case of Sarah Elgin, who included hundreds of students as authors on a publication. In fact, her actions are exemplary of civil disobedience...


domingo, 12 de setembro de 2021

EUROSTAT dá um banho gelado de realidade à Presidente da Agência Nacional de Inovação -ANI

 


Ainda sobre o post acima e as estatísticas "cor de rosa", de que tanto gostam aqueles como a Presidente da Agência Nacional de Inovação, vale a pena olhar para a crua realidade da imagem, onde Portugal aparece em último lugar entre 28 países, construída a partir dos últimos dados estatísticos do EUROSTAT e que dizem respeito à percentagem das "exportações de todos os produtos de alta tecnologia no total das exportações"  https://ec.europa.eu/eurostat/databrowser/view/tin00140/default/table?lang=en

Tenha-se ainda presente que de acordo com o EUROSTAT, desde 2009 Portugal nunca teve um único ano em que fosse capaz chegar à percentagem de 5% e isso mesmo depois das empresas (e até mesmo pasme-se vários bancos) terem recebido, via SIFIDE, milhares de milhões de euros em créditos fiscais, por conta de alegadas actividades de investigação. 

No mesmo período tanto a Grécia como a Bulgária conseguiram atingir esse objectivo em três anos diferentes, já a Estónia desde 2009 conseguiu estar sempre acima dessa percentagem. E porque será que a Estonia, que há vinte anos atrás tinha um PIB per capita miserável, que era apenas um terço do nosso, consegue fazer aquilo que Portugal não é capaz de fazer ?

sábado, 11 de setembro de 2021

Expresso__Governo ainda continua em estado de choque com o trambolhão de Portugal no ranking da inovação



O tal trambolhão de Portugal no ranking europeu de inovação, comentado no post acima de 26 de Julho, ainda continua a suscitar polémica e um longo artigo publicado ontem na página 5 da secção de Economia do Expresso, revela que o Governo ainda não conseguiu digerir a desagradável realidade. Não só o Governo mas também e infelizmente a professora Joana Mendonça da Universidade de Lisboa, que é a nova Presidente da Agência Nacional de Inovação, a qual afirmou que "a estatística não representa a realidade da inovação em Portugal. A inovação não diminuiu em Portugal" Moral da história, no universo da realidade socialista, quando os números não são cor de rosa então é porque a estatística só pode estar errada.  

E de facto houve um grande aumento de "inovação" mas foi infelizmente na parte da tentativa de minimização do pagamento de impostos por via de créditos (leia-se subsídios) relacionados com alegadas actividades de investigação, como se deu conta em 18 de Agosto aqui e a prova disso mesmo também já se tinha dado neste blog, por conta do fraquíssimo desempenho das empresas nacionais em termos de pedidos de patentes em 2020, que foi liderado a nível nacional pela Universidade do Minho, e não por nenhuma empresa, como era suposto e como sucede nos países inovadores, onde abundam empresas inovadoras, como se dá conta num ranking mundial de empresas inovadoras, onde Portugal nunca teve uma única empresa e provavelmente nunca terá https://clarivate.com/top-100-innovators/ 

E no primeiro semestre de 2021, foi novamente a universidade do Minho (uma universidade que a fazer fé nas recentes declarações do Reitor da Universidade de Lisboa recebe do Orçamento de Estado menos de 30% do que aquilo que devia receber) que voltou a liderar o panorama nacional nessa área, sendo que a "honra do convento" do sector empresarial deste pobre país ficou a cargo de uma empresa Japonesa, a Yazaki, localizada em Ovar e que produz componentes eléctricos para o sector automóvel  https://eco.sapo.pt/2021/08/25/universidade-do-minho-lidera-pedidos-de-patentes-ate-junho/ 

Recordo que em 1974 o PIB per capita de Portugal era de 2000 dólares e de lá para cá em quase 50 anos cresceu 11 vezes. Em 1974 o PIB per capita da Coreia do Sul era muito inferior ao de Portugal e não chegava sequer a 600 dólares (563 dólares) mas de lá para cá aquele país asiático cresceu 56 vezes, e agora até tem mais empresas do que a França, a Suiça ou a Alemanha no grupo das 100 mais inovadoras a nível mundial. https://clarivate.com/top-100-innovators/ E isso mesmo sem as ajudas de largas dezenas de milhares de milhões de euros de subsídios que Portugal recebeu da Europa, o que permite concluir que se não fossem essas muitas ajudas europeias o nosso país teria crescido muito menos nos últimos 50 anos, o que mostra bem a magnitude das muitas e sistémicas asneiras Governativas que ocorreram em Portugal nesse período, protagonizadas por politicos incompetentes, quando não vigaristas e até mesmo corruptos.   

Não são por isso as estatísticas da inovação que estão erradas, o que está errado é a forma como nos últimos 50 anos o poder politico degradou a Academia, com cortes sistemáticos e sempre permanentes, de tal forma que os juízes que em 1974 ganhavam o mesmo que um professor do ensino secundário, agora com apenas 27 anos conseguem ganhar mais do que um professor-Associado e aos 31 anos até já ganham mais do que um catedrático (algo impensável em qualquer país desenvolvido) e que aqueles que há pouco tempo iniciaram a carreira académica, quando se aposentarem, mesmo se conseguirem chegar a catedráticos, irão (ao contrário dos juízes que recebem uma pensão correspondente a 100% do vencimento) receber uma pensão miserável (pelo menos quando comparada com a dos catedráticos nos países no Norte da Europa) de apenas 30 a 40% do salário médio. https://www.publico.pt/2019/12/08/economia/entrevista/pessoas-vao-quebra-abrupta-rendimentos-nao-sabem-1896545 pelo que qualquer jovem investigador de elevado potencial que seja minimamente ambicioso, o melhor que tem a fazer é sair deste país indo contribuir para a riqueza de outros países, como fez por exemplo aquele jovem investigador da Universidade de Lisboa, que aos 33 anos conseguiu chegar a catedrático na Universidade de Viena, onde evidentemente recebe muito mais do que aquilo que algum dia conseguiria receber na Universidade de Lisboa.

O que está profundamente errado no nosso país é todo um sistema, que como dizia o Medina Carreira facilita a vida à gatunagem, que permitiu que os bancos tivessem feito desaparecer dezenas de milhares de milhões de euros, emprestando sem garantias a Berardos e Vasconcelos sem que ninguém vá para a cadeia e onde até se dão perdões aos grandes evasores fiscais, ao contrário da Alemanha onde a fuga ao fisco acima de 1 milhão de euros dá sempre cadeia onde os tribunais mandam em paz 90% dos acusados por associação criminosa e onde 95% dos condenados por crimes de corrupção recebem pena suspensa o mesmo sistema, que muito oportunamente, permite que os políticos se limitem a pagar umas multazinhas como sucedeu com uma  famosa deputada  e que ainda hoje se continuem a gastar milhões de euros em subvenções vitalicias de politicos, que nada fizeram para ajudar este país, tendo-se limitado a levantar o braço na Assembleia da República, muitas vezes para aprovar leis vergonhosas como aquela que descriminalizou as burlas e as fraudes, e que foi aprovada durante o Governo do Sr. José Sócrates.  https://www.dn.pt/portugal/burla-e-fraude-deixaram-de-ser-crime-1642615.html

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

23 prizes of at least 1 million dollars each to reward Science, Technology and the Humanities



The famous MIT has an online list of "Prestigious Prizes and Awards" where there are 20 prizes whose value starts at 1 million dollars, but the German 1 million euros Future Insight prize for fundamental research in the area of health, nutrition, and energy does not appear there, neither the Portuguese climate change-related 1 million euros Gulbenkian prize, nor the 3 million dollars prize mentioned earlier here https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04 /nominations-now-open-to-3-million-usd.html

PS - Check in the link below the names of the winners of the 3 million dollars Breakthrough prizes in the areas of Physics, Life Sciences and Mathematics that were disclosed yesterday 


Na Finlândia os catedráticos de elevado desempenho podem ganhar mais de 10.000 euros/mês

 


Ainda na sequência do post acima, sobre os salários dos professores universitários no ETH Zurich, que se tornou o 2º post mais visto dos últimos 30 dias, segue abaixo um link que ontem recebi de um professor universitário de uma universidade da Finlândia, e o qual mostra que naquele país, o desempenho pode ir até 50% da remuneração, pelo que se nas universidades daquele país há catedráticos menos dinâmicos, que recebem 7.000 euros/mês também há outros de elevado desempenho, que podem ganhar mais de 10.000 euros por mês https://www.sivista.fi/wp-content/uploads/2020/04/Salary-Scales-010820-and-010621.pdf

Já em Portugal a diferença entre os catedráticos menos produtivos, que se limitam a dar aulas e aqueles de elevado desempenho, que além das aulas, ainda são coordenadores de projectos de investigação (alguns de vários milhões de euros), produzem artigos altamente citados a nível mundial, orientam vários alunos de doutoramento, fazem parte de júris académicos a nível nacional e internacional, são membros do corpo editorial de revistas científicas (etc etc etc) é no máximo dos máximos inferior a 800 euros/mês (mas mesmo assim apenas teoricamente, porque na prática há catedráticos muito pouco produtivos, que ganham rigorosamente o mesmo que os mais produtivos)  esse baixo valor não pode por isso de deixar de ser visto como um forte incentivo à inércia e até à preguiça, que em rigorosamente nada ajuda o nosso país, antes o prejudica.  

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Os "luxuosos" salários mínimos do ETH Zurich__ Professor-Auxiliar (10.727 euros/mês), Associado (12.912 euros/mês) e Catedrático (15.099 euros/mês)

 



Na sequência dos dois posts acima, o primeiro sobre os salários na Universidade de Copenhaga e o outro sobre o vencimento dos juízes Portugueses, que aos 27 anos ganham mais do que um professor Associado e aos 31 anos já ganham mais do que um professor Catedrático (quando há algumas décadas atrás ganhavam o mesmo que um professor do secundário), apresentam-se abaixo os valores pagos aos professores universitários no ETH Zurich, valores de 2019:

Professores Catedráticos - 15.099 euros/mês até 19.868 euros/mês
Professores Associados - 12.912 euros/mês até 17.692 euros/mês
Professores Auxiliares - 10.727 euros/mês até 15.495 euros/mês

Comparados com aquilo que se paga a muitos profissionais do chuto e da cabeçada na bola os referidos salários não tem nada de luxuoso, são até bastante modestos, atento o facto dos chutos e das cabeçadas na bola contribuirem com menos do que zero para o progresso da Humanidade. 

Obs - Para casos de professores catedráticos excepcionais o valor máximo acima ainda pode ser aumentado até 22.8468 euros/mês "In order to recruit full professors of a particular standing, the ETH Board may increase the salary in individual cases to a maximum of 115% of the maximum salary" 

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

A degradação remuneratória da carreira Académica

 


Atento o conteúdo do post acima sobre as elevadas remunerações dos juízes Portugueses, que até são superiores às dos juízes da Irlanda, é caso para perguntar, porque será que o 
Presidente da Universidade Pública Irlandesa College Cork recebe muito mais do que recebe o cargo equivalente ao de Presidente do Supremo Tribunal de Justiça na Irlanda? 

E porque será que há universidades britânicas cujos Presidentes recebem o dobro do que recebe o referido Presidente da Universidade Pública College Cork, recebendo ainda casa e carro enquanto que em Portugal se verifica exactamente o inverso e o Reitor da mastodôntica Universidade de Lisboa recebe mensalmente muito menos que o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e quando se aposentar receberá muitíssimo menos do que aquele ? 
 
E que respeito merecem Reitores que nada fizeram (no minimo deviam ter-se demitido todos) enquanto o poder politico foi aumentando uma e outra vez as remunerações dos juízes (que recorde-se há algumas décadas atrás ganhavam o mesmo que os professores do secundário), ao mesmo tempo que deixavam que as condições remuneratórias de toda a Academia se fossem degradando cada vez mais miseravelmente na comparação com a magistratura, já que actualmente os catedráticos no 4º escalão ganham anualmente quase 30.000 euros a menos (40.000 euros a menos para catedráticos no 1º escalão) do que os juízes do Supremo enquanto que em 1987 recebiam o mesmo, como recordei num post de 4 de Agosto: 

Fará algum sentido que um jovem juiz estagiário, com apenas 24 anos, ganhe mais do que um Professor-Auxiliar (e há convém lembrar muitos Professores-Auxiliares com 60 anos e alguns até mais idosos) e quase tanto como um Professor Associado e que o mesmo juiz quando chegar aos 27 anos passa a ganhar mais do que um Professor Associado e aos 31 anos ganha automáticamente mais do que um Professor Catedrático ?

E será que é pagando a Professores Catedráticos aquilo que na Dinamarca pagam a alunos de doutoramento que Portugal vai evitar a fuga dos seus melhores investigadores ou vai conseguir atrair para Portugal cientistas Portugueses de elevado prestigio, que trabalham em instituições estrangeiras, como o António Damásio, o Caetano Reis e Sousa ou outros ? 

PS - Ao contrário dos juízes que se aposentam com uma pensão de 100% do último salário os professores universitários aposentam-se com um rácio de pensão/remuneração de 70% e aqueles que iniciaram há poucos anos a sua carreira, irão no futuro receber uma miserável pensão de aposentação cujo valor será apenas de 30 a 40% do seu salário médio !

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Premiar a Ciência, a Tecnologia e as Humanidades__ Vinte e três prémios de pelo menos 1 milhão de dólares cada um

 

O famoso MIT possui online uma lista de "Prestigious Prizes and Awards" onde há 20 prémios cujo valor começa em 1 milhão de dólares, https://ras.mit.edu/finding-funding/find-funding/prestigious-prizes-and-awards estranhamente porém não aparece lá o prémio de 1 milhão de euros Future Insight, para investigações fundamentais na área da saúde, da nutrição ou da energia, que é atribuído pela multinacional Merck, nem o prémio Gulbenkian de 1 milhão de euros sobre as alterações climáticas, nem muito menos aquele prémio de 3 milhões de dólares que há pouco tempo foi mencionado neste blogue aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/nominations-now-open-to-3-million-usd.html

A anormalmente elevada remuneração dos Juízes Portugueses

 


Já se sabia que os juízes Portugueses ganhavam mais do que os juízes nos EUA, vide post cima, agora fica-se também saber que os juízes Portugueses até conseguem ganhar mais do que os juízes da Irlanda, país que recorde-se é um daqueles que em toda a Europa pagam mais aos juízes, sendo que no topo da carreira recebem quase o dobro do que recebem na França e na Alemanha. 

O presidente do Supremo em Portugal ganha anualmente 123620 euros (8830/mês), porém atenta a diferença de riqueza entre Portugal e a Irlanda ele não deveria ganhar mais do que 70448 euros/ano (5032 euros/mês) para assim estar ao mesmo nível do cargo equivalente ao de Presidente do Supremo da Irlanda. https://aji.ie/the-judiciary/judicial-remuneration/ 

Acresce ainda que muito dificilmemte os juízes da Irlanda tem como os Portugueses um subsidio de compensação de 875 euros/mês pago 14 vezes por ano, isento de IRS, para fazerem face a despesas com a habitação, nem muito menos que se aposentem com uma pensão de igual valor ao do último vencimento. Tenha-se presente que na Austrália os juízes recebem uma pensão que não pode exceder 60% do vencimento. 

É por isso caso para perguntar, porque será que o poder politico em Portugal andou e anda tão preocupadíssimo em manter os juízes contentes com tais astronómicos aumentos salariais ? Será que é para evitar que os juízes sejam muito severos quando julgam os politicos apanhados nas malhas da justiça ou será que (atentas as graves acusações do ex-juiz Costa Pimenta) é muito mais provavél que a explicação possa antes radicar num infame conluio entre os maçons da politica e os juízes maçons? 

E como perceber que os Juízes Portugueses que estão entre os mais bem pagos da Europa (em termos de PIB/capita e também em termos de salário médio onde ficam muito à frente dos juízes da Bélgica, da França, da Finlândia, da Noruega, da Suécia, da Áustria, da Holanda, da Dinamarca ou da Alemanha) ainda consigam receber quase 200.000 euros em arbitragens privadas como este juíz aqui 

E se a justificação se funda, como alegam alguns chicos-espertos hipócritas, na necessidade de pagar bem para que os juízes Portugueses não se deixem corromper, então isso quer dizer que os juízes da Bélgica, da França, da Finlândia, da Noruega, da Suécia, da Áustria, da Holanda, da Dinamarca ou da Alemanha são muito mais corruptos do que os juízes Portugueses ?

E até que ponto é que a anormalmente elevada remuneração dos Juízes Portugueses está a atrair para a fileira dos Juizes de Aviário, jovens diplomados em Direito, com pouca ou até mesmo nenhuma vocação para uma carreira na magistratura, mas que possuem uma elevada atração por uma vida superficialmente luxuosa como sucedeu com o famoso ex-juiz Rangel?

PS - Sabendo-se que um professor do secundário pode ganhar no máximo dos máximos, somente se conseguir chegar ao topo da carreira, menos do que ganha um juiz estagiário, acabadinho de sair dos bancos da Faculdade e de uma acelerada formação no CEJ e principalmente com uma futura pensão de reforma muitissimo menor, qual será o aluno que no seu perfeito juízo estará interessado em ingressar num curso de formação de professores ? E se todos os melhores alunos deste país fugirem dos cursos de formação de professores quem é que o Governo acha que restará para ser professor do secundário ?